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Mostrando postagens de Junho 29, 2015

Beltrano dos Santos

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Beltrano dos Santos
(André Anlub - 18/5/14)

I
Ao final da tarde
As flores enfim se mostram
(mais dela) submissas, 
Num colorido real e pétalas
Como olhos famintos de belo.

Ela, dama, atravessa os jardins
Os passos tímidos e sutis,
Abrindo os lábios
E deixando brotar as próprias cobiças.

Um artista do amor sorri,
Aponta seus dedos magros, 
(outrora gordos e inebriados de nanquim):
- Ai, ai, ai, é o fim, ela não me notou...

Choram eu, ele, você e os jardins.
E o chá, um sopro para esfriar;
Vem aqui – foi lá.

A fumaça do tabaco profana a luz
Que atravessa a janela
Adentrando o quarto,
Trazendo a beleza que há
Aos olhos abertos
No limpar das remelas,
No sonhar – realizar e fazer jus.
II
Beltrano dos Santos é uma figura,
Já foi profeta,
Mas não se mostrou...
Só ele sabia;
Nas alquimias que os anos trouxeram
A derradeira ainda estaria porvir;

Mas ele não tem pressa,
O amor não tem pressa,
E o que só interessa
É o acreditar sem fim.


III
Pouco riso é muito siso,
Muito sexo é pouco nexo.

Sempre visa onde pisa
E nunca deixa o azar de …

O Amor Grita Mais Alto

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O Amor Grita Mais Alto

A emoção é tsunami nervoso, nosso coração vira um palco
Tudo se torna um tiro para o céu e a temperatura dá um salto... quem foi inocente virou réu

Ninguém nunca entendeu o amor, acho que nunca entenderá; união do bom, ruim, prazer e dor...
E mais no que nele há!

O aperto se eleva a um grau insuportável, a imagem fecha em um fade out; o corpo fica totalmente instável e a sensação é de morte inevitável

Mesmo assim é pura satisfação: sentimento ímpar, maravilhoso, absolvido, gratificante quando é recíproco...
E impiedoso quando não correspondido.

André Anlub

Para ponderar nesse final de tarde

E a moda agora – (atualizada)
(originalmente escrita por André Anlub em 2010)

A moda agora
Não é mais o crack
Nem ser bipolar
Ou ter Pitbull
Falar por falar.

Não é o tal lepo lepo
Ou no ombro um beijinho
Mascarado nas ruas
Gerson e seu jeitinho.

Ser um ser correto
Politicamente
Ou sexual metro
Fanático demente.

Não são as nádegas 
Cheias de celulite
Nem os silicones
Arrisque um palpite.

Não é mais dizer
“Imagina na Copa”
Drummond sem os óculos
No banco de Copa

Não é a crise conjugal
Ou uma lá na Espanha
Falar fino e ser macho
Ou mais um morde fronha.

Se comover com o tufão
Ou outra novela
Com furacão Sandy
Ou com Gabriela.

Defender animais
Virar um vegano
Criticar policiais
O mundo acaba esse ano.

Mas esse tal de Nióbio
Criou uma ação confusa
Ninguém sabe que existe
Pra que serve e quem usa.

Na atual conjuntura
Não posso esquecer
O mensalão
Pessoal do PT.

Mas na verdade
Existe muito mais
Não estou na idade
Pra dizer “tanto faz”.

Tem que aprender
A ler e ouvir
Pesquisar a verdade
Não ser conivente
O que a pátria parir
Sobra sempre pra g…

Toalhas novas

Brad Domke Surfing XXL Waves on a SkimboardThis guy skimboards better than you’ll ever surf.
Posted by Red Bull on Terça, 23 de junho de 2015

Toalhas novas
(André Anlub - 11/4/12)

A cada giro do globo é mais um passo do colosso:
Novo dia, novas imagens e palavras.
Podemos dar até o passo maior que a perna,
Desde que seja sempre para frente.
Na corda do varal há todos os tipos de panos:

- Dos bem quentes para o inverno extremo
- Chiques de seda e linho branco
- Calças velhas que vestem bem
- Calças novas que estamos nos adaptando.

Lavo e coloco para secar as toalhas velhas,
Ficam ao vento
Não balançam pelos furos do tempo
Chegando a hora de trocá-las, eu faço...
Por enquanto as traças se deliciam.

