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Bloquinho de papel de pão

Apenas vejam isso:
Posted by Daniela Lima on Terça, 9 de junho de 2015

Para não engordar,
Não é preciso fazer piti,
Basta apenas trocar
Seu petit gateau
Por petit pois.

Bloquinho de papel de pão
(André Anlub - 22/3/14)

Viagens na forma e na cor,
De contornos vê-se a alvura das nuvens 
E o livre leve nacarado da flor.

Esparramando nas entranhas,
Eis entranhas que fulgem:
De paixão e luz tamanhas
Que aqui e ali nomeamos de amor.

Sonhos que voam e pousam num flash,
Longínquas dimensões são transpostas
Nos pífanos porretas do agreste.

Segurando um ínfimo lápis mal apontado,
Com a borracha aos pedaços no outro extremo
- Desenha a clave de sol - escreve um belo soneto
Num papel de pão amarelado.

Dueto da tarde (CLXXIV)

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Dueto da tarde (CLXXIV)

Menina solitária olhando a solidão pela janela e vendo mais que a solidão.
Vê argumentos, versos sedentos; vê o instante sempre rompante e as roupas voando no varal.
Vê o que não vê mas está lá. Como a alma, como a sombra da alma.
A janela é sua caixa de Pandora, e pensa que está mais que na hora de fechar e jogar a chave fora.
Pensa. Mas só pensa: não afasta um milímetro que seja a sua solidão da “saída” que encontrou/desencontrou.
Sorri timidamente, mas quase chora. Quer passar uma imagem positiva, pois sabe que o sol a adora.
O sol é sempre o mesmo. Ela não é sempre a mesma: às vezes esquece que o sol é sempre o mesmo.
Os olhos brilham encharcados refletindo a solidão do céu. Pensa: os olhos do céu devem brilhar olhando a minha.
Pensa. E se compensa com os pés flutuando na terra, com os pés firmemente flutuando na terra.
Queria entrar na varanda do céu, abrir a porta do infinito, abraçar o sol e só.
Querer é poder... entender os limites do desejo. E da ânsia. E da sofr…

Nossos Litígios

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Nossos Litígios
(André Anlub - 19/2/11)

Pelos nossos próprios litígios
Tentei organizar nossas vidas,
Apagando insensatos vestígios
E acendendo e excedendo as saídas.

No doce ninho que mesmo em sonho,
Onde criamos rebanhos, rebentos,
Em águas límpidas que fazem o banho,
Depurando em epítome nossos momentos.

Amontoando em vocábulos incertos
Vejo e escrevo em linhas tortas, n'alma.
Optando por esse amor na justa calma,
Nas brigas que expulsam demônios e espectros.

Mas na sensatez do amor verdadeiro,
Vi-me lisonjeado por ser o primeiro...
O real, fiel e o ardente.
Sou o qual lhe agarra a unhas e dentes,
Sendo o mais perfeito da paixão mensageiro.

Mesmo se somassem todos os números e datas,
Secassem todas as águas do planeta,
Encharcando sua face que no ápice da tormenta,
Sempre responde com lisura imediata.

O ardor do âmago do seu ser 
acabou escrevendo minhas linhas, 
nesse bem querer de minhas rinhas,
Só, e mesmo cego, posso lhe ver.