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Mostrando postagens de Maio 5, 2015

Dueto da tarde (CXLIV)

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Dueto da tarde (CXLIV)

O mal entendido entende mal o entendido e pouco se entende.
O ponto de vista entra na briga e qualifica quaisquer versões.
O ponto de vista tem convênio com a vista do ponto. Quase uma sociedade. Quase um conluio.
São comodistas, pois pertencem a quase todos os lados ao mesmo tempo... Só há uma rejeição com o em cima do muro.
Atender a tudo é atender a ninguém. O mal entendido quer atender a tudo.
Com essa incumbência terá que atender a porta para o inoportuno; fará com o segundo lugar o pacto para um possível primeiro.
O pacto, compacto, gera impacto. Vem com ele a “luz” da discussão. O entendido diz que já sabia, enquanto o mal entendido procura nas entrelinhas a solução.
As entrelinhas de linhas grossas, de cabos de aço fazendo-se de linhas, deixam transitar um trem por ali.
Trem de aço – trem de “poréns”, de sim – não – talvez –, rumo ao espaço onde cabe o universo e um pouco além.
Trem de carga – a carga são os passageiros, passageiros como as certezas de quem não en…

Foi hoje no final da tarde

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Foi hoje no final da tarde 
(André Anlub - 12/6/12)

Correndo pelo campo de tulipas, 
Braços abertos e mãos espalmadas,
Uma leve garoa cai, refrescando meu quente corpo.
Paro de correr e me deliciar com a chuva
Para pensar em você...

Também paro de escrever,
E nesse escritório sonho acordado
Com seus lábios.

Pois nada mais interessa nesse momento
Quero rimar amor com prazer...
Tento voltar ao foco da minha escrita,
Seria um romance? – seria poesia?

E no desespero da causa,
Por mais que a mesma me machuque...
Afogo-me em citações famosas,
Pois sei que você iria gostar.

Cito Shakespeare, Sartre, até amanhecer.
Choro, como bem sabe que é de costume,
Pois é a única que me entende, me ouve e me lê.

Mas retorno à mesa vazia,
Com as anotações, o charuto e a bebida,
E de saída, sinto como um aperto forte no peito,
Uma insanidade que sussurra ao ouvido...
O lamento e o esvaecer da minha vida.

É no amor, e não há impossível
No verossímil da batalha à vitória.
Fez de fulgentes momentos – o invisível
E na equação da paixão a …

Anti-herói filósofo

Cães correm atrás de drone até dentro d´água em praia do litoral de SP; veja vídeo completo aqui => http://glo.bo/1DFHIVg #G1
Posted by G1 - O Portal de Notícias da Globo on Quinta, 23 de abril de 2015

Anti-herói filósofo 
(André Anlub - 2/1/13)

Não me acostumo a recear paixões,
Em qualquer esfera.

Já com meus quarenta e poucos anos,
Afortunado, burro de carga
Nos caminhos da vida
Em estradas esburacadas,
Dias nublados, na fome, na sede e na imaginação.

Será que sou anti-herói filósofo?

- Que tem a cabeça dura de pedra,
De frágil esteatito.

- Que tem perigosa peçonha
E usa para criar o antídoto.

- Que tem o coração guardado 
A sete ou oito chaves...
Mas deu cópia aos amigos.

A meu ver o amor foi descoberto
Na era Cenozoica, período Quaternário.

Perdidos, corações de artistas, traçados rupestres,
Ecos de pesares nas paredes das cavernas
E nas mentes apaixonadas.