Postagens

Mostrando postagens de Junho 4, 2015

Quatro em Salvador:

Ponto de Vista da ISSImagens da Terra a partir da ISS.Climatologia Geográfica
Posted by Climatologia Geográfica on Quinta, 4 de junho de 2015

Quatro em Salvador:
(André Anlub - 26/10/13)

                   I
É no embalo do calor humano,
Arte que grita no urbano;
Salto das classes
Que falam aos ouvidos,
Destemidos artistas do azul infinito... 
É de sal e saudade,
De real e sonho,
Esperança e destino. 
                   II
(a merecer) 
O por do sol por trás do Farol da Barra,
É barra não me pôr à mercê
Do (so far) rol dos saudosistas.
  III
Moqueca e bobó de camarão,
Vatapá, caruru, azeite de dendê,
Sururu, acarajé, pirão e um assado cação;
Viver só é bem bom
Quando é mais, mas muito mais,
Que o bater de um coração.
   IV
Salvador de amor de sol generoso
E poderoso sal de mar de amar...

Denotando felicidade

Point Panics during yesterday's nice south swell. Bodysurfing Mecca.. Taken with a drone
Posted by Kenji Croman on Segunda, 1 de junho de 2015

Denotando felicidade
(André Anlub - 1/2/13)

É o bem-estar,
Bom bocado de beijos e línguas,
Lençóis de seda,
Travesseiros de pena de ganso:
Deixe estar - Doce delicia...

É bafo quente da donzela amada,
Garrafa cheia na mesa de cabeceira,
Vela que treme com a leve brisa:

Relógios derretendo,
Mil imagens daqui e dali;
É Dalí!

Salgado paladar -
Mordeu a língua e sorriu;
Pulou a janela e saiu nu pelas ruas
Cantarolando canções antigas
Denotando felicidade - vivendo.

Não consegue sorver arrependimentos,
É simplesmente impraticável
Arrepender-se de ter tentado
(tentado e tentado) 
Amar 
(mais, mais e mais).

Excelente evento a todos!

Imagem
O Lançamento da obra, confraternização dos autores, premiação, sarau e espetáculo dar-se-á em 04/06 no Teatro Ruth Escobar em São Paulo.





Sintam-se abraçados.

Dueto da tarde (CLXX)

Imagem
Dueto da tarde (CLXX)

A pálida luz de um sol tímido e a ânsia de mais, muito mais, que a pele contém.
Melancias se espalhando pela horta do jardim, meio-dia que bate à porta chamando quem queira vir.
A festa é pouca, mas dá para todos. Todos os que se contentem com um sol tímido.
Sorriso curto, música baixa, água de coco, canapés de sardinha; uma vidinha pacata que só presenteia a poucos.
A turbulência quer mais, muito mais. A turbulência tem que se contentar com o que recebe.
Mas ela não tem paciência! Quer usar turbante, burca, hábito, rakusu, kimono, andar nua na rua e tudo ao mesmo tempo abraçando a ciência.
Quem tudo quer nada tem, além da ânsia de tudo querer. Mas isso fica pra depois. Agora é a boca aberta.
Mas abre-se um porém: a luz pálida torna-se cálida, ganha muito mais brilho e segue um novo trilho em um novo trem.
É o que ela tem. Então a turbulência arma-se da paciência que não tem para ter com a impaciência alguma ciência.
Renova-se o dia e a partir de agora não há mais porta. R…

Divulgação:

Imagem

Dueto da tarde (CLXIX)

Imagem
Dueto da tarde (CLXIX)

A boca cheia de dentes, na mão os presentes e os passos alegres.
Uma expectativa satisfeita é uma nova expectativa esperando satisfação.
A conclusão pode ser sim – pode ser não. Mas já agrada.
Tudo que sirva para distrair o tédio é benvindo. Assim pensa o tédio.
De tudo um pouco – ou um nada – ou um muito. Mas já está de bom tamanho.
O bom tamanho que está ocupa todo o seu espaço – para o bem ou para o mal.
O tédio hoje faz efeito de dor na alma que ainda é muito viva e ativa. A rotina de ser neutro e de ser sempre faz efeito no seu ser que já morreu em surdina.
A boca cheia de dentes, na mão os presentes e os passados e os futuros presentes dados e recebidos.
Tudo faz surgir à expectativa do novo que nunca foi nada mais – nada menos que o velho que fez plástica e colocou peruca.
Pneu recauchutado, papel amassado desamassado, coisa desfeita feita novamente. Sem uma nova mente.
Deu-se a primavera, deu-se de novo um novo/velho reinado. A esfera girando e a cabeça e o corpo g…