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Mostrando postagens de Junho 24, 2015

Águas do sul

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COR INFORMA: - De acordo com Marinha do Brasil, ondas entre 2,5 e 3,0 m podem atingir o município do Rio, até às 21h de...
Posted by Centro de Operações Rio on Quarta, 24 de junho de 2015

Águas do sul      
(André Anlub - 22/1/14)

Correm as águas nervosas e frias,
Delas, tuas e minhas, na prontidão da montanha.
Descem céleres, loucas, carraspanas
Que a tua, a dele e a nossa menina bonita se banha.
Nas suntuosas curvas dos teus eixos
Levam e trazem histórias. Despencam, esculpindo rochas, lixas de raça que movimentam os seixos.
Do céu são águas de eterno espelho
- Se tem céu azul, dança o azul em ondas.
Do nascente ao ocaso, 
dá ao acaso (laranja, amarelo, vermelho)
Ao som de milongas
Nasceu em águas apaixonantes (disse alguém) a poesia
Num cenário emoldurado que consagrou a cria. 
- Entre cantos, entre tantos, por ironia... 
este poeta de amor sofria.

         Eu na cachoeira do 13 em Itaipava (1994)

Lançamento "Inspiração em Verso"

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"Temos o prazer de lhe convidar para o lançamento da Antologia “Inspiração em Verso II - 2015”, que acontecerá em 26/06/15.
Entrada: 2 quilos de alimentos não perecíveis. Os alimentos serão doados à Associação Beneficente e Cultural da Comunidade do Hospital das Clínicas de São Paulo, e contaremos com a presença da Sra. Rute Costa Sobrinha, Presidente da associação, compondo nossa bancada.
Nesta noite de lançamento teremos 2 escritores(as) contemplados com o sorteio da edição de um livro solo totalmente gratuito, quem sabe você possa ganhar a edição de um livro só seu.
Regras para os sorteios:
1º Sorteio: Os autores participantes da antologia concorrem ao sorteio da edição de 1 livro solo gratuito. O direito é garantido a todos os autores, independente de estarem no lançamento, conforme regulamento. O contemplado com a edição do livro solo será o autor que possuir um de seus poemas/textos na página respectiva ao número sorteado da centena completa. O autor contemplado não poderá partici…

Dos puros ares

Qui est CHAUD pour essayer ?!
Posted by PureBreak on Terça, 23 de junho de 2015

Dos puros ares

Encontrei-te em um dia frio,
No desvio que peguei na vida;
Enfim fechei a penosa ferida 
E a paixão tomou conta do ar.

E esse ar de ingênuo sonhar
Penetrou pelas quentes narinas,
Invadiu meus pulmões, fez inflar,
Chegando à corrente sanguínea
Como um rio que desagua no mar.

Não tem mais vil acordo
E no meu sangue que estanca 
– acordo da vida vazia –;
Corto a corda da forca fria
E flerto com a flâmula branca.

André Anlub (20/5/13)

Dueto da tarde (CLXXXVI)

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Dueto da tarde (CLXXXVI)

A rosa vermelha esperando o que as rosas vermelhas esperam sob o sol poente.
Pendente, pedante, laranja madura no horizonte; vai-se ao longe por detrás do monte.
O calor da expectativa de um último beijo do sol que se despede.
A rosa prosa posa de boa moça, solta um breve e denso perfume intenso que de nada serve
Mas que serve ao encantamento como o encantamento serve... ou não serve. E este é todo o serviço de entender.
O sol se despede e deixa o enfoque de tom bem leve, em pintura de Van Gogh, todo o inverso de um arrebol.
O céu chama uns vermelhos para completar-se. Disso a rosa vermelha entende bem.
As estrelas fazem fila para se mostrar. Disso a noite negra entende bem.
Se há desentendimento, perde-se – por um momento – nos entretons da sutileza que se dilui.
A rosa fecha os olhos e interrompe seu flerte, mas o sol não dorme e brilha uniforme do outro lado do globo.
A rosa não tem certeza disso, mas confia em que amanhã sua paixão retorna. Que mesmo agora sua paixão…

Várias cores formam você

La gente es Genial 󾌧
Posted by Genial on Quarta, 10 de junho de 2015

Adoro sentir o orvalho e a chuva do final da tarde,
Namoro a lua em alarde com cheiro de pão de alho.
Sei que no abissal, onde habitam a alma e a verve,
Só se banha e se ferve quem comete o mergulho imoral.

Várias cores formam você      
(André Anlub - 3/2/09)

No desígnio perfeito do amor
Sempre calmo – sempre esperto,
Com sua presença por perto
Nunca frio dum eterno calor.

Seus olhos o céu, rosa da sua boca,
Corpo de louca e cabelo o véu.

Mãos de plumas quando tocam,
Caminhar estonteante,
Brilham num estante 
No meu coração de amante.

Magia das palavras que diz... (sabe o que dizer)
Consegue breve o querer, meu coração sempre a quis:

- Seus cabelos pretos brilham
- Sua pele branca reflete
- Seus olhos castanhos enobrecem.

Sua boca rosa de veludo
(nossa! não canso de comparar)
Admirável narizinho pontudo.

Um queixo, lindo, um beijo e um pescoço macio,
Visível corpo sadio fez-me gostar mais de você.

Suas mãos macias, maças, (novamente comparan…

Imoral

Não tem como não chorar. Os familiares de algumas das nove vítimas da chacina em uma igreja da comunidade Afro-Americana...
Posted by Klebson Kollins on Sábado, 20 de junho de 2015

Imoral       
(Andre Anlub - 12/3/10)

Dos fascínios de uma única pura sorte,
Entrando em uma farta imensidão.
Preparando-me para o seu ego absoluto:
- estou chegando maior que o mundo e menor que a palma de sua mão... quero ser dono da sua alma, do seu coração; um pouco do absurdo de nunca ter tido uma vida pura.
Da pureza que lhe é rara e na redundância de minhas palavras, friso-as bem, antes que emudeço.
Suga tudo que é de bom de tudo
E do seu próprio sangue, mesmo que ralo:
- Assim que é falha, assim que é fogo
Pois assim na palha, tudo é um jogo.

(incendiou a sua casta)

Caminhada perdida e alma penada,
Feliz, de encontro ao avesso.
Nunca há derrota, pois de certo a merece.
Em todos os seus pecados, padece.
(Imoral, impura, inquieta, imortal)
Uma vida de lama se perpetua,
No desdém que sua chama queima,
Colecionando paixõe…

Tapete vermelho do amor

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Tapete vermelho do amor

Saiu a lista dos apaixonados do ano
nem sicrano, nem fulano
meu nome estava lá.
Foi magia
em primeiro lugar, quem diria.
- mas por favor, não vão me alugar...

Já era de praxe
peguei pesado no sentimento
amei além da imaginação.
Não teve um sequer momento
que eu não tenha acertado na mão.

fiz o bê-á-bá certinho
o arroz com feijão.
Rezei conforme a cartilha
e para não perder-me na trilha
segui cada pedaço de pão.

Comecei como homem de lata
levei na lata, fiquei em frangalho.
Nunca levei jeito pra espantalho
sobrou muita coragem pro leão.

Por causa da inspiração
deixei de me acabrunhar num fosso.
Tornei-me de cerne, carne e osso
e fiz da poesia oração.

André Anlub®
(22/5/13)