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Mostrando postagens de Abril 22, 2015

O Desenho

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O Desenho 
(André Anlub - 6/2/10)

Apenas desenhei seu rosto
Com sombra e luz, com ar de desgosto,
A melancolia que te conduz.

Comecei pelos cabelos: completamente lisos,
Tom de fogo na madeira que deixam de paixão
A atração em teus vários vestígios.

Os olhos: de pantera, brilhantes, verdes.
Esfaqueiam de repente meu desejo, minha quimera.

Boca: não tem igual, toque de refúgio sensual...
Se movem em câmera lenta,
Cria um desenho na beleza que ostenta.

Depois de pronto fui ao extremo,
Beijei ardentemente tua face de papel,
Tintas me borraram todo o rosto
E por gosto, fui de palhaço ao céu.

Manhã de quase Natal

BUSKER IN BRISBANE AUSTRALIA! WTF!Like ----------> Fortafy | Fortafy DailyCredit - talissa.brooke
Posted by Fortafy on Terça, 16 de dezembro de 2014

Manhã de quase Natal 
(André Anlub - 22/12/14)

Veemência ao máximo, mas a corda ruída;
Troca-se a música erudita por um funk pesado.
Na beira do abismo com o pensamento equivocado,
Constrói-se o equilíbrio conforme a necessidade.
E atravessa-se o vale: agora se vê cedros secos e regadores lotados d’água; ave cinza voando ao redor de arco-íris.
Foca-se a íris em bocas que com todos falem,
Palavras inexatas – incoerências em dialéticas.
E retorna-se à corda, não se sossega o facho:
Acorda os olhos, pois agora é real perigo;
Nostálgico tempo, vento e desabrigo.
Pede-se o ofuscamento, pois coragem em andamento...
O sangue corre quente e rente à corda balança a mente.
(troca-se o funk alto por Ron Carter e seu contrabaixo)
E acorda-se do sonho, agora voa-se baixo:
Céu encoberto, nuvens à vera, ventos fortes de leste varrendo a estação; o sol quente que pres…

PurOOsSo

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Não são escombros da segunda guerra que terminou em 1948. É um vídeo atual feito com a tecnologia-drone. Coisas que a...
Posted by Expedito Gonçalves Dias on Quarta, 22 de abril de 2015

              Outro dia flagrei-me lembrando de certa véspera de Natal, lá pelos idos de 1992, quando encontrei nas areias finas da praia de Grumari, um grande amigo de infância; foi realmente uma enorme coincidência, já que estou falando de uma praia que se encontra numa reserva ambiental, que conta com a presença de poucos “points” e que é brindada com ondas em quase toda sua extensão (2,5 km). O encontro: estava na praia num dia ensolarado, dando minha corrida pela areia e esquecendo-me da advertência do médico a respeito do meu joelho bichado... Advertência esta que eu não deveria correr nem pela areia mais dura, perto do mar, muito menos pela areia fofa... de repente vi aquela prancha fincada na areia, ao lado de uma cadeira vazia e um guarda sol com estampa de cerveja. Reconheci a prancha e já vo…

Dueto da tarde (CXXXI)

This is a massive wave! Huge respect to Mark Matthews riding this!
Posted by Extreme on Segunda, 20 de abril de 2015

Dueto da tarde (CXXXI)

Pulou de uma desmedida altitude, soltou o grito estilo “Munch”, murchou as flores em volta, voltou a se vitimar no escuro.
Procurou nos bolsos da esperança, mas viu que havia saído sem ela naquela manhã gelada.
Na queda a antiga balada, enquanto o fundo não vinha; tinha faro imaturo para a vida e roía a corda escondido. 
Ferido de si mesmo, não sutura nem cicatriza. Supura e profetiza: isso vai acabar comigo!
Já viu a luz no fundo no poço, mas fechava os olhos na vista; já está à vista o cheque com fundo para pagar sua dívida à vista.
Quer liquidar a fatura. Mas a pressa tem inimigas. A perfeição também. Senta para esperar, mas o banco é tão desconfortável quanto a espera.
Então retorna à queda fazendo piradas piruetas no ar. Ao longe o céu o observa – a cada instante mais longe – a cada momento menor.
Grita enquanto cai. Munch pintaria mais um grito se o …