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Mostrando postagens de Junho 17, 2015

Manjando o Kilimanjaro

Marque o seu amigo que adora escrever!Às 21h30, no Sangue Latino, a escritora chilena Alejandra Costamagna define o que, para ela, é ser escritor. Não perca!Veja mais: http://bit.ly/cOstamagnA
Posted by Canal Brasil on Quarta, 17 de junho de 2015

Manjando o Kilimanjaro
(André Anlub - 27/4/14)

Tanto tempo contemplando a inventiva montanha:
Mais tarde, quem sabe, a alma fale e olhe com olhar sedento;
Quem sabe exprime, em música e rima, a saudade e o lamento.
Mais tarde, quem sabe, tal angústia suave e em silêncio,
Desça sem freio e molhe o meu cúmplice de pano...
(meu travesseiro)

Submerso nas ilusões das palavras de tintas e nos fios de seda,
Procedo com medo, arredio, e coração cheio de ar, de vento, de ventania...
(porém, vazio).

Ficou tarde e agora troca-se o chá verde de menta
Por um copo cheio de camomila;
(quem sabe uma taça de vinho).

As torradas com mel e gergelim,
As estrelas da noite ou de um céu, enfim,
Quase tudo de quase todos,
Sumiram com a escuridão da saliva seca da saudade...

No céu da…

Para ponderar...

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Maria Rita Kehl: Justiça ou vingança?

Sou obrigada a concordar com Friedrich Nietzsche: na origem da demanda por justiça está o desejo de vingança. Nem por isso as duas coisas se equivalem. O que distingue civilização de barbárie é o empenho em produzir dispositivos que separem um de outro. Essa é uma das questões que devemos responder a cada vez que nos indignamos com as consequências da tradicional violência social em nosso país.

Escrevo "tradicional" sem ironia. O Brasil foi o último país livre no Ocidente a abolir a prática bárbara do trabalho escravo. Durante três séculos, a elite brasileira capturou, traficou, explorou e torturou africanos e seus descendentes sem causar muito escândalo.

Joaquim Nabuco percebeu que a exploração do trabalho escravo perverteria a sociedade brasileira –a começar pela própria elite escravocrata. Ele tinha razão.

Ainda vivemos sérias consequências desse crime prolongado que só terminou porque se tornou economicamente inviável. Assim como pagamos…

Dueto da tarde (CLXXX)

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Dueto da tarde (CLXXX)

Faço minhas as minhas palavras, sem requerer direito autoral.
Faço parte da arte pintada, escrita e falada – solta na estrada, na água e no ar.
Tenho compromisso com o que é meu, mas não sou dono de nada. Meu verso não está escrito na pedra nem a pedra é meu túmulo.
Ando e penso rápido – corro, paro e medito – estagno; a arte cresce nas duas formas, oxigênio e sonho.
Qualquer passante parando e olhando é apenas um passante parando e olhando. Se eu sigo, é por mim. Se estou ali, não é por ele.
Para os caolhos olhos alheios faço vista grossa; pego o martelo, formão e a grosa e vou rapidamente lapidar o meu mundo.
Pode ser que eu seja também um caolho. Mas não peço emprestado a vista de ninguém. Nem a prazo.
Pode ser que eu seja também um atraso, ou uma pressa... Mas não me apresso, tenho apreço nos detalhes dos entalhes da alma e da carne.
O que é meu é suficiente meu para que me deixe tranquilo não me adonando de nada.
Nesse final de tarde, durante a vespertina boemia, con…

Nos varais

Here's a video from Aric Improta. It's a song called, "My Son, the Leopard" that he collaborated on with Cameron McLellan (Bass player of Protest the Hero/Producer of both Interval's and Protest's most recent records). Aric's Meinl Cymbals set up from left to right, if sitting behind the kit, is as follows: - Byzance 14" Traditional Medium Hihats - Byzance 10" Traditional Splash  - Soundcaster Fusion 22" Powerful Ride - Mb10 19" Medium Crash(-Chris)
Posted by Meinl Cymbals on Segunda, 15 de junho de 2015

Nos varais
(André Anlub - 20/9/10)

Nos varais o ardente dos verões,
Carros passam no asfalto emanando calor.
Pobres pés descalços vão estender roupas,
Loucos com seus vieses, variações e viagens.

Varais com varas de bambu - apoiam-se...
Chegam a confundir os olhos ligeiros,
Quem estaria apoiando quem?

Varais das Valerias e Veras,
De coloridos poéticos,
Eternidades efêmeras,
Momentâneos de eras.

Nos varais frígidos dos invernos,
Casacos acenam com o v…