Postagens

Mostrando postagens de Abril 8, 2015

Na saliva da vida

Imagem
Na saliva da vida  (André Anlub - 4/4/13)
Sem rumo, faz do instinto sua bússola, Anda com a cara e a coragem...
Não mata um leão por dia, Mas encara a besta macabra.
É dono dos prós e contras, Um pé na frente e outro atrás.
Constrói seus moinhos de vento Ao som de um clássico do jazz.
A cada lua minguante, Pinta um cômodo da casa E rega o jardim das camélias... Que vibram nas águas dançantes.
O cachorro deitado num canto E o canto dos pássaros belos: - O pica-pau e o trinca-ferro - O bem-te-vi e um melro...
Dão mais vida ao montante.
O voo da tranquilidade Num céu azul de espaço, Abraço da vida em liberdade É o beijo na sede no riacho.
Não mais submerso em vil fachada, Brinda os versos da mãe natureza; Em aquarelas muito além das janelas Que atravessa seguindo as pegadas.
Agora não são mais quimeras, Novas paixões o esperam... Sem sonho, sem pouco, sem mera Nas mil opções de chegadas.

Charles Darwin sobre a escravidão.

Ao chegar no Brasil e ver de perto a escravidão, Darwin escreveu esse relato:

“Perto do Rio de Jane…

Olheiros

et pendant ce temps là du côté d'Hawaii...
Posted by MCS Extrême on Quarta, 8 de abril de 2015

Olheiros 
(André Anlub - 2/4/14)

Em ziguezague, cá e lá, tantos olhos nus,
Aguardando a ponta do sol
Que vai nascer num mote distante...
De um lugar nenhum... não importa!
Como sossegos que assustam morcegos
Escondidos em cavernas,
Companheiros dos sentimentos tímidos;
Alma cálida daquela paixão nada passageira,
Derramando na veia, demudando o que corre no corpo.

Da sola do pé ao topo:
- Vinho tinto - Vinho do Porto... saboreia.

Seu lugar à mesa não está vazio,
É seu disponível - é seu abrigo.
Inimigo e amigo do seu espírito
Em plena consciência da compaixão...
Humildade; venha fartar-se tão breve
Nessa mesa ou naquela
Na panela de quem se atreve...
Venha sentar-se tão logo
Nesse ou naquele colo ou no solo frio do chão.

As torradas estão prontas,
Saltam da torradeira,
Na hora exata de derreter
A manteiga; o aroma intenso do inexperiente mel
Espalha-se pela mesa junto com as tintas
De um novo artista que os olheiros…

Hora do recreio

10 Composition Tips with Award-Winning Photographer Steve McCurry!www.artFido.com/popular-art
Posted by artFido - fetching art on Sábado, 21 de março de 2015

Hora do recreio 
(André Anlub - 21/9/13)

Quem será o guardião desse coração:
Tão intenso raro e quente.
Nesse vai e vem do povo a cólera passa rente...

Tentando roubar o puro, esconder o tesouro, 
Cavando um túmulo e matando os loucos.

Tudo se transforma na fala
Da saliva da ponta da língua.
Na palma da mão que entorna a raiva,
Perdendo-se no céu anfitrião.

Sendo o alicerce mais forte,
Fez-se o castelo - nasce o coveiro...
Que rompe vis elos, enterra as contendas.
Encarcera o faqueiro que insiste no corte.

A verdade mostra para que veio
E o ópio evapora na veia.
Surge a sorte pisando na morte,
Tornando o instante um instante perfeito.

O som é mais ameno,
No feliz badalar dos sinos
Para a hora do recreio.

Dueto da tarde (CXVIII)

Imagem
Dueto da tarde (CXVIII)

A prisão do prisioneiro sorria (e ele não via) para ele do lado de fora
É o dentro roçando a morte, mas a “mais-valia” da vida sempre mostrou um tal norte que mesmo ao sul do sul sempre seria.
Mas era preciso abrir a porta. O prisioneiro não abria a porta.
Abria um largo sorriso – abria um conciso abraço – abria o laço, o lenço –, e abria até um tenso espaço... Mas a porta nada.
Para quem sorria o prisioneiro se a prisão lhe sorria e ele não via nem abria a porta que lhe sorria? Para tudo e para nada: tudo é nada na prisão que mantém a porta fechada.
Será que vinha em sua mente que tão torta é a tal porta, ao ponto de ser prepotente e se achar no direito que venha sempre um sujeito e a abra?
Dá dois passos para dentro e no centro do calabouço cala a boca e procura a saída.
Mexe no baú, nos maços de cigarros, vasculha o armário, levanta o colchão, enfia no sanitário sua mão e por fim encontra o seu vácuo... E dentro do vácuo sua história.
Reescreve o que deve sem pegar c…