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Mostrando postagens de Junho 16, 2015

Nua em pelo, no pulo e num palco

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Nua em pelo, no pulo e num palco     
(André Anlub - 28/11/13)

Nadando no gélido lago foi encontrada
(Feliz e pelada) com os pelos arrepiados,
Seus belos cabelos negros cacheados,
E como seria imaginável...
Cantarolando aquela lacônica balada: “...you can’t always get what you want...” - olhos esbugalhados, olhar simplório... perfil de romântica rebelde
Com a sensação de estar nada errado.
- Seria assim que eu a descreveria! E é assim que ela é!
Entre os dias que se passaram em sua vida,
Estão de um lado algumas horas que se petrificaram
Na sensação de não seguir um vil modelo.
Na outra ponta da história (não menos importante)
Fica o momento: replay - déjà vu - oposto de um pesadelo.
Quase sem querer, de repente por estar mais magra,
A aliança caiu no ralo.
(num estalo a lágrima sem jeito a seguiu).

Dueto da tarde (CLXXIX)

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Dueto da tarde (CLXXIX)

O palácio limpo e decorado, ouro e joias brilhando e o coração apertado em um pequeno espaço.
O coração é uma casa simples e quer continuar sendo uma casa simples.
A mente, por sua vez, é proprietária de um desmesurado terreno. Vai além das fronteiras, além das barreiras do espaço-tempo.
“Caber no seu espaço” – nada além de um bom sensato conselho tomado por maldição.
“Cada macaco no seu galho” – mas que problema! E se o macaco prefere morar em uma caverna ou em Ipanema?
Depois pede para outros macacos quebrarem o seu galho. Pedido ocioso: o galho vai quebrar com o peso da caverna, com o peso de Ipanema... 
O palácio continua intacto – limpo e solitário –, sem uma morta ou viva alma.
E o coração continua pequenino, oprimido, sufocado, sem ocupar o seu espaço.
Pensou em uma solução simples e clara para os dois casos: repartir/compartilhar o palácio – entregá-lo ao povo, aos menos abastados.
Por dois minutos os menos abastados foram felizes, na sua imaginação. No terceiro,…

Manhã de 16 de junho de 2015

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Quem sabia o sentido da vida pegou o caminho contrário... Só para divertir-se.
(Manhã de 16 de junho de 2015)

Ele pode discorrer à vontade; na verdade, até o sol raiar... Caso queira! Ele pode ver o resultado de todos os meus pensamentos, até os que ainda não tive. Pode fazer julgamentos e entreter-se comigo, correr na minha frente nas minhas corridas triviais, chorar ou rir das minhas palavras banais, e nos anais da minha assistência, onde reside minha paciência... me persuadir. Ele pode mas não faz; está cá e lá, foi a Noronha e nem me chamou. Safado! Contou-me da onda batendo no rosto e no corpo, da água gelada, da mulher de topless e o tempo mais que maravilhoso. Fiquei com inveja, confesso. Fiquei com remorso de pela manhã não ter aberto a gaiola da mente e deixado, pelo menos, ela ir com ele. Assim me sinto inaudível, quase que aquela famosa gota no oceano; mesmo assim tenho voz – pouca – mesmo que seja um murmúrio... Pois tenho a mania de ter o sestro de ter o hábito – moda – rot…