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Mostrando postagens de Março 18, 2015

Dueto da tarde (XCVII)

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Dueto da tarde (XCVII)

Avalia-se como bem quer, e usa de coerência mesclada com a ironia à la mode Samuel Beckett.
Sua equação é simples: não usar equação nenhuma. Seu esquema é fácil: se quiser ir, vá; se quiser ficar, vá também.
Na prece e na pressa acende duas velas, uma ao insone – outra à remela.
Mão e vela: manivela que não gira o destino, desatino que não corrompe a razão.
Rasga o verbo, mas fez cópia antes; rasga o instante e rejeita o eterno.
Entre San Juan e Mendoza, fica em Copacabana, tentando convencer a princesinha do mar de oceanos que ela não vê.
“Não liga para nada e ninguém, acha-se um despótico no harém” – li isso em algum lugar, mas não tem nada a ver.
Não para definir o que tem a ver. E o que tem a ver? Limpar as lentes dos óculos pode ser um começo.
A sua coerência detêm o apreço e no seu endereço lacrou a caixa de correio; em seus devaneios vê vampiros em espelhos, lobisomem sem pelos e Sacis de joelhos.
Não limpar as lentes dos óculos pode ser o fim... Nada, no entanto, …

Antologia virtual Logos N° 13 - Mar/15

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