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Mostrando postagens de Abril 6, 2015

Dos desafios

"Embarque nesse carrossel onde o mundo faz de conta, a terra é quase o céu..." ♫♫♫
Posted by Catraca Livre on Segunda, 6 de abril de 2015

Dos desafios 
(André Anlub - 2/8/12)

Sentinelas do mais profundo amor, vejo pela janela as folhas e pétalas que caem pintando o chão... 
formam os tapetes dos amantes, síntese da emoção de todos os seres vivos.
Já tentei deixar de ser romântico, ver o mundo em branco e preto, lavar bem lavado meu despeito e organizar minha semântica.
Pego a massa e faço o pão, uso a farinha que vem do trigo; existe aqui dentro um insano coração que se materializou tão somente por você.
Vai dizer que me embriago por não tê-la, sons antigos na vitrola e deito-me em posição fetal... estou fraco para o viral e depressões e forte para construir minhas teias. Em absoluto desafio... quero ser chefe dos meus desatinos levantando e regressando à caminhada, vestindo minhas melhores roupas e colocando meus anéis... (fazendo o que sei fazer de melhor).

Cantar pra subir

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#tvCarta Jonathan Duran é pai adotivo de um menino negro. Há pouco mais de uma semana, ele denunciou um caso de racismo...
Posted by CartaCapital on Segunda, 6 de abril de 2015

Cantar pra subir 
(André Anlub - 25/6/14)

Da boca só se ouvia aquele timbre suave 
Que soava na nuvem fazendo canção;
O sol sorria rasteiro e olhava cabreiro
Certo campeiro de cabeleira rastafári;

Chegaram o broto de feijão e o camarão
Trouxeram a tatuagem da maresia na pele e a santa festa “al mare”.
No horizonte o vermelho entre dois apreciáveis coqueiros
Que formavam aquele meu e seu (nosso) coração.
Talvez no mundo haja muito de injusto acontecendo,
Mas naquele momento, ali, só festejos;
Nada de ser herói tampouco bandido,
Das bocas agora, ao sol e a sós, só o estalar dos beijos.

A vida estava tão boa que aproveitando a garoa
Todos se desnudaram vestidos:
Eram confissões de pecados insurgentes,
Pensamentos e elos perdidos,
Eram tantos caracteres maus e travestidos,
Que há escassez de caracteres para escrevê-los.

Agora a felici…

Dueto da tarde (CXVI)

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Dueto da tarde (CXVI)

Quase nenhuma chance de alguma chance ser quase: todas querem tudo.
Tenta cercar pelos lados, mas não há lado em um círculo rotativo.
Sempre a mesma coisa é a mesma coisa sempre. Olhar e não ver porque acha que já viu é a mesma coisa.
Sempre tudo é diferente, mas o diferente quando é abundante e frequente, acaba tornando-se igual.
Então as chances brigam com as possibilidades, querendo a prioridade, querendo a maioridade já ao nascer.
A prioridade por sua vez não pode ser indiferente a tal luta, pois sua labuta é calcada naquilo que se mostra com urgência.
Vamos falar sério, ela diz. E não fala sério. Não parece sério dizer vamos falar sério e não falar.
Para piorar a contenda chega de repente o improvável, que provavelmente foi barrado em uma festa adolescente.
Não há ninguém para dizer você fica aqui, você fica lá. Todos querem ficar ali. E ficam.
Ninguém vê, mas está ali para ser visto: quase todas as chances de todas as chances tornarem-se fatos; basta tirarem os sapat…