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Mostrando postagens de Maio 2, 2015

Dueto da tarde (CXLI)

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Dueto da tarde (CXLI)

Consonância fina de uma sintonia perfeita como uma luva feita para caber em qualquer mão. 
O côncavo e o convexo têm inveja, lua e estrela não casam tão bem. Usar a mesma frequência e não se atropelar. 
É estar e não estar, o imperceptível extremamente visível, mas só visto aos olhares internos. 
Sombras que se tocam no escuro. Não há falta de luz em sombras que se tocam no escuro. Há sombras tocando-se no escuro, apenas. 
Os sons são absurdos, zumbidos, vozes, cantos, murmúrios dos mais extensos timbres.
As entrelinhas entrelaçam-se e entre suas linhas – entre seus laços – o suspiro do que não está ali marca presença.
E à ausência de um testemunho há muita indiferença. Foram, querem e são o que foram, são e querem.
Uma lembrança de que sempre foi assim não conversa com uma lembrança de que nem sempre foi assim.
A sintonia entrou na perfeição e saiu do lugar comum, pois mergulhada na aceitação nada mais é opressor e ninguém mais está oprimido.
Mesma direção, mesmo sentido.…

A Morte

OMG
Posted by Syntheticsax Mikhail Morozov on Terça, 21 de outubro de 2014

A Morte (do livro “Poeteideser”)
(André Anlub - 6/6/08)

No furacão do mundo
Surge a esperança:
- subjugando a verdade
- contradizendo a bonança.

É amiga do inimigo,
É a mãe do próprio pai.
Busca em tudo seu abrigo,
Vem, fica e vai.

Surgem então seus seguidores,
Donos da própria vida impura.
Perdidos pelos amores
- Achados pela amargura.

Vem depressa que é seu fim,
Traga todos com você.
Não me encare assim,
Sou a morte para você.

Mar de doutrina sem fim

Marque aqui seu amigo que é apaixonado por música instrumental!Às 18h, o Trio Madeira Brasil comemora 15 anos de...
Publicação by Canal Brasil.

Mar de doutrina sem fim 
(André Anlub - 12/5/14)

Houve aquele longo eco daquele verso forte desafiador;
Pegou carona na onda suntuosa de todo mar agitado:
- fui peixe insano com dentes grandes e olhar de bardo;
Fui garoto, fui garoupa, fui a roupa do rei de Roma...
E vou-me novamente mesmo agora não sendo.

Construo meus barcos no sumo da imaginação:
(minhas naves, pés e rolimãs),
E como imãs com polos iguais, passo batido... 
Por ilhas virgens – praias nobres – boa brisa;
Quero ancorar nas ilhas Gregas, praias dos nudistas e ventos de ação.

Lá vem novamente as velhas orações dos poetas,
A tinta azul no papel árduo
E vozes roucas das bocas largas,
Mas prolixas: mês de maio, mais profetas.

E houve e não há, o que foi não se repete;
Indiferente das rimas de amor – vem outro repente...

O mar calmo oferece amparo:
- sou Netuno e esqueci o tridente,
Trouxe um riso com t…