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Morrem as abobrinhas

PARA MATAR " AS SAUDADES "
Posted by Restaurante El Novillo Carioca on Sexta, 22 de agosto de 2014

Morrem as abobrinhas 
(André Anlub - 3/8/13)

Venha, chegue mais perto,
Quero sentir seu hálito delicado e forte 
(sopro de amor).
Agora chegue ainda mais perto e cole seu nariz no meu.

Quero entrar nos seus olhos, no mar infinito
E no universo negro e mágico 
Onde tento ver o meu rosto.
Digo em alto e bom som: 
Como é bom, quero sempre fazer parte dessa história (é salutar); mas periga ser um vício.

É no início, na essência, onde bulo e reviro a memória, vejo que nessa guerra vale a pena lutar.
Ninguém vai nos dizer o que devemos fazer,
Nunca mais... (não, não)!
Com o certo ou o errado deles: 
(dos ralos - dos reles)  limpamos o chão.

Acabaram-se as abobrinhas nas nossas mentes,
Nem se falarem hipoteticamente
Só verei as bocas mexendo (sem som).

Dueto da tarde (CXV)

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Dueto da tarde (CXV)

Arranca de forma violenta o tapa-olho de aço, cúmplice das cenas fantásticas e cruel ladrão de seu tempo.
A venda punha à venda o que não queria vender, o que morreria se vendesse. Enterra no quintal junto ao cachorro da infância.
Agora haja tempo para correção. No esconderijo dos sentimentos acenderam o lampião do (in) juízo: saiu – sumiu – senil foi a preguiça que agora sopra seu vento.
A distensão diz tensão também. O acordo acorda a corda que o enforcado pôs a dormir. Pensa num bilhete de despedida.
O mundo – o céu – a Via Láctea é pouco para quem deixou de ser rouco e quer cantar ópera.
Corre o tempo – é um contratempo. Vem a vida – é uma sobrevida. Se quer saber, não quer nem saber.
As águas escorrem pelas mãos: o arredio convida à mesa do bar da esquina; o monstro quer companhia para o banho no lago Ness; o garoto na laje quer cruzar sua pipa e o eterno é um segundo enquanto a água passa a seus pés.
Quem sabe não era melhor com o tapa-olho? Não, nada é melhor com o…

Na saliva da vida

Técnicas de Grabado - Xilografia - Calcografia - Litografia - ...Koz Palmakozpalma.wix.com/kozpalma
Posted by Koz Palma on Domingo, 24 de agosto de 2014

Na saliva da vida 
(André Anlub - 4/4/13)

Sem rumo, faz do instinto sua bússola,
Anda com a cara e a coragem...

Não mata um leão por dia,
Mas encara a besta macabra.

É dono dos prós e contras,
Um pé na frente e outro atrás.

Constrói seus moinhos de vento
Ao som de um clássico do jazz.

A cada lua minguante,
Pinta um cômodo da casa
E rega o jardim das camélias...
Que vibram nas águas dançantes.

O cachorro deitado num canto
E o canto dos pássaros belos:
- O pica-pau e o trinca-ferro
- O bem-te-vi e um melro...

Dão mais vida ao montante.

O voo da tranquilidade
Num céu azul de espaço,
Abraço da vida em liberdade
É o beijo na sede no riacho.

Não mais submerso em vil fachada,
Brinda os versos da mãe natureza;
Em aquarelas muito além das janelas
Que atravessa seguindo as pegadas.

Agora não são mais quimeras,
Novas paixões o esperam...
Sem sonho, sem pouco, sem mera
Nas mil…