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Mostrando postagens de Abril 24, 2015

Manhã de 24 de abril de 2015

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Manhã de 24 de abril de 2015

“Êta, porreta” deixo para trás o rompante e no montante e na montanha vejo essa manhã, tamanha, sedenta de inspiração. Manhã avermelhando ao longe...
Cereal, frutas, café – sustentação –, o branco da parede e quadros coloridos, aqui.
Vou dar minha corrida e ganhar pensamentos; ganhar sonhos e novidades;
Vou dar minha pitada de irrealidade e abarcar fingindo ser um monge.

Não escondo minha simpatia pelo Budismo! Nem deveria.
À revelia está em quilo/peso a religião contraditória, algumas oratórias sem noção;
Há momentos em que não me queixo, e o quebra-cabeça se deixa e se encaixa... 
Na maioria dos momentos não.
Prefiro sempre a adequação...
Ter uma/duas/três escolhas (fiz escola nisso) e fazer o que acho sensato, justo e honesto: sem ordem – desordem – prevaricação.

“Êta, disposição”, é bom acordar para vida depois de acordar da cama e depois de anos estagnado; não vou mais reacender tal (nenhum) carma (não foi para fazer trocadilho, gente. Juro!).
Já vivi na lama; já…

Dueto da tarde (CXXXIII)

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Dueto da tarde (CXXXIII)

O peso da consciência desafia a lei da gravidade; é dilema, é problema, é iniquidade.
Culpa não é solução: é problema. Teorema muito mal conduzido. Cinema mudo e comprido como o arrependimento.
Já não há mais idade para se sentir capaz. Vê agora por cima: cenas em câmera lenta o que deixou para trás.
Cobre seus passos com outros, iguais e diferentes, os mesmos mas nunca os mesmos. Porque hoje é ontem, mas hoje é hoje.
Não há mais planeta em que caiba a certeza do cimento pronto e seco, e de refresco seu desenho em afresco na muralha que sobe voraz.
O peso da consciência, o peso da muralha, o peso nos pés, que poderiam andar e só se afundam neste pantanal.
Mais uma vez veio à gravidade moldando a consciência como um peso pesado (grande muralha)... Não haveria nada de errado em errar urrando estar correto, se estivesse correto.
Roído pelo que o corrói, abre estradas no rosto com as unhas. Nelas transita o transe intenso em velocidade máxima, que vai muito além da compre…

Dia no vácuo

Somos todos vira latas! <3
Posted by Irene Nunes on Terça, 21 de abril de 2015

Dia no vácuo
(André Anlub - 3/2/12)

Ontem a inspiração não deu as caras,
Tornou-se peça muito rara
De um dia chuvoso de março.

Ontem nem sinal de uma ideia,
Mesmo com choro e com vela,
Com água que encharcou a janela,
Respingou nas minhas pálidas folhas.

Ontem mudei na arte o meu foco!
Já estava com saudade das bolhas,
Nas tintas e em minhas mãos dos cinzéis;

Dos pincéis tirei a poeira
E encruei na mente a aquarela.

Hoje na alva das nuvens...
Como bela ave do paraíso,
Desceu e mostrou-me em sorriso
E pintou as folhas brancas e telas.

Politicagem

Politicagem 2010 (do livro “Poeteideser”)
(Música originalmente escrita em 2004)

Se liga que vou te contar agora
Como acontece essa triste história:
O lado mais pobre um trabalho árduo
E o outro lado representa a escória.

Uns morrem de fome numa fila,
Outros compram porcelana;
Uns se perdem da família,
Outros brigam por herança.

Viver com dividas não é vantagem
Você é quem paga essa politicagem.

É vereador, deputado, senador ou presidente.
E o povo está doente/está sem dente/está demente.

Politicagem os babacas e as bobagens.
Cara de pau, ipê, jacarandá...
Até onde essa zona vai parar.

Pra tudo ele tem resposta
Sempre uma proposta
Sem jeito, indecorosa.

Sobe em um palanque:
- um terno, uma gravata,
Com um sorriso
Preparando a mamata.

Estende as mãos
Estende os braços
Desfaz-se em pedaços
Tudo vai resolver.
O mundo ficar quadrado
O inferno, congelado
É só ele prometer.

Já sabem de quem eu falo?
Mas é melhor, eu me calo
Se não, vão me prender.
Vou indo sem rumo sem graça
Andando por toda praça
Até desaparecer.

Viver com di…