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Mostrando postagens de Maio 23, 2015

A vela acesa e a chama apagada

Mike Stewart bodysurfing Point Panics Spring 2015MSVipers in action at PanicsClip by Chris Kinkade
Posted by MSViper on Sábado, 23 de maio de 2015

A vela acesa e a chama apagada
Madrugada de 22 de maio de 2015

Noite sabotadora. Bocas falantes que nada dizem atrás de um vidro falso que em breve o apagarei. Espadas reluzentes e sombras de guerreiros antigos duelam ao não sei o que, briga por não sei quem. Deve a tal da esperança. Abomináveis os serem que caçoam da simplicidade dos outros, dando-lhes alcunhas fúteis e pejorativas, com pitadas de um deboche piegas de quinta para uma noite escura e fria de quinta. Talvez eu seja herdeiro do dom de poetar; muitos já disseram isso. Mas esse não é problema; o problema é eu não me importar com títulos. Ainda engatinhando, confesso, mas já aprendi o mais importante nesse caminho: humildade. Não somos melhores que ninguém e não pretendemos ser; se caso fossemos não assumiríamos tampouco abraçaríamos a arrogância que nos tenta. Palavras voam e somem…

Época ótima

Quando a bola caia de baixo do carro kkkkkk NO futebol de rua kkkkkkkkkkkk
Posted by Tô Rindo Pra Não Chorar on Sexta, 22 de maio de 2015

O que mais a infância deixou-me de saudade
Foi a maneira inventiva de lidar com a vida;
Quando acabava o prazer de comer iogurte
Começava o deleite de falar ao “telefone”.

André Anlub é nascido em Belém do Pará em 1971. Com menos de 1 ano de idade viajou em um Fusca 69 com sua mãe, sua avó e seu avô para o Rio de Janeiro, onde se criou nas praias, subindo em árvores, escalando montanhas e jogando muita bola. Cresceu na praça Edmundo Bittencourt (Bairro Peixoto), fez inúmeras amizades sólidas, teve contato com diversos artistas, shapers de pranchas de surf e artes de rua... Descobriu o mundo! Considera-se um "rabisqueiro" do mundo, um homem que voa, “poète maudit” e eterno aprendiz.

Dueto da tarde (CLXI)

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Dueto da tarde (CLXI)

Há voos nas coisas boas que duram pouco, e há o pouso nas ruins que duram muito.
Asas abertas podem ser apenas a súplica de um céu que fugiu.
Visão rasa para o que pode acabar bem, e olhos de Lince para o adverso do mundo.
Há pássaros que preferem caminhar. E outros que não mereceriam ser pássaros. Enquanto isso os ares esperam.
Homens caminham em círculos buscando respostas para perguntas mesquinhas enquanto outros acham respostas para futuras questões.
Primeiro as respostas, depois as questões. Responder ou não responder, eis a questão. Nenhum príncipe shakespeareano responde.
O sinal ficou verde e o tempo está bom; os braços abertos aos abraços e a candura e ternura dão as mãos.
Há voos para além do sinal aberto. Para aquém do sinal aberto, há ânsias.
Asas fechadas podem indicar descanso de quem muito as usa.
Olhos fechados podem indicar o sonho do voo, o voo no sonho, estar ali e não estar.
Agora homens caminham em linhas retas, com água, alimento, disposição; homens ca…

Escrevinhador de inteira tigela

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Escrevinhador de inteira tigela
(André Anlub - 18/4/13)

Não me observo mais em ingênuos instantes
Só quando as toalhas molhadas estão em cima da cama;
Onde está o meu sonho de morar numa praia distante?
- Perdeu-se ao preocupar-me com uns pedaços de panos.
Quero parar de procurar meus escritos perdidos
E meus livros rasurados que foram jogados à toa.
Deixei a paleta sem tinta e o meu colorir sem aquarela,
Deixei vazia a panela; não, não fui pescar na lagoa.
Disfarço e não vejo meus textos sem nexo,
Nem os sonetos sem rima de um sentimentalismo perplexo.
O meu ser já perdeu a transparência intacta,
Sendo um homem de lata sem coração nem reflexo.
Enfim, quiçá eu seja insano escrevinhador,
Que às vezes conduz a dor, deixando o amor conservado.
Mas naquilo com esmero é um deslumbrado sincero,
Que tem quentura e frieza no escrever que me presto.