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Mostrando postagens de Março 27, 2015

Memórias da Guerra

¿Tendrías el valor de subir a cambiar el foco de esta antena? Checa la #videorecomendación de hoy
Posted by Siempre 88.9 on Quarta, 14 de janeiro de 2015

Memórias da Guerra
(André Anlub - 19/4/11)

Em meio a fumaça cinza com um toque avermelhado,
Embaixo de um céu que é testemunha:

Vejo ferros retorcidos, destroços,
Corações calados, que gritam...
Vejo o tempo congelado.

Em meio às ruas esburacadas
Vejo pertences abandonados (abrigos)
Vejo um rio frio...

Rio de cartuchos que tiveram seus projéteis deflagrados,
Todos com nomes - objetivos
Calar um peito inimigo,
Um corpo latente a ser alcançado,
Silenciando-o e roubando-lhe sonhos.

Como o corte de uma navalha,
Como quem tira o doce de uma criança,
Como quem tira o amor e a esperança,
Em troca de uma medalha.

Hospício

Just another relaxing day on the water.....
Posted by Mustang 87.7 on Quarta, 10 de setembro de 2014

Hospício
(André Anlub - 23/7/09)

Salientaram no hospício
Ninguém iria comer
Injeções na testa...
Mais que um sacrifício.

Uma doutrina errada,
Condições terríveis,
Faces amarguradas...
Pessoas mais que sensíveis.

Não tinham valor algum,
Exclusos da sociedade,
Pessoas novas e de idade...
Somavam um mais um.

Indigentes, obscenos
Cenas do dia a dia,
Pretos, brancos, morenos...
Sujeitos à revelia.

Desprezados pela verdadeira família,
Inúteis sem poder reciclar,
Cães expulso da matilha...
Sem ter mais em quem amamentar.

Aos montes iam se definhando,
Em um frenético vai e vem,
Homens mortos andando...
Passos calmos pro além.

Os tais anos ainda não vividos

Capa da edição digital de abril de National Geographic Brasil. Guerra à ciência. Tibete. Coluna de Trajano. Lagos. Telescópio Hubble. Disponível no iba clube (iba.com.br), AppStore e GooglePlay.
Posted by National Geographic Brasil on Sexta, 27 de março de 2015

Os tais anos ainda não vividos
(André Anlub - 21/4/14)

Faça com seus brinquedos de montar
Aquele casarão da sua imaginação.

Coloque janelas aos montes,
Para nos dias escuros a luz chegar farta
E em dias frios o sol entrar com afinco.

Coloque enfeites nas paredes
E para consumir o tempo
Coloque quadros dos mais confusos.

Vieram nuvens gordas e ondas gigantes
Trazendo o receio e uma água mais fria.
Vieram estranhos trazendo bebidas
E com o sol escaldante
Acenderam a euforia.

Não os tema!
São apenas estranhos de boas intenções.
Alguns são pescadores de sereias
Que fazem vigília no cais;
E no caos do silencio das redondezas
Somente o choro baixinho
Dos inconformados.

Assim forma-se a tal “bola de neve”,
Já que o tempo é guerreiro
E alimenta o imaginário.

A…

Dueto da tarde (CVI)

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Dueto da tarde (CVI)

Na batalha pessoal, um soldado é o exército, o exército é um soldado.
O repente só reflete os aflitos que na linha de frente estão armados até os dentes.
As armas nunca são barões assinalados. Podem ser assassinados, no entanto.
O campo, imaturo e mal iluminado, reflete o pranto seco e inacabado de esperança.
As trincheiras arreganham as bocas, exalam odores de arcadas corroídas e refluxos corrosivos.
Os explosivos são rancores prensados em corações apertados e sombrios... quase todos pouco usados.
A música dos canhões não cessa jamais e quanto mais música é menos música pode ser.
Feridas expostas e cabeças penduradas para enfeiar possíveis belas alvoradas.
Na batalha pessoal, possíveis belas alvoradas são uma piada amarga que os combatentes contam uns aos outros enquanto recarregam os fuzis.
Faces hostis – hóstias de sangue –, mangues de corpos em foscos lamentos, em orações apáticas, em mentes insanas.
Quando o clarim do armistício ecoa lá longe, é lá longe que ecoa o clar…

Corações inteligíveis

Dave's epic remake of "Higher Ground" featuring a duet with Chris Coleman and a cast of all-star musicians! This song...
Posted by Dave Weckl on Sábado, 13 de dezembro de 2014

Corações inteligíveis 
(André Anlub - 9/6/13)

Ah, nesse amor descolado, desnudo
Das mais gostosas traquinagens;
Organizando as engrenagens
Desorientando meu mundo.

Acordo afogado no pranto,
Praticamente um tsunami violento
Que fez-me lembrar dos tantos encantos,
Que migraram para o desejo vagabundo.

O tempo se esgota, é a gota d’água...
Que desagua na grota e no vento.
Pois invento a lorota da mágoa
Por não encontrar meu contentamento.

Perco a razão do vivente
Mas no convívio, dentro de um conto:
Lapido do meu jeito o sonho
E à francesa, saio pela tangente.

Ah, sei que o seu pensamento é só meu
E num breve instante em branco
Escorrem os pigmentos mais francos
E colorem todo o nosso apogeu.