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Mostrando postagens de Abril 21, 2015

Vem assim no repentino

Meanwhile, in Australia.  Snapchat me @PazPaz
Posted by Paz on Segunda, 20 de abril de 2015

Vem assim no repentino 
(André Anlub - 15/6/14)

O amor qualquer de qualquer uma pessoa,
Visto num lugar abandonado,
Esparramado com folhas secas
E sombras anêmicas.

As árvores já estavam nuas,
Céu nublado e o vento seco;
Era de dar medo tal quadro, causava transtorno
Já em pensamento.

Faria tortura se estivesse realmente acontecendo.
O amor nessa brenha largado,
E as aves que aqui já deixaram
Abandonados seus velhos ninhos.

O sol (coitado) só batia de lado,
Tímido e afastado quase que sentindo frio.

O amor nesse terreno baldio,
Cercado por uma cerca velha e enferrujada,
Que em toda sua extensão
Servia de apoio para uma parreira.

Há um portãozinho branco descascado,
Empenado, torto, caído, pálido, podre,
Cheirando a lenha velha,
Louco para ser queimado,
Ser alforriado, mas para os cupins ainda com serventia.

E o amor ainda lá, deitado,
Quem sabe aguardando a chuva
Ou talvez a uva da parreira ao lado...
E de repente o amor …

Dueto da tarde (CXXX)

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Dueto da tarde (CXXX)

Nenhuma dúvida sobre a dúvida nenhuma: é um sonho e a gente acorda.
As paisagens, as pessoas, os amores, os amanhãs, as dores, gostos e contragostos estão ai... E são enigmas.
Levamos as imagens no coração e o coração às imagens, como se ele pudesse animá-las.
São os santos de barro, são as casas de pedras; no alto na nuvem ou no centro da terra, alguém sério atenta irrequieto.
É preciso dominar o que é preciso e nos domina, pensa. Mas enquanto pensa, o que é preciso age com precisão. 
Na exaustão da procura descansa na consequência; na observação da essência se agarra na sua própria construção.
Cobra engolindo a si mesma com a mesma frequência da rejeição. Refeição indigesta. Gesta de sapo ao sol.
Nenhum equívoco no invólucro nada lúcido de uma fidúcia infinda: não há dúvida quando só se vê o que se quer ver.
As costas à frente, a frente deixada para trás. E a certeza da certeza, que não separa separação de afastamento.
Alguns enigmas da vida vão se desfazendo pelo caminh…

Vídeo sobre agrotóxicos produzido por Frei Gilvander continua fora do ar

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Fonte: http://www.brasildefato.com.br/node/12501

"Retirado do ar desde outubro do ano passado, vídeo denunciava o envenenamento da população da cidade de Unaí (MG) e região pelo abuso de agrotóxicos utilizados na marca “Feijão Unaí”

01/04/2013

do jornal A Verdade

O juiz do município de Unaí, região Noroeste de Minas Gerais, pediu, em outubro do ano passado, a prisão de Frei Gilvander, padre Carmelita, assessor da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e militante dos direitos humanos. O motivo para o pedido de prisão foi a divulgação de um vídeo - já retirado do ar - produzido pelo frei no qual denuncia o envenenamento da população da cidade de Unaí e região pelo abuso de agrotóxicos utilizados na marca “Feijão Unaí”.

No vídeo, depoimento de uma trabalhadora de uma escola municipal de Arinos, cidade vizinha de Unaí, relata que o feijão foi enviado para a merenda escolar e que as cozinheiras não suportaram o mau cheiro e os sinais de veneno contidos no feijão, chegando, inclusive a passar ma…

É a hora de Botticelli pintar-te

É a hora de Botticelli pintar-te 
(André Anlub - 22/6/13)

Tu és a oitava maravilha do mundo.
És amor, nostalgia, atualidade,
A alegria que criaste ao redor.

No suor da tua labuta, 
Na gota do teu pranto,
Há o brilho da vida minha, 
Há o tempo que é nosso dono.

Fizeste meu ar mais ameno, mais leve...
E em breve momento fizeste nosso destino,
Que agora eternizado.

Tens nas mãos a magia,
O poder de dar vida no que tocas.

Tua fala levanta longo voo nos teus cantares,
E na pequenez de curtos versos
Nascem grandes histórias,
Cordéis... dos melhores.

Digas sempre sim,
Minha alma carece desse afago,
Desse amor,
De teus flertes.

Foste lá:
No colorido do novo mundo,
Onde os poetas sorriem
E erguem castelos.
Onde os martelos penduram belas pinturas,
Onde esculturas são vivas e beijam,

Onde há o amargo só nas frutas mais verdes.

Dos antolhos

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Dos antolhos  (André Anlub - 5/6/12)
Quero um apropriado escudo Celta, Pois há lanças voando sem rumo, Almejando ébrias mentes sem prumo, Mas por acidente a mesma me acerta.
Quero o melhor dos virgens azeites, Pois nas saladas só tem abobrinhas, Na disparidade de várias cozinhas, Todos adotam a mesma receita.
Quero ver e ler o que outros registram, Sem antolhos nem cínica mordaça, Sem caroço impelido na garganta, Faz o engasgo que mata na empáfia.
Mas não só quero como também ofereço, Meus singelos poemas com terno adereço. E com pachorra e olhos modestos, Vê-se admirável o que era obsoleto.