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Mostrando postagens de Maio 20, 2015

Tempo de ser cágado

LavaLava incandescente ao cair no oceano e a formação de uma nova terra...
Posted by Adilson Costa on Quarta, 20 de maio de 2015

Tempo de ser cágado
(André Anlub - 2/3/12)

O dia amanhece com muitas nuvens
E a jornada de fome e reprodução.
Anda cabreiro com olhos céleres;
Lento, sujo e determinado...
Vendo de lado ao modo arredio.

Pisando em barro com passos calmos e vida mansa,
Como se houvessem as danças (balés solitários).

Com a pança que arrasta,
Para e ensaia o sorriso.
O pescoço é farto
Para dez relicários.

Tarde caindo afogueada
Confunde-se com o vermelho dos flamboyants.
A garoa molha e limpa seu casco,
Olha a sequoia que é a direção,
Caminha bem lento, vagabundo...

Mastiga e engole algo alucinógeno
E elefantes voam por sobre o verão.

Dueto da tarde (CLIX)

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Dueto da tarde (CLIX)

Olha novamente a vontade de chegar. Dessa vez é tamanha a pressa que ultrapassa o tempo e agora é obrigada a viver do passado.
Queria tudo, ficou isso. E isso é um compromisso. O ouriço da sua irritação rejeita, mas não dá sumiço no que ali está.
Vai andar, navegar, namorar e voar. Mas nada há além de todos os momentos contemplativos e imaginários no seu sofá de pedra que se funde ao corpo.
Quer movimento. Move o momento na direção do vento, cultiva o lamento cem por cento e enterra-se no afastamento.
O mundo já estava quadrado há tempos e o céu não passava de um segundo teto sem graça; a vertigem tornava-se divertimento e o choro seu copo salgado de água.
Rói as unhas com seus dentes de ouro. Não deixa marcas de ouro nas unhas.
Dói ver pulhas querendo seu couro. Não se queixa se facas os apunhalarem nas ruas.
Faz tatuagens com as cicatrizes. Escreve mensagens com as varizes. É muito direta com as diretrizes.
Tudo se limita ao seu mundo, no raio que o cerca e que o parta,…

Manhã de 20 de maio de 2015

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Não haverá mais nada para se ouvir além de tudo que se ouve e sempre houve
(Manhã de 20 de maio de 2015)

Já era previsto meu visto ao mundo absurdo do ressurgimento. Já era o momento e já era – acabou – já foi. Já acabaram as fatias do bolo e do tolo e seu falso ouro. Agora, no tempo certo, acabam a penúria e os vinténs. Caindo de cachola no muito ingênuo de honras e glórias, tudo próprio e interno, no adentro contentamento. As luzes pipocam, o som é “da hora”, as luas sorriem no céu. Muitas pegadas na areia, e queima a fogueira, o mar salivando o sal benzido das Sereias e Sereios e o meu e o seu. Ostentação de metáforas, dialéticas com os deuses, no bate-papo sadio, sábio e social. Nas gargalhadas trocadas, nos apertos de mãos, nos tapas nas costas e conselhos de direção. No olhar sincero, no tiro que é certo, abstrato e concreto, no reto e no reto. Nenhum de nós há de saber, há de entender a perícia dos grandes lá em cima. Vejo as árvores crescerem dando sombra e fruto, mas de nada va…

Na raiz do dom

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Na raiz do dom 
(André Anlub - 8/6/14)

A lava incandescente esfriou-se 
Deixou seu toque, deixou sua marca...
Na raiz do dom brotou a escultura.
Tornou-se uma espécie de diamante;
Como se habitasse o cerne de um vulcão
Com sua mente até o momento na vadiagem.
A imaginação no foco extremo em reflexão
E é erma a ínfima preocupação,
Pois assim cresce a suntuosa viagem.

Há o segredo escondido nas chamas,
Canção rara, afetuosa e leve,
Letra que derrama em sonho breve
No mistério do império na miragem.
Há o manuscrito de um Deus cintilando aos olhos,
Nas minhas, nas suas e nas leituras de todos.
É o ritmo dos jogos,
Parábolas com flores,
Pássaros pousados em bonecos de neve.

Vem à faísca em inspiração,
Veio o derramamento das tintas
Em mãos poéticas de mentes abertas
Em vozes de alerta.
Foi no ponto final ou nas três letras do “etc.”...
Ainda em algo abreviado de tal ser banal,
Ser errado que jamais o é,
E como transforma (-se)!

Veio novamente em nós,
Fez criação e liquefez na ação
E se tudo der certo em breve retorna.

Ótima quarta

Orelha que fiz para o livro de uma amigo

A “Amada”:
Às vezes beira o impraticável falar da nossa amada; não somente por ela ser tudo em nossa vida; não por ela estar presente em quase todos os nossos melhores momentos e, quiçá, em todos os pensamentos absurdos, absortos, ou não; mas pelo simples motivo de que qualquer coisa que se fale a respeito da mesma será redundante.
A prolixidade:
A minha adorada numero “um” é a poesia (que minha esposa não leia). Ela permeia pelos meus campos visuais, mentais, físicos, aquém e além; por isso deferência e admiração extremas.
A questão:
Ao me confrontar com quaisquer obras poéticas, de amigos ou não, já me preparo perfumando a alma, abrindo e limpando minha mente e quero/procuro estar pleno e são; quero dar o melhor de mim na leitura, no deguste, pois trato esse “encontro” como único, como o primeiro olhar numa estrela, como um flerte.
O epílogo:
Então, sem/com exageros, temos que encarar com discernimento e submissão a leitura poética a seguir; …

Ode ao Louco varrendo

This is very true!www.artFido.com/popular-art
Posted by artFido - fetching art on Terça, 28 de abril de 2015

Ode ao Louco varrendo
(28/6/12)

- Sente na carne o estrago que a trincheira do corpo 
Deixa passar;
Flecha que não era bem quista 
- disritmia foi-se a bailar
Casco inquebrável,
Por vezes tentado a traições.

Entre o espírito luzidio e a aura,
Há um fulgor de Foucault mais forte;
Persevera a bondade do antes e do agora
Ser altruísta de cumplicidade
Afortunada e contínua:

Mostra com clareza, destreza e simploriamente os “nortes”.

A altivez tem tratamento
(seja por vezes até o suicídio)
Segurando forte em uma mão a vida moribunda
E na outra mão a morte. 
(acalento que soa sem perigo)

Suspenso pelo pescoço,
Com as canelas ao vento
No abismo vê-se de culpa isento 
(dor e remorso)

Dimanem sacrifícios?
- Não, chega de ignorância!

É um louco varrendo...