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Mostrando postagens de Maio 31, 2015

Saudade da Bahia

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Tarde de 31 de maio de 2015

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Um guerreiro sem medo de ninguém é como coragem sem foco algum
(Tarde de 31 de maio de 2015)

Veio à precisão de preto no branco na paixão sólida, em um solavanco – estrondo – fôrma de ciclone. Fez-se uma entrega de quatro joelhos entre quatro paredes dada à condição no leito ardente de corpos em cólera e lábios que se mordem, línguas e motes que resvalam; sábios que emudecem e certas rotas que não se traçam e soltos aos destinos e entregues às boas causas voam em liberdade ao acaso de um soberbo desenho. Na peleja da vida seguem as almas em curvas nervosas, aflitas e atentas – prévias e posteriores de tudo que há. Dito e abraço, beijo e filho, achado e olho cerrado, há o emaranhado de pernas e cios em amores, em dores e temores que parecem o olho curioso que vivencia seu próprio viço ao ver e vir a cavalo. Trato feito com o destino. 

Pausa para reflexão: tudo na vida tem um preço. Disso não há dúvida. Mas essa tarifa varia de uma situação para outra. O que não varia é o barulho dela bate…

Dueto da tarde (CLXVI)

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Dueto da tarde (CLXVI)

Andorinha solitária brincando como muitas na ventania.
Ventos vêm e vão, se cruzam e ajudam nos seus balanços, na sua dança.
Contra a corrente, a favor da corrente, ela desacorrenta-se e vai.
Andorinha solitária ganhou bastante companhia... Agora brinca com pardais na imaginação:
Pardais não alcançam suas alturas nem aturam os ventos que para ela são afagos.
Por causa de seus voos audazes, extensos e altos, andorinhas têm poucos afetos, aparentemente. 
Mas não ligam aparências. Nem desaparências: se parecem desaparecer em euforia é porque os olhos dos pardais estão distantes.
De vez em quando descem ao mundo dos simples mortais, tem sua prole e descansam um pouco. Observam outras aves e batem o ponto como mensageiras do verão.
Ela se lembra disso e de tudo mais que está lá embaixo esperando que desça. Mas está tão bom o combate com o vento!
Nessa bela manhã tocou junto ao vento as mãos de um Deus. Pegou e levou para longas distâncias suas prosas poéticas.
Bela manhã: cinze…

Nós, caçadores

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Publicação by Jornalistas Livres.

Nós, caçadores
(André Anlub - 6/2/13)

Não exija demais do mundo,
Ele grita, cansa e se afasta.
Coloque suas botas de couro,
Aquele couro legítimo de cobra,
E percorra as estradas mais simples.
Grande parte dos nossos amigos
Não nos achou.
Mesmo os que se foram por vontade própria,
Acho que ainda são amigos,
Acho que ainda nos procuram.
Fomos caçadores em tempos idos;
Lembro-me:
- fomos a todos os encalços,
Algumas avenidas estavam sombrias
E entramos de peito aberto...
Nos perdemos, mas no final estávamos abraçados.
Nunca desisti de você e sei que nem você de mim;
Acho que agora entendo porque nos perdemos
Penso que seja por isso:
Um teste!
Certa vez no breu total
(pois não havia lua)
Só os uivos dos lobos
E outros seres que assustam.
Mal podíamos vê-los ou ouvi-los,
Mas estavam sempre a espreita
Falando mal da gente
Colocando um contra o outro,
Destilando a inv…