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Mostrando postagens de Abril 18, 2015

Noite de 18/4/15

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Noite de 18/4/15

Na sombra dos medos nasceu o pé de luz.
E esse pé cresceu – se ergueu, ficou forte – criou porte, deu frutos, assim.
Amadureceu a chave do mundo – a chave de tudo e futuro eternizado: chavão.

Janelas se abrem; se abrem cortinas e vem o beijo do sol e vem penetrando o clarão.
Mistérios nas nuvens, e obtusos e abstrusos e absortos.
Abriram-se dentro de um aberto brilho no imaginativo castelo os portões.

As notícias melhoraram com o céu lavado, o infinito ficou mais perto;
Ouço aquela menina me chamar para um drink no escuro. Ou no inferno, “a la Tarantino”.
Visões de queijos e vinhos – paladares de bocas e intestinos, tudo faz sentido de alguma forma.
Há um gigante ou há um anão entre o rei e o umbigo,
Decididamente isso é de fato uma norma.

Já ouvi a menina dizendo cantando que nada a deprimia... E depois sumia. 
Talvez fosse para outra galáxia ou talvez tocasse violino para inspirar alguém.
Lá vem um inverno rigoroso. Vou colocar um casaco, deitar, ler e tirar um cochilo. 
Na luz da…

E a fila anda

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Posted by NEX1 TV on Domingo, 8 de março de 2015

E a fila anda
(André Anlub - 21/5/13)

Há um famoso ritual de ajuntamento,
Como uma nau à deriva em forte vento.
Acalora o frio e inerte coração,
Faz do branco e da verdade o indumento,
Pois tem na alma e no sim a comunhão.

Já é sabido, vez ou outra ela chega,
A paixão que abstraí e deixa aéreo...
E no mistério a implicação de ficar cego,
Os olhos fulgem no clarão do seu interno.

Há também um procedente paradoxo
Que trafega entre o ditoso e o lascivo.
No flerte que transmuta em aversão
E a ternura que se afoga em puro vício.

Não sabe dizer se traição é inerente
Ou se é pisar com cinco dedos no respeito.
E já sem jeito estufa o peito e sorridente
Atrás vem gente, é melhor andar direito.

Dueto da tarde (CXXVII)

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Dueto da tarde (CXXVII)

Jornais abertos, livros já lidos, cartas incompletas e o sol nascendo e ferindo. A mesa posta para um só, só um na mesa posta e uma fome muito pouca olha os pratos com desdém.
Os vinténs solitários no cofrinho e o cheirinho de nada que vai além do já sumido.
Uma janela aberta para o muro do vizinho. Para o altíssimo muro do vizinho. Para o interminável muro do vizinho.
No quintal, o cão enterrado junto ao gato parece latir.
A vida inteira dele parecia latir. E rosnar. E correr atrás dos pneus traseiros dos automóveis.
Penso até que ele viveu e ainda vive... Ao contrário de mim.
O contrário de mim sorri tristemente para o contrário dele, depois junta os jornais, tira o pó dos livros, tenta completar as cartas. O sol segue nascendo e ferindo.
Passaram às horas, passaram meus dias, voltei ao começo de tudo já visto.
Empresto ao tédio uma cor que ele não conhece e que talvez lhe faça bem. Empresto à angústia uma música que talvez ela goste de ouvir.
Vou exprimir aos gritos o…