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Mostrando postagens de Abril 27, 2015

É nessa paz

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É nessa paz 
(André Anlub - 26/11/12)

É nessa paz que me entrego
Navego
Desbravo
Envergo
Não quebro
Não largo.
A paz de batalhas
Conquistas
Navalhas
Equilibristas.
Paz que me atrevo
Arrisco
Arisco
Rabisco
Meu trevo.
É nessa paz que escrevo
O que devo
Vejo
Viso
Vaso
Viajo
Invejo
Piso.
É nessa paz o lampejo
Que ofusca
O fosco
Que se perde
Se busca
Se bica
São tolos
São todos
E eu mesmo.

Amor embriagado

Percebam o minucioso trabalho que é construir um relógio. Parece ser um profundo exercício de paciência e cuidado. Construir coisas duradouras geralmente demanda muita perseverança. Vale a pena ver.
Posted by Marcos Pereira on Segunda, 30 de março de 2015

Amor embriagado 
(André Anlub - 2/2/15)

- Remédios para uma cabeça retrógrada: uma dose de “amanhã” pela manhã, 
uma de “acaso” no ocaso e outra de “ironia” ao fechar do dia.

Venha, venha logo, traga o vinho e a taça,
Pois a comida quente e saborosa vai esfriar.
O ar está glacial, deve ser o efeito do ar condicionado
Com minha impaciência e a corriqueira pressão baixa.

Seu amor me implantou uma espécie de dormência,
Algo incômodo que carrego junto à carência. 
Amor fantasiosamente assombroso – casto colosso,
Que me pisa impetuosamente com pés quilométricos
E me acende o sorriso mais um par de vezes.

Por você, a nado, atravesso quaisquer continentes...
Sigo de mansinho ao limbo desconhecido e inóspito;
Escrevo o poema sem nexo, sem contexto e pretex…

Fábula dos Piratas

É através a mídia que eles fazem "a cabeça do povo" Agora é "curral eletrônico". Fora coronéis da mídia! Acorda povo brasileiro.
Posted by Antonio J. Cardiais on Segunda, 27 de abril de 2015

Fábula dos Piratas - André Anlub
(Mar é moradia - 8/5/12)

II

Avança por mares revoltos
Reafirma sua total identidade
Navegador guerreiro, punhal nos caninos
Amante de tempestades e estorvos
Vento intenso e leme solto.

Olho ímpar e rubro no horizonte
Seguido por gaivotas e morcegos
Pernas magras de carne e cicatriz
No ombro, um incorrigível atroz falante.

Um náufrago o observa com ansiedade
Faz moradia numa ilha equidistante
Deu-lhe um susto farta bandeira de caveira
Sepultou sua esperança de três anos.

A solidão é uma amiga em comum
Veio a coragem de acender uma fogueira
E na fumaça o pirata avista a ilha
Dá meia volta! (o mar é moradia)

Mulher

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"O assunto é sério, mas Tina Fey, Julia Louis-Dreyfus, Patricia Arquette e Amy Schumer utilizaram a ironia e o humor nesse vídeo aqui para alertar sobre o sexismo existente ainda hoje em Hollywood.
O vídeo foi criado para a estreia nova temporada do programa de comédia da Amy Schumer e mostra Tina, Julia e Patricia num piquenique para comemorar o “Último Dia Fudível”, ou “Last Fuckable Day” no original, que seria o último dia da carreira de uma atriz em que ela ainda é considerada jovem e gostosa: depois disso ela passa a ser a mãe de alguém.
Na esquete, elas utilizam como exemplo a atriz Sally Field, que fez par romântico com Tom Hanks em “Palco de Ilusões”, de 1988, mas alguns anos depois foi escalada como mãe do ator em “Forest Gump”, de 1994."


Confira o vídeo, infelizmente em inglês sem legendas: http://www.papelpop.com/2015/04/julia-louis-dreyfus-patricia-arquette-e-tina-fey-fazem-video-sensacional-contra-o-sexismo-em-hollywood/


Sempre com sua beleza ímpar É deusa, rainha de…

Dueto da tarde (CXXXVI)

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Dueto da tarde (CXXXVI)

Descobri o amigo entre fotografias que já não mais olhava.
Lembrei-me de poesias trocadas, cantigas em duetos e noites em desvelos.
Um olhar distante muito próximo, uma voz distante muito próxima.
Montávamos nos cavalos e embrenhávamos pela mata fechada; sem medo.
A vida era uma presença em linha reta, cheia de curvas fáceis de curvar.
A vida tentava ser sempre bem-comportada, fácil, básica e pé no chão para nós; mas dávamos nosso jeito de voar.
Por vezes trombando com muros. Muros onde esperávamos ar livre e céu aberto. Não sabíamos voar ainda...
Hoje sei que a graça estava no tentar voar, cair em ambientes inóspitos e sairmos ilesos; mas sempre juntos.
É o que estas velhas fotos me mostram e na época eu não podia ver. É, e sempre será, meu melhor amigo, meu parceiro e irmão e isso sempre soube e vi, mesmo não vendo.
Porque a gente vê não vendo. E fica sabendo sem saber. As fotos da vida não mentem.
Também descobri um inimigo entre essas fotografias que já não mais olhav…