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Mostrando postagens de Julho 5, 2015

Fruto franco

Some crazy surfers riding the biggest waves in the world.Download song from video: https://soundcloud.com/goshfatherjinco/dido-thankyou-gjedition
Posted by Goshfather & Jinco on Quarta, 8 de outubro de 2014

Fruto franco
(André Anlub - 13/4/13)

Estreia uma nova forma de amar,
Na verdade, não tão nova assim.
Vivendo um dia de cada vez,
Sendo verdadeiro e oportuno.

Renovando a cada sol nascer,
Inovando a cada breu noturno.

Na tez uma coloração; degrade do arrebol,
Ilumina por vez o ser sincero, dedicado.

Alma é força e lume,
Sentimento ao cume,
Fez da idade, moça.

Com o tempo torna-se rotina,
Surge, na surdina, o sentimento maior.

Ao som de grandes esperanças (high hopes)
Pesando na balança:
Mudança – procura – sina.

Cai dente de leite, estrela cadente - no céu da boca.
Dança de línguas, mingau adoçado - letrinhas na sopa.
Um pé de manga e bem ao lado - pé de fio dental.
Um ponto final, logo depois - etecetera e tal.

Para Sylvia

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Para Sylvia      
(André Anlub - 15/4/12)

Abra a porta e deixe a felicidade entrar,
Conte à ela toda sua vida e suas histórias,
Fale de suas amarguras e vitórias...
Convide-a para um chá, temos pão integral e frutas.
Que tal a deixarmos recitar um poema seu?
Fazer desse momento aquele que nunca se esqueça:
- Vamos Sylvia, então escolha você...
Assim, de repente,
Sumimos para além dessa redoma de vidro,
Para longe de uma coação em sua cabeça.
Diga em voz alta, exponha o que lhe faz falta!
- Abram todos, todas as janelas,
Se for repressão ou depressão...
Ainda não está fenecida.
- Faça as pazes com a vida,
Invente que escrever é sua mazela.
- Coloque mais um prato na mesa,
Mais lenha na lareira,
Ajeite a cama...
A alegria quer ficar.
- Sylvia, não se vá...
As letras já estão em prantos.
Todas as pessoas que foram seus sufrágios,
Agora estão deitadas
Em posição fetal,
Com olhos encharcados...
Olhando o além,
Com suas poesias em mãos,
Vivenciando o quão a vida é fatal,
Descobrindo que nem a morte é em vão.
(e nos tempos…

Dueto da tarde (CXCVI)

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Dueto da tarde (CXCVI)

Era preciso encontrar um ponto de equilíbrio entre ir e não ir, entre ficar e não ficar.
Aquele ponto cego – nem retrocesso nem avanço – que reside na língua, entre a mente e o ouvido.
Uma viagem no trem cargueiro das responsabilidades esvaziadas, postas para escanteio por um zagueiro tosco.
A sensatez faz a mala entupindo de pedras, enquanto a loucura carrega os dois nos ombros; o meio termo é quase inexistente.
Drama cotidiano. A cota do ano é diária. Era preciso encontrar o nem lá nem cá, mas que não fosse um muro onde sentar a covardia.
Optou pelo ponto e vírgula; optou pela porta: entrada/saída; optou pela intersecção – traço – travessão... E nada feito!
A saída não é negar a saída pela ânsia de sair. Ou de entrar. Ou de arrancar a pele porque está fazendo muito calor.
Mais do que nunca o equilíbrio se faz necessário; como o infeliz que não vai adiante – não sai do armário – com medo de ser taxado por sua sexualidade ou por ser o amante.
E assim estava-se porque ass…

Insone e insano no seno e cosseno do ser

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Este es el intro que se usó en la inducción de Ringo Starr al Salón de la Fama del Rock and Roll
Posted by Supernova on Quinta, 4 de junho de 2015

Insone e insano no seno e cosseno do ser 
(André Anlub - 15/6/13)

Eu vejo, vejo!
Nas paredes do corredor que leva à cozinha,
Algumas sombras que balançam,
Com as leves e tontas brisas,
Expondo seus desenhos simplórios,
Notórias alucinações, visões dela...
Vou abocanhar meu pão de centeio,
Com queijo coalho e margarina,
E uma fatia generosa de mortadela.
Por enquanto, só por enquanto,
Primeira noite de inverno,
Sem arrepio, sem espanto,
(Por enquanto)
Encontra-se calma e silenciosa.
Quebrou-se o silêncio,
No barulho do meu copo de vodca.
O gelo frenético batendo,
No fino e fanho vidro,
Ao ser mexido pelo dedo.
Olhos mirando o bloquinho,
Sou zanho, sou zen, sozinho.
O álcool companheiro agora me deixa,
Foi estacionar no cérebro,
Criou raiz e espera ser regado.
Convite à escrita,
Sorriso no canto do lábio,
Nos dedos da mão direita,
Uma imaginária tatuagem escrita;
O que há,…