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Mostrando postagens de Maio 18, 2015

O Sertão vai virar Céu

Fato
Posted by Marcos Santos da Silva on Quarta, 15 de abril de 2015

O Sertão vai virar Céu
(André Anlub - 13/3/11)

Com os pés na terra ele se sente em casa,
Enxada na mão, sol como irmão.

Na fome, sede, cedo e na raça,
Dá bom dia pra cactos - filho do sertão.

Na luz do lampião lê histórias de Lampião.
No chão rachado, passado e presente na guerra.

Sabedoria lhe dizendo: sempre alcança quem espera.
Massa de gente pobre que nem sempre luta em vão.

Enquanto descansa pouco, pouco ganha pão.
Alguns calangos o observam - outros vão para o fogo.

Assim se vai levando, dia sim sem dia não...
Não se pode dar ao luxo de perder esse jogo.

Nessa vida em aberto, todos os dias são incertos,
No milho na cana, na cana ardente e rapadura.

Muitos pés descalços na chuva de insetos,

Tendo a garra, fé e solidão como armaduras.

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Posted by Camilla Uckers on Terça, 27 de janeiro de 2015

Madrugada de 18 de Maio de 2015

Nosso esforço de busca ao prefeito Geraldo Júlio resultou hoje no flagrante do que ele vinha aprontando desde que o...
Posted by Movimento#OcupeEstelita on Quarta, 13 de maio de 2015

Desafio é quando você se enturma consigo mesmo
(Madrugada de 18 de Maio de 2015)

“Eta mermão”! É brincadeira, é zoeira, dá medo das notícias na tevê, todas terríveis; tanto crime – morte – roubo. As luzes vermelhas piscam o tempo todo em todos os lados; há sombras assombrando os escombros nos ombros dos Diabos; há o medo de faltar dinheiro, medo do desapego, do desemprego, do pé no prego e de arrebentar o tendão; há o temor de não sentir mais dor, não guardar o segredo, quebrar o elo, o gelo e o dedo, carregar a sina ao descobrir no espelho que você é um psicopata homicida. Mas isso é tão normal... É loucura mesmo, ou o mundo está mais normal e eu que enlouqueci de vez? Pois até sei que de vez em quando dou uma de maluco para me sentir mais em casa. Mas vamos à história: Hoje pela manhã derrubei seis abacates…

Dueto da tarde (CLVII)

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Dueto da tarde (CLVII)

Já não procura me entender desde que perdeu até o interesse em procurar.
E se procuro entender porque não procura me entender, é sozinho que faço isto.
Rasgo a farda, o tempo e o verbo, e costuro novamente ao inverso e embaralhado para ver que bicho dá.
É um salto no escuro com direito a cambalhota. Não sou acrobata, não gosto de circo e tenho cãibras. Mas insisto.
Adoro sonhar alto a possibilidade de estarmos juntos. Odeio sonhos baixos. Quero viver novamente nosso voo, lado a lado, caçoando dos abismos.
E o chão me chama. O chão me chama como um ímã atrai os pregos. Faço com eles uma cama de faquir se contrario o chão.
Cada dia ao amanhecer sinto carecer e merecer sua presença; cada dia ao se findar lamento e suplico que o amanhã não seja o mesmo.
Tomo a forma de meu inconformismo e te levo a imagem do desespero. Você está fazendo crochê e fazendo crochê continua.
Não há paisagem que te distraia; não há fetiche a ser feito; não há defeito nem vaias; o ar que te circund…