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Mostrando postagens de Abril 1, 2015

Aquele outro Eu

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Aquele outro Eu

Olho de soslaio o tempo perdido,
Abrasado e abraçado ao tempo achado
Que tenta fazê-lo de lacaio... 
Mas é em vão.

Olho o respeito dizendo ao “dito e feito” 
O que deverá ser feito e refeito, 
E futuramente refazê-lo, se preciso for...
Tendo em vista que é de antemão.

Pego o timão do barco e desbanco a maré vazia,
Enquanto no mar vazio esvazio um tonel de rum...
Arruinando o meu remoto céu azul que agora é somente ruim.

Mas sempre faço vista grossa à contramão.

Ganho plena confiança na mudança nebulosa,
Junto o Eu à suntuosa espada forjada em ouro branco
(meio metida à besta, confesso, mas bela e bem desenhada)
Com imagens bárbaras, baldias, poemas e frases sagradas.

A jornada é cenário – visual – a sentinela – visual –, nada anormal;
O verde ligeiramente me sorri com seus divinos dentes brancos, 
Solta seus cabelos crespos e sua abastada voz rouca;
Solta seu jeito afetuoso que faz pouca qualquer incoerência... 

Sorrateiramente encontro nesse ermo
O Eu mais bem escondido e verdadeiro.

E o ve…

Dueto da tarde (CXI)

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Dueto da tarde (CXI)

Galhos balançam, folhas e abacates caem, pássaros voam soltos e o dito diz assim: nada como um dia após o outro.
Caminhávamos de mãos dadas e de repente foi isso que vimos, como que num complemento.
Num breve instante veio-me um dilúvio de alegria; sumiu a alergia ao pólen, foi-se a fotofobia e até esvaeceu a fúria da pérfida liturgia.
E vi teu rosto iluminar-se como se a lua voltasse ao meio-dia, com suas mágicas afastando as trágicas melancolias.
Os joelhos foram ao chão estalando as folhas secas; peguei sua mão lívida, cálida e suada, e fui ao intento:
Uma prece (acontece) suprimida pelo êxtase. O encontro do azul com o azul – nos teus olhos e no céu.
Na suavidade do seu ser sereno encontro e adoto o meu lar; deixo desaguar toda a emoção que anseio dar e entrego-me pleno.
O dia que veio após o outro – aquele outro – me trouxe a dádiva e eu aceito a dádiva.
Galhos inquietam-se, folhas e abacates reaparecem, pássaros descansam e cantam bem baixinho e o dito diz assim: fel…

Meu Jardim

<3
Posted by Yani Filé on Quinta, 17 de julho de 2014

Meu Jardim

Faço meu jardim almejando o melhor, meu jardim é minha vida, meu jardim são meus amores: família, amigos, a arte.
Meu jardim é a humildade, meu jardim é a compaixão...
É ser bom, é fazer o bem, é criar a paz.
Meu jardim são meus medos, meu jardim é o meu trabalho, é o amor que tenho pelos animais, é o pão que como a cada dia: é o mar, o sol, o luar.
Enfim, meu jardim...
São tantas coisas que agora não tenho tempo para descrevê-las... tenho que regá-lo.

- André Anlub