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Mostrando postagens de Junho 15, 2015

Ao amor livre

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Ao amor livre 
(André Anlub - 17/2/13)

São muitas as trajetórias do amor,
Notórias escolhas, erradas ou certas.
O sentimento que navega em diversas veredas,
Em caravelas sem rumo
Nos mares inóspitos
Sob o fogo e as flechas.

Há a calmaria do coração silencioso,
Inimaginável adaptação da estrada.
Por onde em sonhos andamos felizes,
Cantando e admirando a natureza.

Também há aquele amor que irrita
E fica na mira dos dedos apontados...

Dos velhos julgamentos,
Das incontestáveis indelicadezas
E umbigos gigantes...

A inveja que beira o pérfido,
A repugnância e a avareza.

Mas de nada adianta, pois é sobre o amor que se fala, e em decorrência dele vivemos.

Eis a paixão palhaço,
Em que coloca-se alegre o nariz vermelho,
Armando o circo no leito
E apertando o peito, 
De jeito (suando as mãos)
Livres dos “nãos” e dos preconceitos.

Vespertinos...

O "macho alfa-jurubeba" mais porreta (e sincero) do Brasil, Xico Sá é o convidado de hoje de Lázaro Ramos, no Programa Espelho. Confira, às 21h30.Veja um trechinho desse papo: http://bit.ly/XicoSÁ
Posted by Canal Brasil on Segunda, 15 de junho de 2015

“Não troco o meu "oxente" pelo "ok" de ninguém!” - Ariano Suassuna 

No embalo:

Gosto de falar “brother”; mas gosto ainda mais do “mermão”.

Só há duas maneiras aceitáveis de uma pessoa ficar sabendo da vida particular do outro: o outro contando e/ou trabalhando no Censo.

Prato bem Brasileiro: 

Caldo de inércias social e cultural, com folhas de "comigo ninguém pode" com raiz de “só eu tenho razão”; pitadas generosas de bocas nervosas, “reclamonas”,  e acomodação! Lembrar-se de tirar a “ação” da receita, pois deixa a mesma com gosto salgada do suor. 

Para não ser prolixo: a meu ver a pessoa colhe o que planta no âmbito machista, ou não. Todos tem o direito de "usar" o corpo como bem entender, e ne…

Madrugada de 15 de junho de 2015

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Dizem que tudo aquilo deu em nada; mas se deu, já é alguma coisa.
(Madrugada de 15 de junho de 2015)

Olho para um lado e olho para outro; vejo um muro alto – obstáculo – soltando seus tentáculos em um peso morto - não vejo nada novo -; e a essa altura do fato já estou farto do mundo me faltar o respeito e não ter, pelo menos peito, de se retratar. O melhor agora é abrir uma Coca-Cola ou um guaraná. Aceito palpite de quem me quer bem, quem está ao meu lado, dá opinião no meu sapato, na blusa, meus anéis e além; aceito o “spoiler” da próxima peça de teatro, do filme de hoje na sessão da tarde, das minhas contas no fim do mês. Quero sim saber o fim, não vejo problema algum nisso. É comum conhecer o final, é tão comum que o livro mais famoso do mundo funciona assim... Agora senti! É cheiro de jasmim; germina no seu ínterim, dá-se vivo no início imperceptível – abrolha –, e acalenta lentamente a mente, as narinas e a posteriori a alma. Não fazia parte dos planos os roubos no pouco tempo vivi…

Mãe dos libertos

Verdadeiro localismo. O resto é apropriação ou uso compartilhado.Verdadeiro "localismo". O resto é apropriação ou uso compartilhado.Curta: Ecosurf
Posted by Ecosurf on Sexta, 1 de maio de 2015

Mãe dos libertos     
(André Anlub - 10/5/14)

Lá tem tudo e é para quem tudo quer mesmo,
Tem aconchego para moleque travesso,
Também tem o avesso da escuridão.

Tem aquele odor de fruta madura
Que quando ainda verde lhe coube o flerte...

E assim, de repente, pousa contente,
Saborosamente na palma da mão.

Lá tem história com nostalgia,
Tem o poder da cria num belo cordão.

Tem lá o calor e águas de vida,
E intensa ventania, mas só quando há fervor.

Lá tem a mãe, tem a vó e a filha,
Tem a imaculada magia – procriação.

Existe o amor – alegria – harmonia,
Existe o sim e o certo ao ensinar com o não.

Enfim lá tem tudo na fidúcia do afeto
Aos olhos do reto (segurança e abrigo);

Onde prevalece a bonança não há oprimido,
Genitora dos deuses, mãe dos libertos.

Dueto da tarde (CLXXVIII)

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Dueto da tarde (CLXXVIII)

Você sabia o tempo todo que o tempo todo você não sabia.
Era a certa incerteza de uma sincronicidade da mais pura idiossincrasia.
Insistia porque era isso, um modo pessoal de funcionar. Funcionava?
Você sabia de quase tudo e o quase tudo sabia de você... Mas não era o bastante.
Nunca é o bastante quando uma pessoa não sabe e sabe que não sabe.
Satisfatório a ela é ela pensar que sabe. Ou até mesmo saber; insatisfatório ao mundo é ela pensar que sabe.
O mundo não sabe o que ela sabe. Mas está sempre insatisfeito. Formam um par perfeito.
Na obscuridade ela sabe claramente onde fica o lume... Sai louca, obstinada e ágil floresta adentro trocando a pilha dos vagalumes.
O mundo gira porque os loucos são “giras”. O mundo vai adiante porque ninguém para. É o que ela sabe.
Por saber de tudo ela não lia mais seus livros, não conversava com amigos, não esperava o nascer do dia e com nada se entretinha.
Ela já se tinha. Ela/você. A pessoa/uma pessoa/você já se tinha. Com tudo isso…

No Silêncio do Nada

Melhor cena improvisada de TODOS os tempos!
Posted by AdoroCinema on Segunda, 5 de janeiro de 2015

No Silêncio do Nada (Por nada não)
(André Anlub - 3/8/10)

Escrever é expressão, é dar pressão e se exceder.
É no viver levar o mesmo com mais emoção.
Aos que temem a caneta:
Fiquem imbuídos de lançar a flecha
E terão a certeza de acertar pelo menos um coração.
Os pensamentos são mutáveis,
Assim como a inspiração.
Variam conforme o dia, o clima,
Moldam-se de acordo com o humor,
Com a razão e a dor.
Por isso, ninguém jamais poderá mudar a escrita!
Ela, por si só, já é mutante.
Isso que a torna sempre viva
E deveras interessante.
O renascer a cada segundo 
faz-nos pensar em Coisas novas – novos temas.
Migramos de um ser com o âmago quase Moribundo, 
para aquele que ilumina com sons, artes e poemas.
Faço essas anotações num domingo, madrugada,
Flagro-me escrevendo com os olhos quase fechando 
sob a luz da cabeceira, dentro do silêncio do nada.
Pingos que caem ao chão,
Nuvens nublando o tempo que se arrasta
Em um céu …