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Mostrando postagens de Março 26, 2015

Asas de anjo ou dragão

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Asas de anjo ou dragão 
(André Anlub - 3/7/14)

Vejam só os dois olhinhos,
Sinceros, impávidos,
Carregando a expressão das brasas dos entusiasmos.

O mundo deles também anda agitado,
E ainda mais quando estão juntos;

São avejões diversos...
No advérbio adjunto do anseio
Disponível no plasmático vulcânico...
Fundiram os neurônios e os versos.

Não há relógio no “slow motion”,
Tampouco o reviver das simples coisas.

A caneta dança na folha branca,
O sentimento canta a canção que voa...
Os dois olhinhos são escravos do tempo,
E o tempo não vive a mercê da porta aberta...

Não cumpre a cumplicidade que se torna seguro,
Simplesmente existe e o quase é quase eterno.

Asas batendo, colorido das penas,
Bico bem largo e garras como dentes;
Com moderação se barganha com a vida,
Contínua rotina de distrair pensamentos
E tapear os momentos e as ideias baldias.

Criou-se o hábito saboroso e salutar,
Começou a lutar com as armas evidentes.
Vê a novidade de coisas iguais que nunca foram feitas,
Reinventa os trejeitos dos seus sujeit…

Dueto da tarde (CV)

Não é gordura, é excesso de música...
Posted by Cifras on Terça, 4 de novembro de 2014

Dueto da tarde (CV)

Chegou pontualmente na hora junto à aurora a pólvora que apavora.
Com ela os canhões que Navarone não invejaria, que Anthony Quinn jamais destruiria.
O sombrio é pontual e às vezes solitário; no alto, no calvário, sempre tem companhia.
Olha o mundo de cima, o mundo que o esmaga diariamente e não mente, está ali para isso mesmo.
Uma nuvem negra chega repentina, como a fumaça do charuto do mendigo da esquina.
Ribomba, estronda, faz a ronda, solta a bomba: lá vem o que todo mundo aguarda de guarda fechada.
Na rebeldia do assombro e na paz da nevoada vieram às sombras as luzes do fim do túnel, do fim do tudo e do fio da meada,
Lá onde os nós se desatam de nós e ficamos sós com a pós-amarração,
Lá onde o sim diz não ao não e chega à conclusão de não querer mais ser um vassalo.
Olhar para cima, olhar em volta, olhar para baixo e, finalmente, olhar para dentro.
A morte chega atrasada e na contramã…