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Mostrando postagens de Maio 11, 2015

Mesmo assim

"Vou mostrando como sou / E vou sendo como posso"Compartilhe se você é MUITO fã de Novos Baianos e não deixe de...
Posted by Canal Brasil on Segunda, 11 de maio de 2015

Mesmo assim           
(André Anlub - 19/1/15)

Agora mesmo a alegria passou por uma rua,
Ela estava nua, estava fula, estava atormentada e vadia.
Olhou em todas as portas, portões, porteiras;
Olhou por cima dos muros e em murmúrios
Resmungou algumas asneiras... eram loucuras, coisas cruas...

Ela abriu janelas e meteu a mão nos cestos de frutas
E nas caixas dos correios...
(pegou algumas contas, cartas de amor, maças, peras).

A alegria soprou uma brisa, apagou algumas velas,
Espalhou a fumaça dos charutos e incêndios;
Atrapalhou as preces, os cantos nos terreiros;
Atrapalhou enterros e desacelerou as pressas.

Agora mesmo senti seu cheiro de mato lavado,
Senti seu ar gélido, fresco, encanado;
E como um refresco me afagou por dentro...
Acalentando meu mundo e meus imundos pulmões.

Vi alegria em multidões, senti suas fragrâncias..…

Houve um tempo

Eduardo Coutinho sempre será um dos principais documentaristas do Brasil!Em homenagem aos 82 anos que ele completaria...
Posted by Canal Brasil on Segunda, 11 de maio de 2015

Houve um tempo          
(André Anlub - 20/1/15)

Um homem saiu para procuras utópicas
Longe de pessoas estigmatizadas 
Com tatuagens internas do interesse e da cobiça;
Focou os fulanos que não apontam dedos,
Vivem livres de julgamentos,
(amores, famílias, conhecidos – pérfidos);
Vivem presos a coisas próprias,
(autoconhecimento).

Houve um tempo que a vida era quente,
Saborosa, bem passada, ou no ponto, ou al dente.

A vida abraçava o fulano, ofertando beijos,
E nesses beijos o vendava;
Ao invés do breu ele assistia a um filme,
Sentia o vento, saboreava vinho,
Vida com ritmo, alegria entorpecente.

Fulano se conhecia muito bem... 
Defeitos – qualidades
Força – fraqueza.
Foi um homem como muitos outros,
Apenas não desistiu, não entregou o jogo.
Cresceu, mas continuou criança,
Seguiu na andança além dos delinquentes.

Fulano gostava dos parad…

Não coloco o pé na estrada. Ela vem a mim.

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Poesia é meu divisor de águas, carro-chefe da vida, bazófia ao meu cerne, cão de rua de raça e de briga, e cão de casa sem raça sempre “sussa”; não aponta dedos, e sim lápis, saboreia letras e trutas, embriaga-se com versos e viços, cheira pó de aragem e até ar viciado que quer deixar o vício; é norte sem ego e corte cirúrgico cego e assíduo; assobia e bebe cana, fala de boca cheia de ideias, come caviar e arrota fritas e usa roupa de quinta em pleno fim de semana.
- André Anlub

O PÔR DO SOL EM MARTE É AZUL
[Nasa]
"A Nasa acaba de divulgar a primeira foto a cores do pôr do sol em Marte, tirada pelo rover Curiosity.Ao invés das algo opressivas fotos diurnas, com o famoso céu avermelhado, o que aparece é o azul-escuro. Segundo os cientistas, o tom se deve às partículas de poeira na atmosfera filtram as cores em outras partes do espectro, mas deixam o azul passar. Quando o sol está se pondo, a luz precisa fazer um caminho mais longo, e o efeito acaba se tornando mais intenso. De, fato,…

Tarde de 11 de maio de 2015

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Tarde de 11 de maio de 2015 (como vida, bebo água, cheiro ar e não arroto caviar)

A vida vai seguindo comboiando-se a todo instante, de passagem e visitante, de quem fica à morte lenta, de quem não sabe a morte longe e de quem vai à morte além. A vida ficou mais frágil? Talvez... Mas nós estamos mais sábios, temos plena consciência de que não estacionamos no tempo, nos comodismos dos dias e/ou nas ilusões dos cenários e cenas. Tudo no devido lugar, e o lugar no devido lugar, e o devido a quem é devido o lugar de estar no lugar. Não vou por o pé na estrada, no momento ela vem até mim; não vou me armar de armadura, minha dureza está na essência; não vou falar em poesia, a poesia é que falará por mim; não me obstruo em êxtases mundanos, pois são imundos e sempre sem fim. Janelas batem com o vento, vaso de planta, vaso de terra, maré cheia, baixa, vazante, têm vazaduras e secas, mentes, vesículas, versículos, esdrúxulos, esguios, sorrisos e lamentos, de joelhos, deitado, em pé. Abrem-se e …

Dueto da tarde (CL)

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Dueto da tarde (CL)

A luz olhou para o diamante e disse: "Vai, Carlos, ser gauche na vida".
Em um tom num dom de um prisma de amores fez-se então a disseminação da branca luz nas constâncias do espectro aos olhos... Produzindo cores.
E daí a luz disse: “Volta, Carlos, de ser gauche na vida”.
Em um som num “bum” de uma batida de tambores à Nick Mason, desfez-se então a transformação: o arco-íris volta a ser feixe luminoso.
Carlos, entre ir e voltar, nunca esquecerá deste acontecimento na vida de suas retinas tão fatigadas.
Criação e criatura – interligadas – como a vida que desenha/colore – embranquece/apaga.
A tela primeiro é nenhuma; e tudo está ali. Depois a tela também é nenhuma; e tudo continua ali. 
A respiração é assim: a plena musa música da natureza imprime as cores da natureza que por sua vez inspiram o som que expira em cores.
Carlos pergunta: “E agora, José?” Mas José também se perdeu no que vem depois do diamante.
Empacam por um instante na inconstância da situação: a natu…