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Mostrando postagens de Maio 13, 2015

Corsário sem rum(o)

Jhonathan Florez filming me flying the Barn Line in Switzerland a few years back   :)  I really do love training at this location and will be back again this year to practice for the Great Wall stunt in September   :)  @GoPro #gopro @pelicanproducts @muzikofficial
Posted by Jeb Corliss on Terça, 12 de maio de 2015

Corsário sem rum(o)       
(André Anlub - 3/5/12)

No seu sorriso mais doce
Dá-me o sonhar acordado,
Nau agridoce ancorada
No porto seguro de um réu.

O cerne mais íntimo partilhado
Como alado cavalo ao vento,
Coice pra longe o tormento,
Traz na crina o loiro do mel.

Mil flores a pulsar na razão,
Vil dor e jamais compunção,
Cem cores permeiam na libido,
Sem rumo nem rum no tonel.

Pirata na dádiva do amor,
Com a bússola do autêntico anseio,
Nem proa, nem popa, nem meio,
Voando em direção ao seu céu.

Como nasce a inspiração

Kelly Slater e John John Florence hoje no Posto 5 de Copacabana.
Posted by Tribo Surfon on Quarta, 13 de maio de 2015

Como nasce a inspiração (Noite de 13 de maio de 2015)
Os mestres vieram prestar suas condolências; morreu à tarde, em um final de tarde majestoso, o sol fantástico, que esquentou muito bem o meu dia. Morreu mergulhado em um alaranjado dégradé com um vermelho vivo com tons de amarelo e abóbora, e com direito a uma revoada de periquitos nervosos e gritantes... Simplesmente algo estonteante. Maré mansa; é assim que estou. Ouvindo um som antigo, Pink Floyd e o álbum “Animals”, um dos primeiros LPs deles que tive. Deixo-me levar nessa maré da calmaria e serenidade. A inspiração pelas tintas e desenhos anda me cutucando;  hoje tirei um tempo para fazer uns desenhos para um trabalho em um livro, no qual farei uns traços para ficarem abaixo do texto, e acabei rabiscando horas e horas. Acho que é assim que funciona com o Deus inspiração; ele levanta de seu trono, coça os testícu…

Na casualidade dos caminhos tortos

Pământul văzut de sus! Imagini uimitoare asupra Terrei!Pământul văzut de sus! Vei rămâneam mut când vei vedea uimitoarele imagini asupra Terrei!
Posted by Libertatea.ro on Quinta, 5 de dezembro de 2013

Na casualidade dos caminhos tortos      
(André Anlub - 13/4/13)

Parece sinóptico tal gesto simples,
Esse teu, que brilha num todo...
Precata, de jeito torto,
Serem delicadas quaisquer escolhas.

Aberto o enorme fosso,
Que aos brados chama aflito.
Equidistante é carne e osso,
Pequena fenda que flerta,
Num zunido.

Vejo estática tua íris,
Por compreenderes tamanha epístola.
Voas feito águia, tão majestosa,
Tal qual a vida.

Há brilho demais no inconformismo,
Sufoca e cega. 
Há equilíbrio e imagem
E na miragem não há cegueira.

E qual atitude seria mais certa,
Senão entregar-te ao próprio destino?
Vai-te logo, fizeste o prólogo,
Sigo-te, em linha reta, feito menino.

Manhã de 13 de maio de 2015

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Se o amanhã chegasse mais cedo (Manhã de 13 de maio de 2015)

Vade retro maçarico do cão! Manhã quente e os olhos passeiam no belo céu das seis da manhã. Fugindo do assunto: Quando fiz minha primeira tatuagem, em 1989, lembro-me de haver muita rejeição por parte dos mais conservadores ou aqueles que se preocupam muito com a vida alheia e esquecem a própria... Foi aquele velho discurso: o corpo (pele) é a casa de Deus. Ô meu irmão... – e vai continuar sendo – se assim ele quiser –, mas se vai morar na casa tem que entender que o “dono” tem o poder de arrumá-la e adorná-la do jeito que lhe convier. Voltando ao assunto: “cadê o retorno?”. Os cães já elétricos e espertos procuram o lugar certo para fincarem suas nada cheirosas marcas, sólidas e líquidas. A grama ainda molhada pelo orvalho (agora também por uma urinada), o cheiro de verde que invade e a vontade de estar mais perto possível de uma paz qualquer... Aquela minha. Falando em paz: nunca fui um cara de gostar de paz. Me identifique…

Dueto da tarde (CLII)

Is it YES or is it NO? A conceptual sculpture by #MarkusRaetz!www.artFido.com/popular-art
Posted by artFido - fetching art on Quarta, 13 de maio de 2015
Dueto da tarde (CLII)
A pétala dormia serena seu sono de orvalho quando foi sacudida por um vento elétrico. “Vento de maio rainha dos raios de sol” – de repente agora se dava início sua larga e aguardada jornada. Sempre quis se soltar das irmãs. Leva consigo o perfume e a saudade, mas entrega-se à aventura com o furor dos descobridores de novos mundos. Pétala que cai no rio é pétala que tem sorte. Pode passear por um extenso caminho, enfrentando correntezas, vendo novas margens, novas árvores, na certeza de tudo ser incerto. Mas ela não sabe se vai cair no rio. Não sabe mesmo o que é um rio. No momento apenas embriaga-se com a sensação de engolir o mundo enquanto mundo a engole. Se dopa com seu próprio cheiro, se enfeita com sua própria cor; entre trejeitos de uma princesa ela despenca sem nenhum pudor. Cai entre as pedras de um calçamento ár…