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Mostrando postagens de Julho 7, 2015

Por amor tudo faço

Quando o sentir der as caras, sorrimos para o vento quente que passa: o amor faz derreter as geleiras e a alma torna-se mais clara.

Por amor tudo faço
(nada laço - nada penso)
E tudo posso.
O amor é assim...
Chega e me cerca, aperta e acerta,
O que já seria certo no cerne.

Na geografia do teu corpo passo o mais ardente compasso; a cada traço uma fronteira ultrapasso; ao findar o que faço, limpo toda a sua tez e faço tudo outra vez.

Sempre quero sorte plena 
(cem por cento de êxito)
Na sede, na sina, na senda 
(sem cena)
Vou tentar, e tentar, e tentar novamente...
Até valer a pena.

Dueto da tarde (CXCVII)

Posted by Josernany Oliveira on Terça, 7 de julho de 2015

Dueto da tarde (CXCVII)

Na folha branca cai o suor profundo; a vaidade ascende e nada compreende desse céu limpo, calado e desnudo.
Fossem perguntar-lhe, e diria que não gosta. Mas ninguém vai perguntar-lhe.
Com poder de poder calar-se, ele então se cala. O suor deságua e agora se junta com suas quentes lágrimas.
Motivo: qualquer um. Ou nenhum. Acha ótimo chorar por motivo nenhum. Limpa-se, como um céu depois da chuva.
Na folha brotam suas lembranças e heranças de afetos de apertos de amigos de abrigos de princípios, meios e... novamente a folha branca
Que estanca o que arranca do coração com uma carranca e não se manca, franca e hostilmente.
No cabeçalho a maternidade escrita em letras cheias, gordas, delineadas e desenhadas; no rodapé o pé sujo de talco, de areia, de barro – calçado e descalço –, pé com histórias.
O mundo pela frente. A vida pela frente. E nem a fantasia ainda do mundo e da vida pela frente.
Motivo: falta de sonhos. O…
A crise econômica brasileira, que até nem é tão grave assim – nós mesmos já vivemos coisa bem pior –, está levando o comércio a fazer liquidações não só bem antes do costume como bem mais generosas. Ano passado a queima de estoque do inverno oferecia 40% de desconto. Este ano bate nos 70% e o inverno mal começou. Dizem que é só para os lojistas garantirem capital de giro, uma vez que o custo do dinheiro está muito alto. Não sei. O que eu sei é que este universo de coisas me bate mal na sensibilidade,  acho complicado, enredante, viscoso, pesado, feio, grosseiro. Por mim não haveria nada disso. Por mim, na minha delirante utópica visão de um ideal, todo mundo aplicava sem qualquer esforço, com absoluta naturalidade, aquela máxima: “De cada um conforme sua capacidade, a cada um conforme sua necessidade”. Tenho a alucinada pretensão de achar que isso levado a consequências  totais geraria um sistema de equilíbrio tamanho que não se precisaria comerciar coisa alguma. Talvez em algum luga…

madrugada de 7 de julho de 2015

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Tudo branco em paz se apraz o branco do Apraz. 
(madrugada de 7 de julho de 2015)

Escrever não é terapia, não é parto, não te faz farto tampouco filho. Escrever não é domínio nem domingo, não é sábado nem babado, nem modismo, erotismo macho bosta ou viado. Escrever não descoberta, nem procura, não é ouro, prata ou cobre, não está vestida ou desnuda, não é rua nem avenida, nem voo ou aterrisagem, não é quarto fechado, alcova, escova, pasta, dente, boca  ou paisagem, não é nada nem tudo, não é cura ou Kurosawa, nem rei nem vagabundo, nem o submundo da saudade. Escrever não é fuga nem afago, nem figo nem quiabo, não traz solução para o problema, não tem esquema, bula, equação, estratagema; não é longe nem perto, nem aqui, kiwi ou banana; não tem raça, cor e credo, nem cruz credo que ameaça; não trapaça ou joga limpo, não está no limbo, céu ou inferno. Aos olhos postos no céu azul, sem nuvem, podemos ler o verso... Nenhum verso estava ali, fizemos/falamos/escrevemos/sentimos para dor ou pra…