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Mostrando postagens de Abril 14, 2015

Foi hoje pela manhã

Confira o vídeo "Retratos de um tempo: um novo olhar sobre a cidade da Bahia", dirigido por Floro Freire, com texto de Antonio Risério, acerca da Fundação da cidade de Salvador.
Posted by Centro de Memória da Bahia on Sábado, 28 de março de 2015

Foi hoje pela manhã
(André Anlub - 7/4/12)

Solto os verbos com as rimas
Loucura sob o céu que observa
Fortes são minhas asas que vão ao vento
Fazendo do meu mundo minha quimera.

Sem bússola e sem direção
Emoção no contato com novos povos
Povos com ritmo, sem inadequação...
Que eternizam a ação do tempo.

Nas paredes descascadas das igrejas 
Visíveis imagens do envelhecimento
Desmascaram as pelejas
Nas esquinas religiosas.

Joelhos ao chão em devoção
Entregam-se ao fado hipotético
Aproveito e solto meu canto poético
Afiada e desafinada oração.

Na saída não apago a luz
Entregue ao provável destino
Com estilo de esporte fino
Nos pés um belo bico fino.

Charuto cubano no boca
Fito no horizonte o disparate
Aceno para qualquer boa pessoa
Quero à toa uma guarida.

Volto …

Ótimo fim de tarde

News: Aquiles Priester playing ANGEL IN BLACK - PRIMAL FEARRecorded and Mixed by Thiago Bianchi at Estúdio Fusão, São Paulo - BrazilVideo footage and editing by Junior Carelli - Foggy Filmes, São Paulo - BrazilMusic: Sinner, Wolter, Leibing, Scheepers, SperlingAlbum: Nuclear FireMusicians:Aquiles Priester - DrumsMat Sinner - BassStefan Leibing - GuitarHenny Wolter - GuitarRalf Scheepers - Vocal
Posted by Aquiles Priester on Segunda, 13 de abril de 2015

Adoro sentir o orvalho e a chuva do final da tarde,
Namoro a lua em alarde com cheiro de pão de alho.
Sei que no abissal, onde habitam a alma e a verve,
Só se banha e se ferve quem comete o mergulho imoral.


De toda a imensidão do planeta, só quero estar nesse mar belo de Iemanjá, Iracema, Otelo. Mar de perfeitos sonhos, folclores, tesouros e viços, dos nautas, vikings, corsários, navegadores fenícios... Mar de amores lendários, imaginários, antigos, concretos, ambíguos 
de interminável poesia que em toda alma habita.

Ser Quase Sábio

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Ser Quase Sábio  (André Anlub - 2/12/10)
Dos três métodos para ter sabedoria (como Confúcio dizia) O primeiro é por reflexão,  é o mais nobre... Esse para mim não existia!
O segundo é por imitação,  é bem mais fácil... Mas digo não!
O terceiro é o meu jeito,  é também o meu fardo... É por experiência,  com certeza o mais amargo.
Sabedoria não nasce em árvore,  e eu com meus poemas, papéis,  papiros e rabiscos,  bloquinhos, lápis, problemas... Tudo isso esquecido na imaginação de uma cena:
Um fogão a lenha queimava,  era uma bela manhã;  o café já pronto na mesa,  o trem passava apressado  e o cheiro de chá de hortelã.
Um dia começa bem cedo,  apressa de uma nova jornada...  A cada renovar de uma vida,  portas se abrem – saídas, Espantam a depressão,  curam recentes feridas,  libertam almas caídas  e estendem a palma da mão.
Nelas existem as respostas para o amor de um coração... O sim e o não da questão!
De qual versão você gostou mais?
Posted by Brasil Post on Domingo, 12 de abril de 2015

Dueto da tarde (CXXIII)

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Dueto da tarde (CXXIII)

As manhãs presas no bucólico doentio, arrepiador nublado infindável e sombrio. Há dias assim! O sol às vezes surge à tarde e não apraz para meu majestoso sorriso.
As manhãs ficam presas no que poderiam ser, lá longe, como a névoa que engoliu a caravela.
Dói à saudade dela – a poesia e ela –, a vida e ela. Dói a liberdade de estar sozinho, de fazer o que quiser, sem cárceres e ninhos.
Caminhos ébrios de vinhos ruins. Tonteira. E tropeços. Cair, chorar a queda – que arremeda a vida – e tentar de novo.
A cobra comendo o rabo não pode pôr o ovo; então solta-se o calor e salta-se o frio, absorve o pavor aquecendo o café frio.
Minha vida é um amanhã agora. Desencapo a harpa que não sei tocar, ponho os dedos na harpa que não sei tocar e toco.
Troco umas notas – ré por mi. Ando de ré, mas para a direção sensata para mim.
O som me embala e cala a voz atroz do “tudo por nós , nada por eles” – sendo que eles são os todos outros que também sou eu.
O bem me fala e me segreda que o b…

Manhã de 14/4/15

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Manhã de 14/4/15

Vim novamente da escola da história; aquela sofrida – ou nem tanto.
Passo e vejo a rasteira do capoeirista que entorta a pista ou somente meus olhos.
Leio enquetes no céu sobre cores do tempo, sobre sofrimentos e felicidades, casos eternos perdidos em uma bolha chamada: “talvez”... E algo mais, ou algo assim – ou nem tanto.
Sinto o cheiro de grama encharcada, de cavalo, daquele mato irrigado, daquela bosta de gado – estrume fresco. Pois bem, estou em casa, enfim.

Acendi a lareira, o incenso, a ideia e vi o moleque Manoelzinho descendo a ladeira nesse frio congelante e inventivo... Menino, sem casaco, sem uma calça quente, sem gorro, sem dente, sem família. 
Voa por cima do muro uma coberta de linho (tenho uma novinha que ganhei da minha vó), ele pega e se transforma em um casulo gigante – algo pré-histórico.
Deu-me um nó na garganta e não consegui cantar! Resolvi fazer uma oração, calado.

Nesse instante um dos santos da estante me olha com um olhar de quem quer dar um passeio…

Apenas rabiscos

دو نوازی تنبک و هانگدو نوازی تنبک و هانگ تنبک:نغمه فرهمند هانگ:داویدکُکرمنDavid Kuckhermann - Hang Naghmeh Farahmand - Tonbakکوبه ای نوازان ایران:www.facebook.com/Iranian.percussionists
Posted by ‎شورای ملی ایران‎ on Terça, 7 de abril de 2015

Ah, esses namorados, são apaixonados interessantes; seus corações, seus romances (amor compromissado).
Fazem loucuras sem limites, paixões ardentes sem juízo, só aceitam improvisos, não aceitam palpites.
Ah, esses amantes, é sem vergonha essa entrega; dizem que dá náuseas, dizem que dá raiva e quase sempre causa inveja.

- André Anlub