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Mostrando postagens de Abril 11, 2015

Dueto da tarde (CXXI)

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Dueto da tarde (CXXI)

Um desafio dos mais complexos para quem não quer perder tempo com coisas simples: 
Ficar parado, tão somente parado, simplesmente parado. É preciso mesmo uma simples mente, uma mente simples para ir além do somente “isso” ou “aquilo”. Movimento é o que ela conhece. Movimento é o que fará sempre, mesmo entendendo alguma coisa do não-movimento.
Em um dado momento o pensamento rompe a barreira do tempo, do som, do sol, do sempre... Assim sendo, rompe a barreira do trivial, dá-se então o fatal:
Vê que não adianta querer não querer. Vê que parar é outro movimento. Vê que silenciar é outro barulho. Os olhos então se fecham para enxergarem melhor e se abrem para o interno fazendo do criador um médico e da criação o enfermo.
Está dentro e imagina o fora. O fora imaginado dentro é apenas o dentro de novo, ainda e sempre.
O cerne em um minúsculo círculo é o mundo, e o universo é a arte; a arte em um A maiúsculo é um músculo que carrega o corpo do cerne.
É a saída mas não é a saíd…

Ótimo final de semana

SP-Arte/2015Galerias de diversas partes do mundo participam da feira de arte em São Paulo. O Arte 1 conversou com os...
Posted by Arte 1 on Sexta, 10 de abril de 2015

Se não há cor, colora; se já há colorido, se esbalde.
Se cansar de se esbaldar, desbote... 
e repita sempre tal dote.

Hipnotiza-me sem a mínima hesitação, 
e com a carcaça não tenha perdão. 
Me molda e muda, me desvenda e desnuda, 
aperta tanto meu coração, 
que em seu transmuta.

- André Anlub