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Mostrando postagens de Junho 10, 2015

Post Vitam

O Rio de Janeiro foi a cidade que mais recebeu navios negreiros no mundo. "Quando chegava, você era tratado como animal. Se não era jogado na vala para morrer de fome ou da doença que trazia do navio, era levado para a casa de engorda, como engordar um animal para matar no fim do ano. Não tinha respeito de ser humano para ser humano", disse historiadora.O Caminhos da Reportagem retratou os ecos da escravidão, assista na íntegra: http://ebcnare.de/1IyMXxM
Posted by TV Brasil on Domingo, 17 de maio de 2015

Post Vitam
(André Anlub - 28/3/13)

É intrusão essa voz na minha cabeça
Repetindo por horas e horas
Em diferentes idiomas.

São crianças, mulheres,
Homens e idosos.
Vozes roucas – vozes loucas
Sussurros e gritos.

Às vezes emudecem,
Mas em curto tempo voltam.

Vozes eufóricas que dizem coisas desconexas...
Falavam de amor,
De entrega;
Falavam de salvação,
Companheirismo,
Tudo que pra mim já estava enterrado.

Criticavam-me – bajulavam-me,
Jogavam rosas e depois pedras.

Por fim, desisti!
Aceitei as vo…

Borbulhas internas (março/2009)

Clique e confira este episódio na íntegra >> http://bit.ly/GREgoriOGregorio Duvivier conversa com Laerte sobre a...
Posted by Canal Brasil on Quarta, 10 de junho de 2015

Borbulhas internas (março/2009) (Márcia Poesia de Sá e André Anlub)
Tua língua, famigerada alma Que me adentra os ouvidos Embora surdos, mas sensitivos Aquecem os sentimentos Enobrece a libido Acalmam tormentos Evolucionam hormônios Pintam os dias em “gray” Enquanto te vejo em meus sonhos Tudo absoluta certeza Sentimentos, fraquezas Calafrio desumano O homem liquefeito de desejos A mulher, o maior de todos os defeitos O abraço a perfeição em devaneio... Transformam dias em noites Água em pedra Teu amor em verdade E um poema com total serenidade.

Dueto da tarde (CLXXV)

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Dueto da tarde (CLXXV)

Cheia de fases e quieta, como a lua, a coruja viúva somente observa.
Seu longo histórico de observações leva a pensar. A coruja viúva adora ser levada a pensar.
Observa – pensa, pensa – observa... poderia (caso quisesse) ficar presa nisso e nessa até o sol raiar.
Mas até as corujas sentem fome. Encosta a filosofia num canto do galho e alça voo silenciosamente.
Voa rente e alerta, silenciosa e esperta, e caça o coelho que sai de seu abrigo, pois tinha hábito notívago.
Coelho perde a vida para que coruja continue vivendo. De volta a seu posto de reflexão, entrega-se a meditar.
Entre um som e outro, imersa na penumbra, tenta tirar o cochilo... Em vão! E vão em diversa direção seus olhos gigantes que não relaxam. Em suma: suma noite para que a coruja durma.
Vá embora agora isso que decora a mente com reflexos complexos. Quero descansar! Mas a imagem do coelho apavorado não lhe sai da cabeça.
Parodiando Suassuna: matar coelho dá um azar danado. Sobretudo para o coelho. 
A caça…