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Mostrando postagens de Junho 8, 2015

Tarde de 8 de junho de 2015

Alzheimer: vídeo de 1 minuto mostra como são os sintomasUma associação que cuida e presta informações a pacientes com...
Posted by Vida em equilíbrio on Terça, 2 de junho de 2015
Doentes ou sadios... Somos sábios ao saber lidar com isso e aquilo. (Tarde de 8 de junho de 2015)
A enfermidade estava sarada, sem a necessidade de remédios caros, atendimento especial ou até mesmo palavras de baixo calão. Pegou o balão e foi ao céu, meditou alguns minutos e voltou sã. Hoje objetiva e distribui compreensão; hoje é menos submissa, na verdade é nada submissa e aprendeu a lidar com o “não”. Curandeiros foram ouvidos, religiosos, pais de santo, mães de casa, aprendizes, filósofos, numerólogos e até charlatões; ouviram bocas de Matilde, a mãe Joana (dona da casa), o Wally e o Waly... (o sumido e o Salomão), ouviram o cantar de aves raras e a galinha do João; houve também médico de plantão, pó mágico, forca, gilete, gás do botijão, elixir raro, sopa de tartaruga e de barbatana de tubarão, ninho de pá…

Dueto da tarde (CLXXIII)

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Dueto da tarde (CLXXIII)

Pegadas na areia entregam o teu passar; o pôr do sol é só um adereço.
Tudo tem seu preço e o que mereço é pagar/apagar todo o anterior para ter o agora.
O amanhã jamais chora... O hoje talvez. Vou lá fora – vou-me agora – vou à forra com esse tal de “outra vez”.
Repito a repetição. Crepito como um tição. Medito com a lição. Mas sou meu único professor.
O mar me sussurra um tanto... Finjo não escutar; o céu me pede para esperar... Então bem alto eu canto.
Sou mais uma pegada na areia. Não para rimar com as tuas, mas para encontrar minha praia.
Talvez a solidão de um lugar deserto e breve: sol, sal, conchas, pedras, mariscos, peixes inquietos e o silêncio de uma brisa leve.
Caminhar para ver. Ter olhos nos pés para ver. Um dia chego. E se o apego permitir, um dia fico.
Observo sua pegada se apagar... Fico com um ligeiro receio, pois a vejo somente indo e se perdendo no horizonte, ao longe, levadas pelo nosso mar.
Não me afogarei na desilusão. Nem me bronzearei em uma cert…

Manhã de 8 de junho de 2015

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Versos jovens, versos encanecidos... Sempre uma nova leitura (Manhã de 8 de junho de 2015)
Explodiu a verdade de modo ímpar e madre pérola; denotou a beleza com a certeza da simplicidade. De intensidade absurda ecoa uma expressão de amor... Os planos estavam na mesa, à bebida, o alimento, a lente de aumento para entender as entrelinhas, e charuto cubano de cheiro maldoso. O verso voa de forma clara para o entendimento total; o verso pousa de forma absurda, obscura, para o entendimento total. Liberal ou não, algo raro estava no pedaço. Projetei em você um Eu ainda perdido; mas não deu certo. Desenhei em você o mapa da mina perdida; também não funcionou. Quis realeza... e tive. Quis destreza... e tive. Quis até o que nunca quero... e tive. Tive o cuidado de querer somente o possível... Pelo menos aos domingos, no resto da semana não. Abri o vinho mais caro, fiz o meu melhor prato, deixei o rato roubar as migalhas e os pássaros à vontade cantarem; deixei no forno um assado; deixei na panel…

Mãe dos libertos

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Mãe dos libertos 
(André Anlub - 10/5/14)

Lá tem tudo e é para quem tudo quer mesmo,
Tem aconchego para moleque travesso,
Também tem o avesso da escuridão.

Tem aquele odor de fruta madura
Que quando ainda verde lhe coube o flerte...

E assim, de repente, pousa contente,
Saborosamente na palma da mão.

Lá tem história com nostalgia,
Tem o poder da cria num belo cordão.

Tem lá o calor e águas de vida,
E intensa ventania, mas só quando há fervor.

Lá tem a mãe, tem a vó e a filha,
Tem a imaculada magia – procriação.

Existe o amor – alegria – harmonia,
Existe o sim e o certo ao ensinar com o não.

Enfim lá tem tudo na fidúcia do afeto
Aos olhos do reto (segurança e abrigo);

Onde prevalece a bonança não há oprimido,
Genitora dos deuses, mãe dos libertos.