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Mostrando postagens de Abril 9, 2015

Ótima sexta

videobook kyvia rodriguesAtriz e poeta Kyvia Rodrigues interpretando seu texto: SOBRE ONTEM À NOITE. direção maiuricio antoun.
Posted by Kyvia Rodrigues on Quarta, 22 de junho de 2011

Mudei de século, moldei o crédulo
E passei a sonhar com as Valquírias.
Vi um mundo sem máscaras,
Sem muita diplomacia.

- André Anlub

Bucólico Eu

Meu lindo cratinho de açúcar.Rico em cultura e beleza, este é o meu Crato amado. - Créditos pelo excelente vídeo:
Posted by Cleiton Valentim Almino on Terça, 17 de setembro de 2013

Bucólico Eu 
(André Anlub - 30/10/14)

Um bardo e suas moças, suas musas,
São suas asas em êxtase – motor propulsor;
Buscam paixões arquitetadas, minudências focadas,
Na alma, no corpo e no papel...
No entanto e no intuito elas extravasam nuvens, 
Voam assim: avivadas e soberbas, plumas,
Buscando a veemência – a coerência, ao léu.
“Buarqueando” – como não falar de Chico?
Se a moradia na emoção é o botão de liga/desliga 
de uma alma incendiária. 

E por falar em musas... 
são obsoletas? são absolutas? algumas reais:
“A Marieta manda um beijo para os seus...”.

Agora, veio-me a mente “Cecília” 
(nome da minha mãe);
Mas vivem muitas na permuta aos olhos do poeta;
Tornam-se paixões, canções, tentames, rabiscos infames. 

Fragmentos do meu bucólico Eu. 
(que nunca se completa).

Dos bardos*

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Dos bardos*
(André Anlub - 11/2/12)

É pensante, mas sóbrio poeta insurgente,
Daqueles que anseiam tirar poesia de tudo;
Menos do que o toca no absoluto profundo,
Pois nele o mesmo é extremamente faltante.

Precisos são seus pontos, vírgulas e aspas,
Às vezes palavras ásperas que consternam o humilde.
Notória sincronia com o público que aclama;
Forca em praça pública com linchamento e chamas.

O bardo é liberdade, Ícaro que deu certo,
Sem normalidade, sem torto e sem reto;
Equidistante do mundo mora no cerne da alma
E com doação e calma, conquista os sinceros.

Mas há poeta que grita abraçado ao berrante;
Só vê perfeição nos seus soberbos espelhos,
Pois narciso é conciso e sem siso é errante,
Cai por terra, dúbio, e vê-se de joelhos.


* “Menção honrosa no 2° Concurso Literário Pague Menos, a nível nacional, ficando entre os 100 primeiros e assim participando do livro “Brava Gente Brasileira”.

Comunicado importante do cantor Ed Motta: ‘Não falo em português no show’, diz Ed Motta sobre tour na Europa 'Não é…

Dueto da tarde (CXIX)

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Dueto da tarde (CXIX)

Há o elo entre a inspiração e o sucesso, mas muitos dispensam elos.
O sucesso é um veneno. Há organismos mais resistentes e organismos menos resistentes a venenos.
Há o elo entre o ego e o egoísmo, mas muitos disfarçam elos.
A inspiração é a nuvem. O sucesso é a tempestade.
O ego é a fuligem. O egoísmo é fatuidade.
Há quem tente costurar. A toalha nem sempre é para o banho.
A toada poderá desafinar. O desafino nem sempre é no canto.
A posse esmaga, espreme, suga. A posse quer para si o que é de ninguém.
Faz pose para outrem ao mesmo tempo em que lança a facada nas costas; dá passe à discórdia achando-se dona do além.
Enquanto a coisa bonita escorre pelos dedos, o autor da coisa bonita pega a calculadora e calcula.
Com gula ou sem gula concluiu-se que houve beleza na obra e que se cobra caro por isso; há (in) justiça e há o omisso; há ambição, sacrifício e até viço... Valeu a pena o egoísmo?
Autor não é dono. Autor trabalha “pro-bono”. Autor trabalha pela graça da graça. O re…

Mar de doutrina sem fim

Mar de doutrina sem fim 
(André Anlub - 12/5/14)

Houve aquele longo eco daquele verso forte desafiador;
Pegou carona na onda suntuosa de todo mar agitado:
- fui peixe insano com dentes grandes e olhar de bardo;
Fui garoto, fui garoupa, fui a roupa do rei de Roma...
E vou-me novamente mesmo agora não sendo.

Construo meus barcos no sumo da imaginação:
(minhas naves, pés e rolimãs),
E como imãs com polos iguais, passo batido... 
Por ilhas virgens – praias nobres – boa brisa;
Quero ancorar nas ilhas Gregas, praias dos nudistas e ventos de ação.

Lá vem novamente as velhas orações dos poetas,
A tinta azul no papel árduo
E vozes roucas das bocas largas,
Mas prolixas: mês de maio, mais profetas.

E houve e não há, o que foi não se repete;
Indiferente das rimas de amor – vem outro repente...

O mar calmo oferece amparo:
- sou Netuno e esqueci o tridente,
Trouxe um riso com trinta e dois dentes;
Sou mistério que mora no quadrado de toda janela,
O beijo dele, dela, da alma ardente que faz o mar raro.