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Mostrando postagens de Maio 12, 2015

O passado que passou e foi tarde

abowwww
Posted by Mavi Kocaeli on Segunda, 25 de agosto de 2014

O passado que passou e foi tarde      
 (André Anlub - 28/05/13)

Fita uma rota, faz uma bola,
Amassa, arremete, amarrota;
Na lixeira dos olhos no mundo
Vendo tudo e uma untuosa esmola...
Que pelos dedos escorre.
Conformismo e coração rejeitado
Condomínio de um domínio absoluto.
Há coisas especiais que se ama e preza.
Há verdades, há reles coitados.
Já foi, é ou será cedo assumindo tal culpa, nesse sol nascendo. Admito: Estou envergonhado e avermelhado com tamanha beleza. As pegadas são honestas, prolixas, mas reais. Nas folias que me aceitei de palhaço no meu coração ficaram dois traços
Um xis de açúcar e sal. Enfim, já foi o passado,
Ficou a lembrança das derrotas e talhas ;
Distintas batalhas, lapidando o brilhante da paixão como herança.

Noite de 12 de maio de 2015

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Que despertem todos os loucos (Noite de 12 de maio de 2015)

Assim caiu a noite e caiu à sombra de um pensamento elusivo e obsessivo. Fatos, versões e aversões que documentam o invisível e irremível dentro de um nada vácuo cerebral. É o etecetera e tal, e o bem e o mal em formatos optativos de visual e auditivo. 
Daqui a pouco vem alguém e me diz que já sabia de tudo, que era absolutamente previsível. 
Ah, vá... Daqui a pouco surge o além me convidando para um chá e uma visita. 
Ah, tomar... Assim levantou o dia, dia simples de sol bem forte, de café bem forte, de ajeitar o forte, os soldados e a bandeira; já é hora do xarope para a gripe e a estirpe fazendo sinais de fumaça, dando-me alergia, mas com a alegria da presença de todos. Fito e fixo os olhos naquele pontinho no horizonte. Aquele farol que indica aonde não se pode estar. Fito e fico admirando e mirando minha alma, com os dedos apontados, e a mente lubrificada para um novo e arisco rabisco, um voo ao nada e ao desnudo. Ficam os v…

Onde anda você?

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I
Não é adulto e nunca quis ser:
Devia dedicar sua vida a cuidar dos filhos;
Devia tentar exterminar todo o mal do mundo;
Deviam ver o verde e não amar o amarelo
E pintar na mente todas as rosas de rosa.

II
Não é ninguém além de um louco
Querer ação é fazer por onde...
Nesse caso é errado se contentar com pouco
E sendo louco acha pouco querer só atenção.

III
Caminhamos como poetas novos, largando a soberba, o estorvo, no fluxo de um novo povo e nosso suor que não amarga. O alvo é claramente certo, de peito escancaradamente aberto, o coração de um bardo onde o esquecimento é adaga.

IV
Um pesadelo muito incomum, andando no terreno do capeta, não existia uma só letra, sem poesia, sem alento; tentava achar rimas corretas, palavras abertas voando sem vento sem dono... um tormento para o poeta, Rei sem Rainha e trono. Os pensamentos não se encaixavam, quebra cabeça faltando peça, uma remessa de contra tempo, um contra tempo sem muita pressa. Mas logo me vi de olhos abertos e muito espertos de inspiração,…

Manhã de 12 de maio de 2015

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Manhã de 12 de maio de 2015

Sempre fui réu confesso e um pouco individualista na escrita, pois ultimamente tenho falado muito de mim (com uma pitada de imaginação, claro). Não nego, não resisto, não reajo nem justifico, – assumo meus defeitos e meu modo de viver a vida –; assumo minhas ignorâncias e qualidades – diferenças e igualdades – minha alta e baixa estima; assumo minha hipocrisia, mas com ela há peleja, há briga feia de faca afiada (sempre fui bom com facas). Assumo meu caráter singular de viver, meu mundo físico e metafísico, meu mundo ou mundinho ou mundão; este que flerta com a realidade fora da escrita e também nessa realidade é casado, sincero, honesto, fiel e feliz... Sou isso, nada além ou aquém, pronto e ponto. Não suporto pensar em viver uma falsa ou verdadeira vida para olhos alheios; só me vejo vivendo o que desejo e desejei. Não tenho tudo que quero, confesso. Mas estou na batalha, sem pressa e sem tormento, para conseguir. Sigo e vivo cada dia, tarde e noite, cada …

