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Mostrando postagens de Julho 2, 2015

Ótima noite aos amigos

SOBREMESA FLIP. SESSÃO DE ABERTURA: AS MARGENS DE MÁRIO. A crítica literária portenha Beatriz Sarlo compara Mário de Andrade aos autores argentinos contemporâneos a ele. #flip2015
Posted by Arte 1 on Quinta, 2 de julho de 2015

Para não engordar
Não é preciso fazer “piti”;
Basta apenas trocar 
Seu Petit Gateau por Petit Pois.

Sendo o céu infinito
Deixarei nele todo meu amor por ti,
Repousando à vontade enquanto não chegas.

Sua boca é a mais linda
A mais contundente.
Boca que se exprime, 
Nutre-se e declama poesias;
Boca dos meus sonhos,
Beijos, desejos e fantasias.

A respiração é ofegante,
As almas se abrem ao som da ordem.
Dizem que tão minuciosa é a vida
Que sempre certa e transcendental
Caminha toda a história.

Escute a voz que vem de dentro,
Vem do centro, do eixo.
Ela dará apoio,
Consertará o jarro, mesmo que tire sarro,
Que seja um soco no queixo.
A voz só se cala quando falta o intento.

O embuste e o arcano
Entram pelo cano quando se descobre o amor!

Meu mundo já acabou inúmeras vezes,
Sempre o reinvento …

noite de 2 de julho de 2015

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Pensamento vago, em voga e em vaga para idosos. 
(noite de 2 de julho de 2015)

É fantástico, e isso não é bordão não. Tenho o corpo em transe e transo bem com isso. Já nas devidas proporções acho que tenho absoluto direito de me alongar. Até porque – atenção – ginastica mental, poesia, versos e prosas, sem aquecimento e alongamento podem causar uma câimbra ou distensão. Hoje demasiadamente cedo vi a mais bela imagem: o dia; ao olhar-me no espelho constatei estar vivo... hoje e sempre... até porque eu só começo a acordar depois de lavar a fuça. Em seguida fui urinar e beber água, comer torrada e beber café (agora sim, acordei). Li as notícias, fiz as coisas corriqueiras e pus-me a escrever – fiz uma coisa e outra – revezando – até a hora do almoço. Nesse ínterim saíram alguns capítulos do meu romance, saíram a prévia dessas linhas, saíram alguns comentários online, saiu meu dueto com o amigo Rogério e também saiu um texto sobre feminismo. Bem, sobre esse último só tenho a dizer que está …

Na poesia nascente

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A Lenda Viva Mike Stewart e seu Bodysurfing de Altíssimo Nível em Point Panics.
Posted by Tribo Surfon on Quinta, 2 de julho de 2015
Mike e eu no Bliss Competition acho que foi em 1989

Na poesia nascente          
(André Anlub - 15/4/14)

Aquele menino sabido e dono dele e você, destemido e escrevendo é capaz de inventar; tornar-se-á mais um rugido - gemido – sussurrar... que vai além do planeta, pois é tudo no bom de escrever. Aquela luz lá no alto, voracidade do pensamento, fez de instrumento a aurora que irá ao fim da noite nascer. É assim a pegada que marca cada momento, dedo que sangra no espinho e sozinho cicatriza no tempo. Esse moleque: fez no sonho um gigante e sonhou em ser amado; amou como um amante que honra seu tempo acordado. E o ponteiro vai descendo, vai subindo em pé e deitado...
Cabelos brancos ao vento e só o eco faz som de menino.

E o mistério jamais quebrado que quebra o enigma do dia seguinte, fala aos ouvidos ouvintes, fala aos ouvidos largados: - Virão até mim navega…

Dueto da tarde (CXCIII)

Brasileiros analisaram o manuscrito Voynich, um livro misterioso produzido em uma língua que ninguém, até hoje,...
Posted by Revista Galileu on Quinta, 2 de julho de 2015

Dueto da tarde (CXCIII)

Faz tempo que disse que ia e realmente foi. Agora diz que vem e todos estão esperando.
Tudo é uma questão de sentido: de para onde se vai e do que se está dizendo.
O blá, blá, blá faz um momento nada formal: cadeiras de bar pela área, barracas armadas, redes presas em árvores, colchonetes espalhados e até hippies atemporais.
Foi buscar lã e trouxe a ovelha. Que se virassem os que acreditaram em suas promessas.
Foi buscar pão e trouxe o padeiro. A fome já está presente. Que alguém traga o fermento, o leite e o centeio.
Responsabilizar o responsável. Ir direto à fonte. Na verdade, procurar ombros largos onde largar o que é seu.
E não é que agora ele desponta no alto da montanha, descendo a estrada com um carrinho de mão cheio de livros e tralhas.
Espera festas na linha de chegada, arco de triunfo, medal…

Extra, extra!

FLIP 2015: MÁRIO DE ANDRADE POR CIDA MOREIRA. O canal Arte 1, em parceria com a Associação Casa Azul, organizadora da...
Posted by Arte 1 on Quinta, 2 de julho de 2015

Extra, extra!
(André Anlub - 10/5/13)

É pedir muito que o pôr do sol dure um pouco mais
E que se exponham os rostos rubros e os sorrisos nobres?

Num tempo raso, que se faça um brilho nas gotas dos prantos,
Enquanto descem pelo canto do rosto, até a boca,
Com gosto salgado de solidão.

Já conhecemos essa rotina, decoramos o roteiro.
Somos atores e diretores dessa trama,
Sem ou com paixão correspondida e final feliz,
Ao som, ou não, do mais belo fundo musical.

Queremos somente que nunca deixe de acontecer
Pois amamos esse fardo.
É aquela corrida contra nós mesmos,
Revelando nosso íntimo nas primeiras páginas dos jornais da vida.

Extra, extra!

Somos como cães vagabundos
Cambaleando pelas alamedas de sonhos,
Atrás de mais um prato de comida,
Do calor e da proteção da chuva. 
(atrás do mais sincero tesouro)

E nesse minuto, o tempo se foi e o sol …