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Mostrando postagens de Abril 26, 2015

Madrugada de 27 de abril de 2015

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Madrugada de 27 de abril de 2015

Sempre me flagro longe, pensando na minha velhice, na minha careca reluzente e no meu coração ainda batendo e amando, pescando em águas calmas e fartas de peixes e inspirações; é recorrente. 
Penso no meu futuro barco simples, azul turquesa, nas águas de uma cidade do nordeste. Um barco com aquela tradição de um nome feminino escrito em letras simples e sóbrias nas laterais da embarcação...
Há um tempo eu colocaria alguma pintora que gosto, que simbolizou algo em mim: Tarsila ou Djanira ou Haydéa ou Malfati ou Lia Mittarakis... 
Mas hoje em dia mudei e o mais provável é que seja algum nome de uma das escritoras que também me marcaram, nas leituras e/ou nas respectivas histórias: Emily Dickinson ou Sylvia Plath ou Ana C. ou Carolina de Jesus ou Virginia Woolf ou Beauvoir...
Ai, ai, ai, as mulheres... De repente seria melhor escolher uma deusa de alguma mitologia. Mas não! Ficarei mesmo com as escritoras que são/foram/serão deusas reais e eternas.
Em sempre: (…

Tarde de 26 de abril de 2015

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Tarde de 26 de abril de 2015
(esse bagulho que é o barulho)

O silêncio pega pelo pé; por isso sempre estou em companhia da música;
Tomei gosto por expor o que ouço ao escrever... É um toque, é um tique, é uma marca.
Agora escuto “Poles Apart” do Pink Floyd, e com ela rabisco algumas ideias.

O barulho, no ar, solto, solta minha alma. Mas tem que ser um bom barulho – o meu barulho –, e não precisa ser alto.
Se não houver música volto-me ao barulho dos pássaros ou das ondas ou dos latidos ou dos gemidos ou da leitura que imerge no silêncio de todos os sons.

Sou flexível aos sons naturais e sou extremamente austero aos sons do homem; chego a ser o chato que beira o caricato; chego a ser um pouco incoerente, pois sou o moderno de fones no ouvido que saem de um aparelho minúsculo com mais de duas mil músicas de outro século. 
Mentira! Há sons novos no repertório... Bem poucos, mas há.

Saindo do assunto: esse bagulho que faz um “barulho” bizarro que voa sem direção e aterrissa sem hora marcada; que t…

Dueto da tarde (CXXXV)

Entendendo a Relatividade em 2 minutosMais rápido que fazer um miojo.
Posted by Brasil Post on Quarta, 22 de abril de 2015

Dueto da tarde (CXXXV)

Seu altruísmo era difuso, o seu confuso é que era lacônico.
Se por acaso falasse, nada que calasse calaria mais. Faria inveja a um silêncio de pedra.
Uma dissonância eterna, mas bem harmoniosa e organizada; com hora, local e data.
A hora é agora, o local é aqui e a data é sempre. Não precisa de calendário nem de relógio para confirmar.
Nadar, correr, voar, doar e se doar. A dor que já conhecia não subestimava seu infinito valor.
Dor é oposição – à vida e a si mesmo. E pouco havia de oposição na entrega, na aceitação do que lhe era dado dar e receber.
Seus olhos de guarida observavam tudo; suas mãos sempre estendidas não aceitavam os absurdos.
Era o maior de todos os absurdos... Com um sorriso, até concordava. Mas não estava em si sair de si.
Gente honrosa em seu trato, mas tem fome e sede como qualquer um; gente bondosa de fato, mas desde que seu calo…

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