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Ponderações “nas internas II”

Sensacional♫ Por: Orquestra Sinfônica Brasileira.
Posted by Cifras on Terça, 5 de maio de 2015

Ponderações “nas internas II”

Ah, esses namorados, são apaixonados interessantes; seus corações, seus romances (amor compromissado).
Fazem loucuras sem limites, paixões ardentes sem juízo, só aceitam improvisos, não aceitam palpites.
Ah, esses amantes, é sem vergonha essa entrega; dizem que dá náuseas, dizem que dá raiva e quase sempre causa inveja.

“Medo de ser feliz” isso não é verossímil, não existe o invencível; se a tristeza persiste, me persegue e não desiste: eu ponho meu dedo em riste, pois se é preciso temer algo, tenho medo é de ser triste.

A perspectiva de um admirável amor faz bater o peito num ritmo frenético... é diurético no sangue que corre ligeiro, feito um vírus bom, que se espalha e entorpece.

O amor é assim: chega e me cerca, aperta e acerta o que já seria certo no cerne.

Meus versos são libertos, não há musa, nem mordaça, nem há um alvo que se faça. Às vezes eles voam e são de q…

Dueto da tarde (CXLVII)

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Dueto da tarde (CXLVII)

Flagro-me com os pés descalços na grama e os pensamentos dispersos, aéreos.
Uma viagem por mim mesmo levaria aonde? Não sei. Mas seria interessante.
Rasgo-me com a fé que andava distante e agora me acompanha como cachoeira de dia, feito aguardente na noite.
Descolo os olhos da retina retida, desamarro as mãos das amarras amadas, limpo os pés no rés do chão de nuvens e, em frente, enfrento.
Ao olhar a fronte do fronte de frente infrinjo suas leis e transformo-me em fera. O fronte me olha alheio, indigente – indiferente –, vira as costas e volta à guerra.
Cotidianamente, o dia-a-dia. Rotineiramente, a rotina. Ninguém para te dizer “agora!” O tempo todo todo mundo te dizendo “agora!”
Vejo-me inerte no espelho d’água do rio que corre... Não o desço; o que se vai são as cicatrizes da vida, páginas viradas, portas fechadas e algumas lágrimas.
“Chorar faz bem para os olhos”. Comer formiga também. Coceira na palma da mão é dinheiro. Pisar em cocô na rua dá sorte. O Jogo do Con…