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Mostrando postagens de Março 25, 2015

Afogado em águas rasas...

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Afogado em águas rasas...

Tornou-se de gosto
Um concubino erudito.

Concubino erudito (revanche) (5/8/13)

Chegou manso, 
Com aquele papo de ouro:
- conquista, envolve e absorve.

Se não deu, dá um tempo e tenta de novo,
Naquele clima fresco:
- aquele vinho bom, lareira acesa,
Sentimento em “blow”.

Se já há resposta, atividade!
Com responsabilidade faça de jeito 
E de bom-tom.

Vejo o futuro: 
- a mulher grávida caminhando na praia,
Saia rodada e imensa vontade 
De estar numa festa cálida. 
(pagã)

Para quebrar a leitura
Aumento essa poesia fútil,
Dispensável, absurda,
Cega, surda e muda,
Com esse parágrafo inútil.

Volto ao conquistador barato,
Réu com popular palavreado...
Engomado, com a boca que dança
Ao som da goma de mascar.

O ser mascarado,
De louco disfarçado,
Fazendo crueldade.

Escreve livros invisíveis:
- irrisórios (de matar)
- sem fim (há de acabar)
E até mesmo sem finalidade.

Por fim surgem infinitos demônios
Sem nomes nem rostos,
Sem breves e longos amores,
Surgem para lhe buscar.

Agora vemos as dores
Que somem, lon…

Cordão umbilical

Depois, o Maluco sou eu.Muito louco essa cara.
Posted by Maluco-Beleza Osasco on Sexta, 6 de março de 2015

Cordão umbilical
(André Anlub - 30/5/13)

Sinto-me próspero quando não sou tapeado
E a inspiração, por fim, deixa minha mente.
Ela não é indigente, tampouco empregada,
É minha filha e amada,
Meu sentimento mapeado
Que foge do meu masculino ventre.

Mas a mesma não quer viver de vaia
Ou aplauso desacerbado.
Não quer ficar arquivada
Em uma gaveta empoeirada
Ou no raio que o parta.

Ela quer ser mais um elo da corrente
Ir longe, logo e ir pra frente,
Criar um leal - legal - legado,
Ser um dos 300 de Esparta.

Ela quer viver pequena ou colossal,
Onde habita a multidão e a solidão.
Ir ao limite que estica a emoção
E o meu cordão umbilical.

Dueto da tarde (CIV)

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Dueto da tarde (CIV)

O sol escreve na pele coisas que a pele não lê.
No deslumbre dos cabelos ao vento o encanto do dourado confere.
Há um perfume de sentir-se bem rodeando o corpo.
Há o porto acessível ao atraque e ao ataque de um Couraçado antigo.
Há uma leve ansiedade pelo possível ainda não realizado que mora ao lado ou do outro lado
E o sol desenha na alma coisas que os olhos não veem.
Vem a brisa e também quer desenhar.
Quem avisa que no desenho todos podem participar?
A vida, quem sabe, que desenhou a chance de todos os desenhos antes do primeiro e depois do último.
O mar em tons de azuis; o amar em tons sutis; o céu em azul celeste e as chuvas beijando as faces.
Repasses: veio do mundo e adentra o mundano. Uma vez por ano é todo dia. Um dia de sol é uma eternidade escrita na pele.
Nenhum ser vivo se atreve a desdenhar o desenho; saem o “foi” e o “venho”, entram o “fica” e o “breve”.
Alto relevo, baixo relevo, tudo é relevante, nada se releva.
O Couraçado atraca trazendo tudo que se espera: …