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Mostrando postagens de Abril 30, 2015

Inocente e réu

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Uma enorme python exibiu extraordinárias habilidades de escalada na Tailândia. Enrolando e desenrolando seu corpo, a...
Posted by Revista ISTOÉ on Terça, 28 de abril de 2015

Inocente e réu 
(André Anlub - 21/12/10)

Andei por caminhos difíceis
(sombrios e íngremes)
Descobri a esperança e o renovar de cada andança
(caridades e crimes)
Peregrinando e observando no caminho
Pássaros que vão e vem
E seus gravetos nos bicos.
Lembro-me de outras épocas,
Ninhos de cantos e gemidos... vida de baixos e apogeus.
Ah! sinto saudade, sinto o perdão que outrora não conhecia. Aprendi durante esses anos vividos
A amar e saciar a quem me sacia.
Aprendi a doar-me mais e cobrar menos,
Ser moderno amando o eterno e ser bom aprendiz.
Aprendi a conter minha raiva, ter paciência,
Pisar em ovos e passar feliz.
Nesse caminho, sob a luz da lua, declamo mansinho os Versos teus... 
O vento mexe as margaridas
Campos de trigo - minha vida (baú de amigos).
Em outra vida devo ter sido rei,  talvez um nobre, 
Bobo da corte ou um plebeu. (d…

Amor embriagado

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De toda a imensidão do planeta, só quero estar nesse mar belo de Iemanjá, Iracema, Otelo. Mar de perfeitos sonhos, folclores, tesouros e viços, dos nautas, vikings, corsários, navegadores fenícios... Mar de amores lendários, imaginários, antigos, concretos, ambíguos 
de interminável poesia que em toda alma habita.

Amor embriagado 
(André Anlub - 2/2/15)

- Remédios para uma cabeça retrógrada: uma dose de “amanhã” pela manhã, uma de “acaso” no ocaso e outra de “ironia” ao fechar do dia.

Venha, venha logo, traga o vinho e a taça,
Pois a comida quente e saborosa vai esfriar.
O ar está glacial, deve ser o efeito do ar condicionado
Com minha impaciência e a corriqueira pressão baixa.

Seu amor me implantou uma espécie de dormência,
Algo incômodo que carrego junto à carência. 
Amor fantasiosamente assombroso – casto colosso,
Que me pisa impetuosamente com pés quilométricos
E me acende o sorriso mais um par de vezes.

Por você, a nado, atravesso quaisquer continentes...
Sigo de mansinho ao limbo desconhecido …

Dueto da tarde (CXXXIX)

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Dueto da tarde (CXXXIX)

Quem beija as ondas salgadas dessa praia despovoada acaricia a brisa leve da tarde, canta junto aos pássaros e se despede do sol dando boas vindas para a lua que vem?
Uma sombra do sol, talvez, que é talvez mais um tanto de sol confirmando-se no azul de sua casa e no azul de nossa casa.
Na perfeição dessa vida presenteada encaixam-se os aplausos e agradecimentos. Decorando o laço colocam-se os encontros e casamentos... Sublimes momentos.
Os pés procuram nuvens para caminhar, os olhos procuram colírios nas estrelas.
E quem será que abraça as areias quentes e aposta corrida com caranguejos, sobe em coqueiros e bebe o coco e deita na rede olhando o barco e esperando a noite cair?
Na brisa que descreve o nome das coisas apenas para esquecer o nome das coisas no próximo sopro estão alguns aromas que se divertem com a investigação.
Na névoa a reflexão de um futuro novo nos moldes do presente vivente, pois o que seria esperado por todos foi deixado de lado por livre e espont…

Saindo (ou entrando) no clima:

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Segue na íntegra o prefácio escrito por Charles Bukowski em Pergunte ao Pó, de John Fante:

"Eu era um jovem, passando fome, bebendo e tentando ser escritor. Fazia a maior parte das minhas leituras na Biblioteca Pública de Los Angeles, no centro da cidade, e nada do que eu lia tinha a ver comigo ou com as ruas ou com as pessoas que me cercavam. Parecia que todo mundo estava fazendo jogos de palavras, que aqueles que não diziam quase nada eram considerados excelentes escritores. O que escreviam era uma mistura de sutileza, técnica e forma, e era lido, ensinado, ingerido e passado adiante. Era uma tramóia confortável, uma Cultura-de-Palavra muito elegante e cuidadosa. Era preciso voltar aos escritores russos pré-Revolução para se encontrar alguma aventura, alguma paixão. Havia exceções, mas estas exceções eram tão poucas que a leitura delas era feita rapidamente, e você ficava a olhar para fileiras e fileiras de livros extremamente chatos com séculos para se recorrer, com todas as su…

Dos fetiches

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Dos fetiches 
(André Anlub - 4/4/12)

E foi assim:
- Posso passar as manhãs de domingo com você?
Faço a massa de pão com alho que você adora;
Faço suco de acerola da nossa árvore do quintal.

- Pensei em assistirmos aquele filme do cachorro...
Aquele que você sempre chora!
Confesso que em mim desce a lágrima no final. 

Podemos, após o filme,
Nos beijarmos em ventania...
Mas amor: faremos serenamente,
Orquestrando nova sinfonia
Na varanda sob a lua crescente.

Em seguida tomaremos um delirante banho quente,
Quiçá na Jacuzzi,
Com aromatizantes e ervas calmantes
E “Only time” da Enya - fundo musical...

Agora apenas a luz de velas...
Podemos novamente fazer amor,
Com mais paixão.

As espumas na água formam desenhos;
A luz do ambiente compõe,
De forma majestosa, o cenário.

E as mãos, e as mãos? Outra hora!
E é assim:

Quando tudo acabar poderemos prosear...
Perguntarei o seu nome
E seus gostos e preferências;

Perguntarei se hoje fui o seu homem...
As suas andanças,
Sua profissão e reticências.

E por fim, nos dedos vazios...
Co…