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O sábio e o tolo

Forromob em Colôniagalera dançando forró em frente a catedral de Colônia
Posted by Bicho de Pé on Quarta, 13 de junho de 2012

O sábio e o tolo 
(André Anlub - 24/3/13)

O mais sábio homem também erra,
Erra ao tentar ensinar
Quem nunca quis aprender.

Os tolos morrem cedo!
Senão por fora
Morrem por dentro... ou ambos.

O mais sábio homem
Também ama.
E nesse amar,
Mergulha... e se entrega,
Confia e muitas vezes erra.

Os tolos desconfiam, nunca arriscam,
Nunca amam, por isso acabam não vivendo...
Morrem por dentro e por fora,
Acabam errando sem jamais terem sido sábios.

Dueto da tarde (CXXXIV)

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Dueto da tarde (CXXXIV)

Uma pequena modesta singela flor obscura na beira da estrada.
Jeito jovem de imaculada nua, menina moleca, selvagem delicada, isolada só e nada à toa.
Seu perfume imperceptível soma-se a tudo mais de imperceptível nela.
Faz do externo sentinela e dos olhares alimento. É inércia e movimento, escultura e aquarela.
Quem passa por ela passa pelo nada de uma vida toda e pela intensidade infinita de uma vida toda.
O vento a beija e nada, então ele se vai; o sol a embriaga e nada, então ele se vai; a lua lhe paquera, flerta, beija, embriaga e fica até amanhecer.
A tudo deixa passar estando. Não por acaso escolheu o anonimato. Escondida em si mesma, brilha ao sol de si mesma.
É flor formosa dona do pedaço, ocupando seu espaço de maneira magistral. É flor quieta de quenturas internas, sonhos intensos na saliva do açúcar e do sal.
Não há uma história para contar dela. Mas toda e qualquer história cabe nela, inteira, da maneira que quiser.
É apenas uma em mil, em mim, em nós, mas e…

Madrugada de 25 de abril de 2015

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Madrugada de 25 de abril de 2015

Não se diz ganancioso, apenas não se contenta com pouco; só não percebeu ainda que também não se contenta com muito.

Uma corda:

Já baixou a noite, deitado e cansado vejo pela janela as estrelas sorrindo no céu;
Faz um frio atípico que pode futuramente principiar um temporal.
Já fiz minha leitura noturna, escovei os dentes e bochechei o enxaguante bucal.
Vou até a cozinha e abro o freezer deixando sair aquele bafo de fumaça gélido e gostoso, pego um copo comprido e coloco gelo até a borda e na porta pego a garrafa de vodca (resfriada/intensa – branca/alva – coloidal/viscosa – irresistível/fatal).

As asas querem voo, me incomodam, querem que eu volte à leitura ou pegue a caneta.
Mas com o copo na mão e o líquido na cabeça: estou de muleta.

Um acordo:

Fiz um acordo certa vez, um pacto com um dos meus medos e com o mais forte deles.
Nosso encontro foi em sonho: eu solitário no mar com ondas gigantes – é impossível estar sozinho quando se tem ondas gigantes, mas eu es…