Pássaros que vem e que passam também são pássaros que ficam

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Vejam o que este homem de 61 ainda faz. INCRÍVEL Ele tem 61 e eu me sentindo velho... Incrível 8|Créditos do ClipeVídeo original► https://www.youtube.com/watch?v=b0eFx5a-FMgArtista: The Moth & the Flame
Posted by Compartilhável on Sábado, 9 de maio de 2015

Pássaros que vem e que passam também são pássaros que ficam
(André Anlub - 14/7/13)

Indo bem mais profundo no nosso universo habita o ponto cego da felicidade. Ela vive numa espécie de vilarejo antigo de casebres de pedra, dias tranquilos de sol dócil, ar sempre puro e vida que se vive. Às vezes cai leve garoa, pois há a tal da nostalgia. Nada combina mais com melancolia do que uma garoa acompanhada de um pouco de vinho e frio. Para explicar melhor: fica na triangulação da apatia, a razão e o amor. Alguns poetas sabem exatamente onde fica, e alguns filósofos escondem... Mas existe, e algo me diz que é por lá, numa casa, que terminarei os meus dias. Tem inúmeros pássaros que passam os dias rondando a região, mesmo sabendo que há com…

Dueto da tarde (CLI)

Since we were just talking about Amy Winehouse yesterday. Check out this acoustic performance of "Back To Black" from Silver Bullet TV.bigheadtodd.com#BHTM
Posted by Big Head Todd and the Monsters on Sexta, 3 de abril de 2015

Dueto da tarde (CLI)

Os balões estavam cheios, a banda afinadíssima, aperitivos e drinques em dia e os convidados a caminho.
Talvez fosse a festa. A intenção era de que fosse a festa. Mas seria a festa? 
A pergunta ecoava pelo silêncio e o vazio do salão, onde de antemão a banda havia ensaiado.
Uma tensão de expectativa percorria os olhares, crispava as mãos, entesava as costas. E um sorriso tremia nos lábios.
A projeção era tamanha que a cabeça foi pouca para tantas suntuosas, perfeitas e interessantes imagens:
O perfeito fracasso, a perfeita frustração, o perfeito insucesso, o perfeito fiasco, a perfeita decepção...
A insegurança há tempos ultrapassou o pessimismo – saiu em disparada –, fez a curva do desespero e deixou lá trás o talvez que queimou a largada.

Gurufim

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Gurufim
(6/5/14)

Principiou-se o gurufim do fim das horas,
E príncipes negros, índios e gurus
Aplaudem fora.

Já foi tido o caminho com trilhas fáceis
E tão hábeis são ditos sábios ao atravessá-las.

Leram em pergaminhos com preconceitos,
O mito e o medo, a carne e o osso,
São peças frágeis.

Alguns quiseram viver em museus de idos tempos
E oprimindo seus inimigos se sentem bravos.

Lá no alto, bem no alto, da mais baixa montanha,
Avistaram o ser importante com sandálias velhas.
Descia lento e cantava baixo um antigo mantra,
Sentindo a brisa, notando o novo, suando o samba.

E caem as primeiras gotículas álgidas das chuvas,
De uma nuvem única que bailou com o sol
- Arriscando a luta.

Voaram as aves brancas, negras,
Pardas e as aves raras,
E ao se verem vivas e ralas 
– ao se verem importantes e análogas...
Tornaram-se plumas.