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Mostrando postagens de Março 21, 2015

Vem ai: PurO OsSo

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Vem ai: PurOsSo (duzentos escritos de paixão)


Não negue o seu beijo  (André Anlub - 31/05/13)
Deveria ser lei:
Não se nega um beijo!
Ainda mais para um carente de amor,
Um desajeitado com as palavras,
Confuso com os sentimentos.
Jamais se nega um beijo,
Pois o mesmo é um elo...
Encontro do sabor marmelo,
Com gorgonzola, parmesão...
Quatro queijos.
Não, não se nega um beijo,
Ainda mais o desmedido,
Pois é a afirmação de um bem querer,
Doce momento de prazer,
Que faz no emudecer,
O grito de tudo a ser dito.

Falam de bailarinas,
De estrelas cadentes e flores;
Falam de amores, de destinos,
Esquinas, borboletas e odores; 
Mas poucos falam do artista
Em seu mergulho no meio, 
Sem medo e sem freio
Num oceano de caos.
E ao unir os extremos,
Teremos sem pressa
A composição de um poeta,
Que beija na cópula
O corpo e a alma

Do bem e do mal.

Publicação by BarStarzz.

Dueto da tarde (C)

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Dueto da tarde (C)

O passado passando e as mãos tensas enterradas nele, querendo mais.
O que uma vez foi jamais agora se torna sempre, e o diferente é meu mais novo espelho.
Busca desesperada do que não está estando: a memória é um fato. Fatal é ser mais do que memória.
No bloco de notas as anotações recentes de décadas atrás. Déjà vu eterno que serra seus dias e se enfia no meio.
Já foi mas continua sendo na vontade de que não deixe de ser. O delírio é um antúrio de pétalas negras e odor de enxofre.
Há dinossauros dançando Polca no centro da sala enquanto balas gorduchas de garruchas voam sem bússola.
Uma boca enorme com dentes descendentes de acidentes pretendentes a tragédia se abre.
Agora veio buscar a vida e visando romper o tempo – cem anos são parcos aos que vivem vivendo, erguem monumentos e não se chamam Oscar.
Quando fala, as arcadas tamborilam, castanholam, saxofonam, (de)compõe o som da cor no arco (e flecha) da íris.
Agora se abrem alas, surge o som do sino abrindo caminho para as …

Quatro em Salvador:

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Quatro em Salvador:
(André Anlub - 26/10/13)

                  I

É no embalo do calor humano,
Arte que grita no urbano;
Salto das classes
Que falam aos ouvidos,
Destemidos artistas do azul infinito... 

É de sal e saudade,
De real e sonho,
Esperança e destino. 

                  II

(a merecer) 
O por do sol por trás do Farol da Barra,
É barra não me pôr à mercê
Do (so far) rol dos saudosistas.

III

Moqueca e bobó de camarão,
Vatapá, caruru, azeite de dendê,
Sururu, acarajé, pirão e um assado cação;

Viver só é bem bom
Quando é mais, mas muito mais,
Que o bater de um coração.

IV
Salvador de amor de sol generoso
E poderoso sal de mar de amar...