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Mostrando postagens de Julho 8, 2015

Dama

Pesquisas buscam definir estilo e parentescos culturais da escritora Carolina Maria de Jesus
Posted by Pesquisa Fapesp on Quarta, 24 de junho de 2015

Dama (resolveu decorar o orbe de dentro e tornou-se bem mais feliz)

Dama de fé famélica que vive o amor como um Deus. As ações são suas vozes, seus céus, versos e véus. Meramente faz e jamais quis fazer parecer; cala e desmascara os atrozes que respondem com vis falações. Para falsos profetas macabros sorri com benevolência, pois sabe que são desumanos de mero vocábulo que voam sem asas/rumos e pousam fazendo injúria aos castos no frio e quente deserto das aparências. Agora tem visão menos turva/suja, deixa que pisem na uva; sabe que curará o desalento, pois é mais fácil deixar cair dos olhos a chuva. Cansou-se de elevar ao céu suas mãos e engasgar-se com o medo, ébrio e hipocondria; supre a dor com o comprimento de um comprimido comprido, levanta e não cai de joelhos ao chão. Dizem que deuses a amam e o resto do mundo não. Todos os elos …

Dueto da tarde (CXCVIII)

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Dueto da tarde (CXCVIII)

Quem veio com a chuva também trouxe um perfume, o perfume da chuva.
Veio o velho vinho seco, com o paladar faceiro, do que um dia foi somente uva.
Por alguns momentos quem veio com a chuva esquece que veio com a chuva.
Olhares lavrados nas jornadas da vida; nas fornadas dos tempos: vindas e idas.
Um olhar para o talvez, outro olhar para o quem sabe e o vapor do que ainda resta exala-se.
A chuva inverte seu foco: sobe à vista e desce invisível. O vinho inverte seu foco: torna-se fruto puro e nasce inebriante.
Uma leve tontura envolve quem veio com a chuva. Mira reflexos nas poças d’água e ri.
O sorriso, o jasmim, o molhado no seco e o vinho seco – terras de um sem fim. Sem fim do hoje e do agora que mira as poças secas e chora.

Rogério Camargo e André Anlub
(8/7/15)

Algumas histórias - Parte III

Essa animação em stop motion foi baseada no livro “As aventuras de Mark Twain – O estranho misterioso” e utiliza belos...
Posted by Bar do Ateu on Quinta, 2 de julho de 2015

Algumas histórias - Parte III
(André Anlub - 11/3/12)

Denomino-me um amante inveterado
Dos bons e velhos jazz e blues.
Gosto dos clássicos, dos solos, dos básicos - dois polos.
Ainda tenho uma velha e boa vitrola
E não abro mão de ouvir o que mais me apetece e inspira.

Com fone de ouvido navego em uma nau;
Na minha cadeira do escritório
Entro em um mundo de alvedrio,
O Nirvana auditivo é notório.

Denomino-me também um apreciador do novo suingue,
Das boas bandas e vozes contemporâneas do som...
Serei até redundante ao me exprimir por completo:
- ínfima minoria que obteve o tom.

Em uma casa de shows temos a pureza exata...
Dá para ouvir cada nota - cada entonação.

Em um grande estádio todos num só coração:
- o palco - o espectador
Energia e diversão.

A música sempre me remete a momentos...
Bons – ruins – bem vividos.
Em hipótese alguma m…