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Mostrando postagens de Maio 16, 2015

Madrugada de 15 de maio de 2015

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Inteiramente a favor de sempre persistir neutro... Até mudar de posição. 
(Madrugada de 15 de maio de 2015)

Acho que a era das raspadinhas passou. Ontem fui tentar a sorte e não achei nenhuma à venda. Não, não é trocadilho... Foi real. Cheguei à lotérica e não havia uma raspadinha sequer colada no vidro do caixa ou pendurada na banca de jornal logo em frente. Simplesmente sumiram! – Mas vamos ao que interessa, ou nem tanto... Hoje no trivial banheiro matutino fiquei pensando em quantas estradas escolhemos ao longo de nossas vidas; quantos caminhos dentro dos caminhos, quantos atalhos, ruas desertas, muros altos e baixos tivemos que pular... E os posicionamentos? Alguns rápidos em escolhas difíceis, alguns difíceis em longas escolhas, os lugares que dividimos e amizades que escolhemos ou que escolhem a gente. Algumas escolhas que adotamos nas nossas andadas nessa roda gigante alucinante chamada vida (na verdade está mais para montanha russa) têm implicações eternas, cicatrizes agudas que…

Enxugando os Prantos (parte II)

so close to death
Posted by Mavi Kocaeli on Sexta, 15 de maio de 2015

Enxugando os Prantos (parte II) 
(André Anlub - 18/9/14)

Os homens levaram a melhor, restauraram sem piedade os próprios corações... as nuvens, no gritante azul piscina do céu, ficaram devidamente alinhadas.
Aqui, ali, todos esqueceram que previram a tempestade que jamais se formou; vestes novas, bebidas aos litros e litros, frutas raras e frescas abocanhadas... e nas madrugadas uma surreal lua fluorescente. Como plano de fundo: casais e seus calorosos corpos colados, sorrisos aos montes e seus extensos beijos; no plano mais à frente: crianças corriam felizes, brincavam com brinquedos de madeira e não se fantasiavam de adultos... e não aconteceu o absurdo das águas se tornarem doces e estragarem os dentes. Aqui, ali, a mais completada ordem; muros e rostos pintados com coloridos belos, sem o grafite nervoso da política e o esboço de um papel impiedoso. Em breve os cárceres seriam demolidos, pois jamais tiveram serventia…

Dueto da tarde (CLV)

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Dueto da tarde (CLV)

Embarco neste amor que me toca em absoluto, desnudo e sincero, que só de ti poderia vir.
Sou navegante atento desatento: cuido os recifes e corais, mas durmo embalado pelas ondas.
Vejo o sol poente, morrendo e renascendo para morrer novamente entre duas montanhas secas pela falta de chuvas; lembro-me dos ensinamentos de Sidarta.
Preciso reler “Sidharta”. E “Demian”. E “Viagem ao Oriente”. E jogar no oceano meu jogo das contas de vidro.
Toco meus dedos nesta água abençoada e sinto-te em equilíbrio; a terra treme e como nos escritos: os desejos e tentações dos demônios de Mara evadem-se.
A tua palavra me fala da minha palavra e do que deixei lá dentro, naquele baú que um dia me mostraste.
Com a mente em paz, desperta para a paz, e cercado por flores de Lotus, mares e estrelas brilhantes, o universo conjura a mim; não há nada mais para buscar ou consertar.
Resta o afogamento: no mar do teu amor, no amor do teu mar: há mares que vêm para o bem...
Minha jornada continua banhada…

Cárcere da Criação

Mauro Senise é um dos maiores expoentes da música instrumental brasileira.Às 18h, confira seu novo projeto "Danças",...
Publicação by Canal Brasil.

Cárcere da Criação         
(André Anlub - 10/1/10)

Na imaginação madura que explode em uma linha, 
Que mesmo velha renasce todos os dias;
Na solidão insegura, que mesmo a perigo
Se fortalece com ela:
Os “zás” das canetas quentes são os “ás” nas mangas frias.
O poeta perpetuado nas idéias e criações
Faz de impurezas e mazelas em seu nobre ganha pão.

Na mais absoluta certeza do amor que sente na escrita,
Faz dos sons recitados, iluminadas orações;
Absorve do mundo, do dia a dia, histórias e magias
Juntando a verdade
Com o medo da mentira premeditada;
Se sente o moribundo mais vivo,
Espelho do íntimo de todos.

Voando em um mundo próprio,
Se perde e se cobra no nada.

Mundo surreal de ouros e de sobras!
Fita um objetivo: agradar sem ser o óbvio!
Por muitas vezes consegue, e vai além, se desdobra.
Sendo valorizado, alimenta seu ego persistente,
Ovacionado p…