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Mostrando postagens de Julho 13, 2015

Nos varais

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Nos varais
(André Anlub - 20/9/10)

Nos varais o ardente dos verões,
Carros passam no asfalto emanando calor.
Pobres pés descalços vão estender roupas,
Loucos com seus vieses, variações e viagens.

Varais com varas de bambu - apoiam-se...
Chegam a confundir os olhos ligeiros,
Quem estaria apoiando quem?

Varais das Valerias e Veras,
De coloridos poéticos,
Eternidades efêmeras,
Momentâneos de eras.

Nos varais frígidos dos invernos,
Casacos acenam com o vento,
Na corda bamba do tempo,
Nos confins dessa esfera.

Meu amor bateu de frente

Hoje, às 21h30, tem episódio novo de Califorfun. Hollywood fez de Dogtown uma das marcas mais conhecidas e por isso sua história várias versões.www.canaloff.com/califorfun
Posted by Canal OFF on Segunda, 13 de julho de 2015

Meu amor bateu de frente
com seu cheiro de alfazema
com seu humor de hiena
e interpretação eloquente.
---- x ----
É no amor, e não há impossível
no verossímil da batalha à vitória.
Fez de fulgentes momentos, o invisível
e na equação da paixão, a auréola simplória.
---- x ----
Sobre o amor?
- Sim, eu conheço, sei bem dessa fábula
sei qual o seu curso, bons e maus imprevistos.
Falam de alguns vícios, falam de absurdos
não provaram na língua o que dizem amargas.
---- x ----
Vê-se a razão que não mingua
fala-se em matrimônios – mistérios
infindos sem afins nem começos
assim dá-se o nome de vida.
---- x ----
O corpo foi na onda e saiu do dilúvio,
Forte e firme em direção ao sossego;
O abraço (prévia do beijo)
fez-se ao relento
E o medo (descalço e bêbado)
caminha viúvo.
---- x ----
Sim, é poesia!
F…

Dueto da tarde (CCI)

VIDEO - Visão dos franceses sobre o sistema de transporte do Rio de Janeiro em 1958. Documentário sensacional sob todos...
Posted by Rio, ontem e hoje on Sexta, 10 de julho de 2015

Dueto da tarde (CCI)

O pensante não pensar para não pesar a consciência, deixa, apesar de tudo, um pesar enorme aos companheiros não pensantes passantes.
É tudo uma questão de não questionar, talvez. Ou de questionar sempre, talvez. Uma questão de deixar tudo em paz. Ou de fazer a guerra certa.
No grande mapa da questão as fronteiras não estão visíveis. Há o risco enorme de um bombardeio por acidente ao campo amigo.
Um regimento de entendimentos combate os desentendimentos e sofre baixas terríveis, a Cruz Vermelha não para de trabalhar.
As pedras rolando indicam que nem sempre se pode ter o que quer, mas deve-se sempre continuar tentando. Há quem prefira a calmaria do fluído rosa decorando o interior do corpo.
Há quem prefira não ter que preferir, leva a receita na farmácia e aceita o que venha do outro lado do b…

Dia Mundial do Rock

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Primeira alvorada de inverno (Madrugada de 21 de junho de 2015)
Um pouco frio, mas tiro de letra. Temperatura caiu bastante; acho que pela noite marcou vinte e um graus, e agora, na madruga, deve estar uns dezessete. Para aqui, no Ceará, já é frio. Estou com os fones de ouvido ouvindo Coda do Led Zeppelin. O silencio “lá fora” está assustador, nem os gatos, os sapos e os grilos pisaram para fora de casa. É, o rock está pesado. Lembro-me de quando comprei esse disco, ainda era LP, “bolachão”; comprei na Modern Sound da Rua Barata Ribeiro em Copacabana. Era freguês da loja, passava quase todos os dias para saber as novidades, pois eu morava há muito tempo bem perto da mesma. Apesar de ser cliente assíduo comprava pouco, pois sobrava tempo, mas faltava grana. Lembro-me de ter escolhido este álbum porque estava “fresquinho”, havia acabado de chegar no Brasil. Comprei e ele fez moradia – ficava direto na vitrola do meu quarto –, se eu ou os amigos fossemos escutar outro disco, colocávamos po…

Dos puros ares

A SIC foi à descoberta de Portugal. Reveja paisagens, monumentos e uma grande variedade de atrações turísticas e...
Posted by SIC on Terça, 13 de janeiro de 2015

Dos puros ares
(André Anlub - 20/5/13)

Encontrei-te em um dia frio
no desvio que peguei na vida.
Enfim fechei a penosa ferida 
e a paixão tomou conta do ar.
E esse ar de ingênuo sonhar
penetrou pelas quentes narinas
invadiu meus pulmões, fez inflar
chegando na corrente sanguínea
como um rio que desagua no mar.
Não tem mais vil acordo
e no meu sangue que estanca
acordo da vida vazia
corto a corda da forca fria
e flerto com a flâmula branca.

No sofá de uma sala

O amor é a maior das certezas
e mesmo assim
acontecem infinitos equívocos.
Não se fala em outra coisa
em todos os lugares
em bares, ginásios, tablados
basílicas, praias, boates
iates, aviões ou carros.
A bola gira, cabelo cai
o amor derrotado 
flecha no peito
faca nas costas
o bobo da corte coroado.
A imagem escureceu
os braços ficaram pesados
e nada mais se pode fazer.
Há um enorme e frio buraco
onde o …