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Mostrando postagens de Março 16, 2015

Na casualidade dos caminhos tortos

Publicação by Canal Brasil.

Na casualidade dos caminhos tortos 
(André Anlub - 13/4/13)

Parece sinóptico tal gesto simples,
Esse teu, que brilha num todo...
Precata, de jeito torto,
Serem delicadas quaisquer escolhas.

Aberto o enorme fosso,
Que aos brados chama aflito.
Equidistante é carne e osso,
Pequena fenda que flerta,
Num zunido.

Vejo estática tua íris,
Por compreenderes tamanha epístola.
Voas feito águia, tão majestosa,
Tal qual a vida.

Há brilho demais no inconformismo,
Sufoca e cega. 
Há equilíbrio e imagem
E na miragem não há cegueira.

E qual atitude seria mais certa,
Senão entregar-te ao próprio destino?
Vai-te logo, fizeste o prólogo,
Sigo-te, em linha reta, feito menino.

Dueto da tarde (XCV)

Publicação by Meetville.

Dueto da tarde (XCV)

Os ecos de versos abruptos e duros martelavam sua cabeça de forma bárbara e ininterrupta, 
Como o grito de uma paixão equivocada, trepidando na noite da alma e mudando as estrelas de lugar.
Enfastiado e confuso e oprimido sentia-se espremido como num grito um ruído e fosse o planeta sua cabeça.
Em torno de que sol girava? Ou só girava, sem sol em torno? Os ritmos agrestes da poesia não feita calavam e ao mesmo tempo nasciam do eclipse exposto aos olhos antes ofuscados.
A elipse das imagens evitava o colapso da (des)inspiração. Buscava chão no céu e encontrava.
Assim tudo novamente tornava-se eco. Ou nunca deixou de ser, apenas perdeu força? As letras se reagruparam e a poesia se fez em lume presente (visualmente/sonoramente).
Era ele nela, era ela nele e a cabeça procurando ponto de apoio onde os pontos de apoio em nada se/a apoiavam.
Estavam no tal espaço que carece de gravidade e pede encarecidamente liberdade. É o ponto e a hora de ir ao ponto d…

Condomínio de inocentes

Imagem
Publicação by Marcos Pereira.

Condomínio de inocentes 
(André Anlub - do livro “Poeteideser”)
(3/11/09)

A coisa mais bela:
- Uma abelha e sua colmeia
A natureza mostrando a cara,
Muito além das nossas ideias.

Muitas vezes me pergunto:
- Quem criou toda essa graça?
Tudo cheio de beleza,
Com tempero de desgraça.

Andamos nos esquivando
Sem tempo, sem templo e igreja...
Com fé e sem muita certeza,
Com sonhos que estão voando.

Buscamos o fim da tristeza
Violência – maldade.

Vida digna - notoriedade
(Tudo na absoluta clareza)

Nossos rebentos com segurança
Arrebentando as correntes
Que os prendem às desesperanças...
Um condomínio de inocentes.