Postagens

Mostrando postagens de Junho 23, 2015

Velho novo dia

Marcelo Tas e Laerte debatem sobre o fim da televisão atual e as novas oportunidades que surgem a partir desse...
Posted by Canal Brasil on Terça, 23 de junho de 2015

Velho novo dia           
(André Anlub - 17/10/14)

O sol surge lá ao longe no horizonte,
E galos cantam nos quintais de alguns casebres.
Pequenas crias nos seus ninhos são nutridas,
O João de barro dá início à construção.
Buzinas frenéticas travestidas de bom dia
Berram e ecoam despertando a multidão.
Pernas caminham para as suas árduas labutas,
Indo à luta sem saber quem vai vencer.
Mil estorninhos fazem balé ao som do vento
No mesmo instante que mil homens estendem a mão.
Olhos abrem e fecham ao tocar de amantes bocas;
As alianças vão fazendo a morada em dedos,
E vão-se brilhos, vão-se os sons e vão-se os medos...
E dá-se o ensejo da sagrada comunhão.
Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa. 

Não vim ao mundo para durar; 
quem dura é pilha de marca e conselho de avó; 
vim ao mundo para fazer o que gosto, 
ser feliz e ter qualidade de vi…

Inocente e réu

Год литературы в РоссииМежпрограммное оформление телеканала "Культура"
Posted by Телеканал "Культура" on Segunda, 2 de fevereiro de 2015

Inocente e réu
(André Anlub - 21/12/10)

Andei por caminhos difíceis
(sombrios e íngremes)
Descobri a esperança e o renovar de cada andança
(caridades e crimes)
Peregrinando e observando no caminho
Pássaros que vão e vem
E seus gravetos nos bicos.
Lembro-me de outras épocas,
Ninhos de cantos e gemidos...
Vida de baixos e apogeus.
Ah! sinto saudade, sinto o perdão que outrora não conhecia. Aprendi durante esses anos vividos
A amar e saciar a quem me sacia.
Aprendi a doar-me mais e cobrar menos,
Ser moderno amando o eterno e ser bom aprendiz.
Aprendi a conter minha raiva, ter paciência,
Pisar em ovos e passar feliz.
Nesse caminho, sob a luz da lua, declamo mansinho os Versos teus... 
O vento mexe as margaridas
Campos de trigo - minha vida (baú de amigos).
Em outra vida devo ter sido rei, 
Talvez um nobre, 
Bobo da corte ou um plebeu.
(de nada importa!)
Na pai…

Flecha estimada

“Há quem tenha medo que o medo acabe” – Mia CoutoEm tempos de conservadorismo e retrocesso, de ataque aos direitos...
Posted by Ivan Valente on Domingo, 21 de junho de 2015

Flecha estimada       
(André Anlub - 23/3/12)

A flecha sai sem perigo,
Mas atinge certeiro o peito.
Faz da idolatria o seu jeito,
Pois não há escudo ou abrigo.
Empíreo foi miragem da vida,
Largando as inúteis tristezas;
Erguendo o amor, realeza,
Tem-se ausência da ferida.
Com rugas da concupiscência,
Transforma a paixão em excelência.
O calor mais ameno agora.
Consorte na alma e espírito,
Sussurro que se trocou pelo grito,
Velando o amor que aflora.

Preconceito é retrocesso!

Imagem
Casa de Oxumarê:



Incoerência é pouco: 
Doutrinam, mesmo que implicitamente, uma criança a ter fobia/preconceito pelo "diferente", e depois ela cresce e sofre discriminação e até risco de vida porque escolheu um "igual" como companheiro.

- André Anlub


"PMs forjaram versão e até testemunha para o crime."


Leia aqui:http://www.brasilpost.com.br/2015/06/23/morte-travesti-laura-vermont_n_7643948.html?ncid=fcbklnkbrhpmg00000004

Manhã de 23 de junho de 2015

Imagem
Vida ou vidinha ou vidão... Seja o que for não ponha sua mão cheia de imundos dedos
(Manhã de 23 de junho de 2015)

Anima-se, que o ânimo é quente, o ânimo é rio e o desanimo é frio, o desanimo não deve ser vigente, mas é vil gente... Vejo essa gente doente, intriguista, entreguista, manipuladora mil e baixa, que se abaixa e se encaixa, e se enjaula nas grades da sarjeta, ao alimentar-se de apontar seus dedos de meleca, de cera de ouvido, de sujinho de merda, pois limpou rápido o rabo, lavou mal as mãos para ir correndo contar a última aos idiotas de plantão. Gente que não queremos por perto, e graças aos deuses não estão, e nessa ocasião devemos comemorar, pois não somos irmãos siameses, devemos rir e cantar, e estar extremamente contentes, pois quero e gosto quando essa gente se afasta... Vou colocar o Gil na vitrola cantando “Pessoa Nefasta”. As luzes dos postes nas ruas fazem companhia uma para as outras. As poças d’água são espelhos e servem de bebedouro aos ratos que passam ligeiro…

Coração de um ser otimista

Lupicínio Rodrigues foi o responsável por popularizar o termo "dor de cotovelo" com suas canções sobre decepções...
Posted by Canal Brasil on Segunda, 22 de junho de 2015

Coração de um ser otimista
(André Anlub - 23/2/11)

No lume de caminhos claros,
Em ruas bem calmas,
Ao som de pianos clássicos,
Sigo com passos certeiros.

Vejo roseiras em alfobres,
Perfumando o nariz distraído,
Adornando em insano colorido,
O preto e branco da tempestade.

E na fotografia da mente
Que, enfim, a memória revela,
Com efeitos da primavera
Vejo a janela da realidade.

Risquei do foco a tristeza,
Fiz macro nos suntuosos detalhes;
Acolhendo os desprovidos na sina,
Regando o tempo na filantropia.

De cada gesto altruísta
Eclode nova majestosa flor,
Embelezando o jardim escondido
No coração de um ser otimista.

É nessa paz

Imagem
É nessa paz         
(André Anlub - 26/11/12)

É nessa paz que me entrego
Navego
Desbravo
Envergo
Não quebro
Não largo.
A paz de batalhas
Conquistas
Navalhas
Equilibristas.
Paz que me atrevo
Arrisco
Arisco
Rabisco
Meu trevo.
É nessa paz que escrevo
O que devo
Vejo
Viso
Vaso
Viajo
Invejo
Piso.
É nessa paz o lampejo
Que ofusca
O fosco
Que se perde
Se busca
Se bica
São tolos
São todos
E eu mesmo.