Dueto da tarde (CXCI)

Minions Mural ! Valew Minions e Universal Pictures Brasil pelo Convite !
Posted by Eduardo Kobra Kobra Kobra on Segunda, 29 de junho de 2015

Dueto da tarde (CXCI)

Olhos cor de mel, boca gosto de mel, personalidade um mel... Mas é abelha.
Abelhas não sabem que são abelhas. Ou têm certeza disso? Olhar o favo e ver.
O clima estava propício, os ouvidos todo ouvidos, os zunidos em zum, zum, zum...  tudo aberto e irrestrito para outras opiniões.
Que ela não ouviria. Se a flor da laranjeira falasse, talvez. Assim mesmo, num intervalo da faina.
Todos podiam saborear do mel, contemplar a colmeia e o belo flamboyant que servia de sustento a ela. A laranjeira ficou quieta, pois estava com ciúmes pela escolha das abelhas.
Não havia tempo para (nem interesse em) perceber ciúmes, ressentimentos, orgulhos, satisfações. Ela (elas) estava ali para trabalhar.
Vinte e quatro horas eram quase parcas para disposição das trabalhadoras. Às vezes paravam para um ligeiro lanche e, se fosse preciso, uma picada aqui o…

Turbilhão do viver

Eu não entendi essa do Zeca Camargo, será que foi só eu que notei um baita preconceito contra os ídolos sertanejos e o Nosso @cristianoaraujo ??? Acho que ele tem viajar mais pelo Brasil, pra saber que por a aqui a história é outra, que nossa música sertaneja leva mais gente pros shows do que as mais populares festas do desse país , mais até do que o nosso esporte mais popular, o futebol...puta que pariu, nem sei mais o que dizer, esse povo tem que conhecer o que é ser caipira, e tem que nos respeitar. Pelo amor de DEUS. Sou fã do Zeca, mas essa eu não entendi mesmo.
Posted by Eduardo Costa on Domingo, 28 de junho de 2015

Os motores aos ouvidos em dores;
Os odores do carbono a calhar;
O cruzar de mil pernas;
As janelas com visão limitada;
E a empreitada de ser e estar.

Turbilhão do viver
(André Anlub - 24/2/14)

Tudo é paixão na terra de Alice,
E quer um palpite?
- a mesmice rasteja no chão.

Tal qual chão quente e infrutífero,
Faz a vida um sonífero
E forra de interrogação.

Que chapeleiro ou não
Torn…

Na saliva da vida

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Policiais Civis do Rio de Janeiro se posicionam contra a redução da maioridade penal, denunciam os interesses econômicos...
Posted by Jornalistas Livres on Segunda, 29 de junho de 2015

Na saliva da vida
(André Anlub - 4/4/13)

Sem rumo, faz do instinto sua bússola,
Anda com a cara e a coragem.
Não mata um leão por dia,
Mas encara a besta macabra.
É dono dos prós e contras,
Um pé na frente e outro atrás.
Constrói seus moinhos de vento
Ao som de um clássico do jazz.
A cada lua minguante,
Pinta um cômodo da casa
E rega o jardim das camélias...
Que vibram nas águas dançantes.
O cachorro deitado num canto
E o canto dos pássaros belos:
- O pica-pau e o trinca-ferro
- O bem-te-vi e um melro...
Dão mais vida ao montante.
O voo da tranquilidade
Num céu azul de espaço,
Abraço da vida em liberdade
É o beijo na sede no riacho.
Não mais submerso em vil fachada,
Brinda os versos da mãe natureza;
Em aquarelas muito além das janelas
Que atravessa seguindo as pegadas.
Agora não são mais quimeras,
Novas paixões o esperam...
Sem son…
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Vou degustar outros ares,
Novos mantras e músicas,
Devorar os segredos,
E digerir o dom.

Vou esculpir o vão
E redesenhar velhos mares,
Fazer da vida um folguedo
Num real sonho bom.

Vejo o ser montanha russa,
Dando tapa na fuça da depressão.
Vejo a beleza em rubores de fúcsia,
Sendo cor ou sendo flor,
Sempre adoração.

André Anlub®

Poesias, textos e letras

Here are various angles from my impact at Table Mountain back in 2012. Fly Sight GPS says I was doing 120mph on impact.
Posted by Jeb Corliss on Domingo, 28 de junho de 2015

Poesias, textos e letras
(André Anlub - 3/4/09)

Sou muito mais do que queria nas palavras que escrevi na minha vida; extravasei a primazia com a ambição adquirida. Textos, cor e poesia... quero mais em meu viver; escrever – matéria prima, arco-íris – prazer. Satisfação mais que garantida, mantida e ativa pela inspiração; se a verve faltar nessa receita – nada aceita, fico sujeito à reprovação. Busca o puro âmago do amor e simplesmente tudo mais que der... Ganhei – ganha – ganhou fama deitou e quebrou a cama é a variável de um poema qualquer.

Utópico tempo

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Posted by Miss Arab USA on Terça, 9 de junho de 2015

Utópico tempo 
(André Anlub - 5/7/10)

Disseram-me para dar tempo ao tempo!
O mesmo passou...

Sóis e luas, estações, os anos,
Rugas, cabelos brancos.

Perdi alguns amigos,
Ganhei alguns zunidos.

Não soltei pião,
Nunca aprendi violão,
Jamais namorei de mãos dadas,
Tampouco chutei latas.

Perdi praias e cachoeiras,
Ganhei cataratas.

Dar tempo ao tempo?
Eu o fiz...
E ainda não fui feliz!