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Mostrando postagens de Julho 15, 2015

O som do sino

Trailer de 'Narcos', uma das novas séries da Netflix. Estrelada por Wagner Moura e produzida por José Padilha, conta a história de Pablo Emílio Escobar.A série estará disponível dia 28 de Agosto.
Posted by 365 Filmes on Quarta, 15 de julho de 2015

O som do sino       
(André Anlub - 5/9/14)

Surge o estalo disso ou daquilo, 
Parte Stalin com o princípio de um novo;
A poesia e a guerra se encontram no inicio,
O precipício é o belo corte de adaga.
Ser visível é risível, já que se apaga
Se ficar retido na essência d’um ovo.

Todos se divertem assim na batalha:
As águas rubras surgem regando, passando,
Molham os pés e vão subindo aos joelhos;
Os coelhos saem das cartolas,
Voam sem rumo às cartas da mesa;
O público aplaude de pé a beleza
E a destreza do mágico mago de Angola. 

A peleja fortaleceu o Bento e a Benta,
Amor que abaixa a mão, indo ao resguardo;
No apreço que se funde a compaixão
Faz do mundo elevação, redesenhado.

Submersos, todos reagem ao afogamento,
Já que as águas chegaram à cabeça.
Já se…

Dueto da tarde (CCIII)

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Dueto da tarde (CCIII)

Sob a lua e ao som de violinos, queima no centro da quermesse minha paixão de menino.
Era muitos, era um milhão, e em todos eles queimava o mesmo turbilhão.
Largo a rédea, enfio o pé na jaca, tiro a viola do saco e equilibro na língua uma faca.
As lembranças avassalam. E olham comprido para tantos amantes que acasalam.
Sem vassalos ou insubordinados, nada de obrigações pela frente. O rente passa além e as orações são incoerentes.
Há pouca diversão nesta quermesse que divirta como a paixão acha que merece.
Surge então o tal de Antônio, de sobrenome Vivaldi, trouxe em um largo balde anéis para quem quer matrimonio.
Bigode de rolha, parece um bolha, paletó remendado, sapato cambaio. Mirando de lado, não sei se fico ou saio.
Sob a lua envergonhada o seu corpo pega a estrada e deixa um triste adeus. Tudo que se faça, mesmo nada parca e porcamente, atrairá novamente seus olhos aos meus.
Paixão é maldição. É praga rogada. É castigo e perigo de gostar do castigo. Assim comigo e c…

Óleo da mola do mundo

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O tempo passou e passa
semente que germinou e germina;
som das boas ondas.
Vi e vejo as ondas de beleza, simples como a natureza.
A vida segue sentinela,
olhando por onde anda e onde pisa.
Na minha essência... Isso é de praxe.

Óleo da mola do mundo
(André Anlub - 19/6/13)

Mesmo o planeta sendo redondo,
E fazendo frio nos polos.
Nada mais importa,
Pelo menos agora.
Após a ideia original,
De algo a ser descoberto,
No som - aos olhos - ao toque,
Tudo vira cópia.
Não podem expor a verdade
E não ligam se alguém o fizer.
São loucos que rasgam dinheiro,
Com o sorriso de um rosto inteiro
No mistério do palhaço e o sério.
Então voltam-se somente pro lucro,
Para a pobreza de míseros vinténs,
Com o víeis do santo sepulcro,
Ou a graxa da (es)mola do mundo.