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Mostrando postagens de Junho 28, 2015

Raulzito [parte II]

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O sábio e o tolo                (André Anlub - 24/3/13)
O mais sábio homem também erra, Erra ao tentar ensinar Quem nunca quis aprender.
Os tolos morrem cedo! Senão por fora Morrem por dentro... ou ambos.
O mais sábio homem Também ama. E nesse amar, Mergulha... e se entrega, Confia e muitas vezes erra.
Os tolos desconfiam, nunca arriscam, Nunca amam, por isso acabam não vivendo... Morrem por dentro e por fora, Acabam errando sem jamais terem sido sábios. 

Tempo de ser rio

Na madrugada desta segunda para terça, às 00h, o Arte do Artista vai receber Nani, um dos mais famosos chargistas do...
Posted by TV Brasil on Domingo, 28 de junho de 2015

Tempo de ser rio
(André Anlub - 15/4/12)

Quero conhecer novas pontes,
Percorrer novas curvas,
Deflorar novos caminhos,
Margens, desníveis, declives...

Traçar novos rumos, novos leitos,
Inundar de esperança os vilarejos.

Quero ser rico de fauna e flora,
Saciar a sede - oferecer o banho,
Sentir a sombra do natural,
Ser presente em aquarelas
(Espelho do céu)

Quero ser sempre limpo – cristalino,
Alimentar um novo sonho,
Ser potável, bem-vindo
Ser carregado na cabeça da carecida...

(...) e da carecida...

Limpar suas roupas – lavar seus pés – banhar seus filhos
Estar nos ninhos e no interior da amada.

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Hipnotiza-me sem a mínima hesitação
E com a carcaça não tem perdão...
Me molda e muda – me desvenda e desnuda
Aperta tanto meu coração que em seu transmuta.

Raulzito

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"Há 70 anos, nasceu o cantor e compositor Raul Seixas, considerado um dos pais do rock brasileiro e dono de sucessos como 'Gita', 'Metamorfose Ambulante' e 'Maluco Beleza'."



"Tem Estúdio F sobre o cantor!" http://culturabrasil.cmais.com.br/programas/estudio-f/arquivo/raul-seixas-2

Grito sustenido

Anunciaram e garantiram que ninguém anda de bicicleta em São Paulo :) #cicloviapaulista
Posted by Prefeitura de São Paulo on Domingo, 28 de junho de 2015

Rede(moinhos) rendeiras 
Aves ou rendas?
Rendez-vous...
Saio da rede e vou para a rede,
Se a rede cair, volto pra rede:
- “Mon amour”.

Grito sustenido
(André Anlub - 11/05/13)

A paixão que é aceita em quaisquer lugares ou formas, no mais raso e no mais fundo, devidamente preenchido ou oco, um balde trazendo água limpa do mais profundo poço. 

Em anos que passam, voam, no “tic-tac” das respirações, no nascimento de novas vidas, nos leitos dos hospitais, no sexo dos anjos ou dos reles mortais, a emoção vai e vem e fica o etecetera e tal. 

Agradeço a chance de tentar novamente, endurecido coração, mas ainda vivo amadurecido, mas ainda brincalhão bobo e pirracento.
Com o apoio da lua meus olhos de coruja percebem o movimento, são os amores noturnos, são corações de luz própria que se embrenharam no breu soturno.

Com o apoio do sol meus olhos não dorm…

O calor da Flor

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Zico – Rio de Janeiro (mar/2014)
O calor da Flor           (André Anlub - 18/11/14)
Prefere a Natalie a Keira, mas isso é outra história! Aproveitando o gancho, a deixa, dá-lhes os loucos amantes, sempre por ai, largados e atinados. Há um poeta que tem amor platônico, na verdade são tantos... antagônicos e adjacentes...  (por que não insanos?). Prefere, no inverno, usar um cobertor de orelha, ao invés de um casaco de pele, desses de pele de ovelha... e ele escolhe, acolhe e se recolhe no conforto do lar e do sonho... (bardo sonhador). E sonha! sonha em se abrigar do frio com o calor da Flor... (é, ela mesma! a Maria). É franco, modesto e aprendiz; é raro um sujeito assim, muito raro; tem a alcunha de “Macuquinho-preto-baiano”, e não há engano: é bem assim! Na luz dos olhos verdes, azuis ou pretos, no bate-papo na cama, caminhando pela praia ou na rede da varanda, nas várias opiniões contrárias, nas várias ações que valham o tempo sublime em comunhão... sempre entrega seus pontos. Vem, ac…

Dueto da tarde (CXC)

Acordar e dar de cara com um tucano lindo no quintal ...morar na roça tem suas vantagens.
Posted by Arthe Paiva on Domingo, 28 de junho de 2015

Dueto da tarde (CXC)

Mãos tateando nuvens, como à procura de um destino que já está ali.
Revoluções dentro de tufos de algodão... Não só chuvas e trovões como pensam alguns.
Não só trovões e chuvas como deixam de pensar outros uns. Quando uma palavra tem tudo, uma palavra nada tem.
Na palavra e seu oco há um pouco do brio do opaco empacado ansiando o brilho. Mal sabe ele que o seu embaciado é bem-vindo.
Mãos amassando nuvens como quem amassa a massa do pão. Mas a fome é outra, muito outra.
Mãos colocando seus anéis de Saturno como quem soturno rouba do universo o quinhão.
Bebendo estrelas como quem gargareja um Campari. Algumas grudam na garganta. Não deixam apelar para socorro algum.
O sol tomou à frente e fechou a festa. Aos olhos presentes nenhuma nuvem resta para abrir os presentes.
As mãos continuam tateando. Agora em busca de explicação. Ou de co…

Madrugada de 28 de junho de 2015

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Uvas verdes maduras – uvas roxas verdes – uvas boas e ruins (Madrugada de 28 de junho de 2015)
Adoro às vezes ficar sozinho. Mas não são questões de horas, o bom mesmo fica em três ou quatro dias. Pensar na vida, rir à toa, falar sozinho, “ser responsável, cristão convicto, cidadão modelo, burguês padrão”... Ficar sozinho é uma arte, mas requer cuidados: para quem não se conhece há o risco de se encontrar/se conhecer e não gostar do que descobre. Fico sozinho, mas com meus cães; assim posso conversar com eles, e eles, sem vergonha alguma, me responderem. Falando em bem e mal: todos sabiam, ou deveriam saber, que os olhos da maldade mesmo enxergando melhor, mesmo tendo dedicado a vida a isso, sempre perdem a luta para os olhos da bondade... vai ver é carma – cama mal feita e louça mal lavada; vai ver é feijão salgado e bacalhau insosso; vai ver é lince que não vê e cego vendo seus absurdos. O mal já vem com a carroceria amassada, com a marmita pronta e fria. Dizem que a vingança é um pra…