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Mostrando postagens de Maio 22, 2015

Seda pura na pele

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Dia do Abraço

Seda pura na pele

O corpo foi na onda, forte e firme em direção ao sossego;
O medo caminhava longe, descalço e bêbado.
O abraço (prévia do beijo) fez-se ao relento:
Onde mais poderia ser?

O trabalho, mais que merecido, aparecido, beirava um milagre;
Amizades afiadas, a moeda separada para o possível troco do pão.
Suadas mãos... na toada do tempo que diz ainda haver o intento,
Nesse movimento e em todos, para toda criação.

Tintas aquecidas: fervem, borbulham, tremulam, brilham...
Tantas esquecidas, agora ressuscitam.
Por trás dos pesadelos estão as musas
Com seus corpos tatuados de desejo e despudor.

São cordeiras com seus contornos que deslumbram,
Preparando os retratos dos fetiches do sonhador.
E posam quase nuas, apenas a peça de seda pura de paixão.

- André Anlub

Pepe Mujica completa 80 anos hoje.

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Prefácio do meu livro Fulano da Silva:
"André Anlub é autor de poesias contemporâneas que abordam assuntos variados. Suas mensagens sobre fatos do cotidiano são muito interessantes do ponto de vista sociopolítico, principalmente porque Anlub possui a visão singular de um verdadeiro  artista. É um homem do povo, que por onde passa conquista pessoas com seu jeito espontâneo e simples de encarar a vida, um verdadeiro bon vivant. Membro da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba Grande - RJ, André possui uma escrita direta  e acessível para todas pessoas. Suas frases estão presentes em vários livros como Poeteideser, de autoria própria, além de Café com Verso I e II, Bar do Escritor, Controversos, Antologia I, Antologia versos de Outono e Antologia Versos de Verão,  nos quais ele faz sua parceria com outros grandes nomes da literatura.  Na adolescência este autor começara escrevendo jornais de bairro de autoria própria, o mais famoso Banche e que se tornou febre entre  os leitores do B…

Anjo sedento

É de arrepiar! Sério!
Posted by Brasil Post on Sexta, 22 de maio de 2015

Anjo sedento      
(André Anlub - 15/04/13)

Sedento cupido chegou, e nas costas carrega mágicas Flechas de ardor: - arco de osso de brontossauro, corda de tripa de Triceraptor, flechas feitas de costelas de homens que Semeavam amor.

São lançadas aos desígnios,
Voam ultrapassando cometas, 
Seguem as luzes das estrelas
E aos corações as carícias;

Fartas águas brotam límpidas em nascentes de rios;
Abriga, na paixão periga amparo, advindo da alquimia,
Já para – alvejado o amor.

Saciado, o cupido se engasga nas gargalhadas;
Deleita-se na verdade da entrega alheia... e em seguida lamenta (aos prantos) devora-se, grita, ajuíza e tonteia.

Inflama seu próximo armamento, derrama seu secreto tormento; de punho bem cerrado,
O arco e a flecha tomados na mão... 
Aponta para o próprio peito.

Dueto da tarde (CLX)

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Dueto da tarde (CLX)

Muito lentamente, como convém ao esquecimento, as coisas foram se acomodando.
Um abraço, uma conversa e um afago – esvaeciam a cada manhã acordada.
Éramos muitos e deveríamos ser nenhum naquela lembrança ruim.
Em algum lugar o Querubim canta forte a última estrofe da música que nunca quis ter fim.
Então o coração trabalha para trabalhar menos, esforça-se para se esforçar menos. 
Abre-se em duas mil pequenas estradas para assim correr melhor o fluxo dos sentimentos.
Muito lentamente, como se a velocidade não existisse, a seiva do não estar mais ocupa os espaços deixados pelo que sempre esteve.
A grama cresce aos poucos e árvores dão seus frutos. É como a água do rio que segue em direção ao mar, e evapora e torna-se chuva e torna-se rio e novamente segue indo, indo, indo...
Talvez deságue no mar da Liberdade. Talvez faça foz no oceano do Alívio. Por enquanto é isto. Amanhã é amanhã.
Na mão a nostalgia já se faz papel, enquanto na mente está soldada como soldado na guarita bli…

Boca que se cala – pedaço da história que se vai – fica a saudade

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Boca que se cala – pedaço da história que se vai – fica a saudade (Manhã de 22 de maio de 2015)
O dia está sem graça? Vem logo alguém e põe graça nele, é só esperar... de repente não. Estou sentindo o arrepio de um amigo que está partindo. Já falo nisso! Sinto-me cada dia mais distante das antigas amizades, mas cada vez mais perto da compreensão das mesmas. É uma sintonia às avessas, que me faz mais forte para futuramente abraçar de vez tais amigos. Mas no momento me dói em saudade. Uma confusão de sentimentos, que ainda não me atormentam, pois sei lidar inteiramente com eles. Já os coloquei diversas vezes na balança para ter noção quem/qual/quanto vale à pena. A conclusão mais lógica e clara que cheguei é que com uma (re) aproximação mais intensa perderei a análise e ficarei na boemia, no tapinha nas costas, na conversa de boa –, falando o que querem ouvir e ouvindo o que queiram falar. Ficará uma amizade rasa, amizade de esquina, de copo, praia e corpos femininos... Dessas banais que …

E por fim...

CHAPADA DIAMANTINACHAPADA DIAMANTINA
Posted by Moviedrone on Segunda, 16 de março de 2015

E por fim...       
(André Anlub - 4/4/13)

Ela quer recuperar a autoestima,
Não ser a vítima dentro da situação...
Na contramão de um sorriso largo,
Na contradição de um fácil enigma.

Não quer falar nada sobre o salto alto,
Nem a inocência da criança interior.
Não fala do caro perfume de barato odor
Que ao apreço e ao berço impregnou.

Traz má sorte ver a cara da morte
Antes de consolidar o casamento.

Se for para elogiar, que seja seu consorte,
Se for para ferir, que seja o mundo inteiro.
Se há algum segredo nos que cultivam medo,
Deve ser mostrado, pois o solo é sagrado;
E se o mesmo é fértil (produz belos rebentos)
Esconde-se o erro, fere a fogo e ferro.

Primeira manhã de primavera

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Primeira manhã de primavera       
(André Anlub - 28/9/14)

Colibris, (pra variar um pouquinho)
Hoje Beltrano irá chamá-los assim:
Voam belos e ligeiros, são charmosos e bem-vindos,
Vivem indo e vindo e vivem muito bem,
Pois tocam e beijam íntimos festeiros.

Os colibris não carregam em si os “desvirtuares”:
Misteriosos orbes novéis que são vomitados das telas,
Das tecnologias, das palavras tortas de bocas malditas
Com suas ganâncias... (sensação de ser maior)
Por ter o privilégio do raciocínio.
É sabido das pragas
Que imputam em nossas mentes desde a infância.

Podem fazer-nos pensar diferente
E fazer-nos perder a sensibilidade,
Muitas vezes a ternura, a tolerância e a individualidade.

Mas, voltemos aos colibris e afins:
Beltrano quer agora o “tanque cheio”
Da sensação absurda de harmonia.

Olha a majestosa árvore no alto da montanha,
Tamanha; sem precisar provar nada a ninguém,
Dona de tudo e todos, 
Pois é uma diva com todos e sozinha:
Então ele exige a escrita madura,
O coração que imerge no pleno de ser do s…